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Pedido de entrada no Brasil cresce 42% com visto eletrônico

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O número poderá resultar em US$ 41,2 milhões a mais na economia brasileira

Após a implantação do visto eletrônico para cidadãos da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão, o número de pedidos para o visto brasileiro apresentou aumento significativo. Entre fevereiro e julho deste ano foi registrado um crescimento de 42%. Levando em conta o gasto médio dos turistas destes países, caso as solicitações se revertam em viagens, poderá haver uma injeção de US$ 41,2 milhões na economia brasileira.

O período analisado corresponde ao início de funcionamento da medida para todos os países. No mesmo período, de 121.959 pedidos de visto, 95.417 foram realizados pelo meio eletrônico, o que representa 78% de adesão ao sistema. No total, mais de 100 mil vistos já foram solicitados.

O impacto da medida de facilitação entre os cidadãos canadenses resultou em 50% a mais no pedido de e-Visa para o Brasil, seguido dos Estados Unidos (45%), Austrália (35%) e Japão (23%). Segundo a Organização Mundial do Turismo, iniciativa como esta podem representar em um incremento de 20% de visitantes estrangeiros entre os países que adotam essas políticas.

O ministro do Turismo, Vinícius Lummertz explicou “Precisamos abrir nosso país para visitantes de outros países e, assim, trazer novas divisas para movimentar a economia brasileira. O setor do turismo tem muito a contribuir com a economia brasileira e esses numeram comprovam isso. Fizemos o movimento correto mas ainda precisamos avançar mais”.

De acordo com os dados do Ministério das Relações Exteriores, os Estados Unidos, segundo maior emissor de estrangeiros para o Brasil, lidera a lista de solicitações. Entre fevereiro e julho foram 87.349 pedidos, sendo 69.808 pelo meio eletrônico. Em segundo lugar aparece Japão (14.272), seguido de Canadá (10.333) e Austrália (10.005).

O visto eletrônico simplifica e barateia o processo de solicitação da autorização de entrada no Brasil. O valor passou de US$ 160 para US$ 40 (além de uma taxa de US$ 4,24) e o prazo médio, que era de 30 dias, caiu para, em média, até cinco dias uteis em um processo todo eletrônico.

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