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Porto Maravilha no Rio de Janeiro deverá atrair vários hotéis

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Direto de Mata de São João (BA)Isto é o que assegurou Marco Antônio Robalinho, Chefe de gabinete da CDURP – Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro numa palestra proferida agora à pouco no COMPLAN – Seminário Internacional de Comunidades Planejadas, Loteamentos, Bairros, Cidades e Resorts que é promovido pela Adit Brasil no Costa do Sauípe Resort, em Mata de São João, na Bahia e que conta com o apoio da Revista Hotéis. Segundo Robalinho, a revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro está atraindo uma série de investimentos, incluindo hoteleiro, pois é uma das poucas áreas da cidade que permite esta expansão.

 

O programa denominado Porto Maravilha é dividido em três fases, está incluído no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e deverá captar cerca de R$ 8 bilhões através da PPP´s – Parcerias Público Privada. “A Caixa, através do FGTS aportou R$ 3,5 bilhões neste projeto e o retorno se dará através da venda dos CEPACs Certificado de Potencial Adicional de Construção que está atraindo  o interesse de várias construtoras e incorporadoras. Até o momento 70 projetos estão em análise, sendo dois hotéis com 1000 apartamentos no Porto Olímpico e mais dois hotéis no Porto Atlântico com 450 apartamentos. Isto contribui para amenizar a carência do Rio de Janeiro de oito mil leitos para atender aos grandes eventos que a cidade irá sediar como a Copa do Mundo de futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, lembra Robalinho.

 

Segundo ele, o Porto Maravilha é uma área de 5 milhões de m2 que deverá mudar o eixo de desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro, em vez de ir para longe do centro urbano, voltar para o Centro e valorizar o patrimônio urbano. Isto criará uma série de fatores como a requalificação urbana, desenvolvimento imobiliário, demolição da perimetral que começa em 2013, e que será substituída pelo túnel Rodrigues Alves, reurbanização dos morros, nova infraestrutura urbana e novo sistema viário e revitalização de 76 bens tombados pelo patrimônio histórico. “Não existe restrição para a construção de uso de qualquer atividade, inclusive residencial, o que era proibido anteriormente. Mas as construções deverão ter economia de consumo e reaproveitamento de água, energia limpa, uso de material com certificação ambiental, facilitação de acesso e uso de bicicletas, ventilação, entre outras exigências”, concluiu Robalinho.

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