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O parque hoteleiro para a Copa 2014 e a Olimpíada 2016 no Brasil

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Caio Sergio Calfat Jacob*

O parque hoteleiro brasileiro para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 é insuficiente e, no geral, de qualidade inferior à exigida pela FIFA e pelo COI. Das doze cidades-sede para a copa, somente São Paulo possui um parque hoteleiro que atende, em quantidade e qualidade, às características determinadas.
A destinos como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Natal e Manaus (todos com atrações para turismo de lazer, além dos de negócios e eventos), será necessária a construção de novos empreendimentos, além da renovação daqueles que se localizam à beira-mar ou beira-rio; a destinos como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Curitiba, além do aumento do número de hotéis existentes, haverá a necessidade de renovar parte da oferta em operação. E finalmente, em Cuiabá, o destino possui um reduzido parque hoteleiro, sendo que alguns poucos são qualificados.
Quanto ao Rio de Janeiro, que sediará também os jogos olímpicos, há necessidade de um parque hoteleiro ainda maior e sua oferta atual, junto à orla de Copacabana e Ipanema é insuficiente e, no geral, antiga e com ampla necessidade de renovação.
Há três problemas fundamentais: os hotéis a serem renovados e construídos nas cidades-sede da copa deverão atender à necessidade de demanda regular, não somente a gerada durante a copa, sob o risco de super-oferta de hospedagem; há poucos empreendimentos hoteleiros em construção ou renovação e os financiamentos criados pelos bancos públicos e privados para a construção de novos hotéis visando à copa não estão sendo contratados na quantidade necessária, devido a vários fatores, sobretudo os entraves legais estabelecidos pelos agentes financeiros.
Sendo assim, o SECOVI-SP (Sindicato da Habitação, entidade institucional líder do setor imobiliário brasileiro), por meio de seu Núcleo Imobiliário-Turístico e Hoteleiro, criou comissões de trabalho para desenvolver este assunto com profundidade, exigindo dos agentes envolvidos, eficiência, rapidez e desburocratização, em vista do prazo que rapidamente se esgota. Este núcleo, conta com representantes das principais redes hoteleiras com atuação no país, como Accor, Atlantica, IHG, Hilton, Hyatt, Marriott, Starwood, Sol Meliá, BHG, GJP, Blue Tree, entre outras; além das principais empresas de consultoria imobiliária e hoteleira como HVS, Jones Lang LaSalle Hotels, Caio Calfat, Neoturis, Newmark Knight Frank, Cushman & Wakefield, CB Richard Ellis, PricewaterhouseCoopers e de algumas das mais significativas entidades do setor hoteleiro e turístico brasileiro.
Os mais importantes tomadores de decisão e formadores de opinião dos setores imobiliário-turístico e hoteleiro do Brasil, portanto, estão envolvidos neste núcleo, com o objetivo de encontrar e realizar as melhores condições para viabilizar o parque hoteleiro para a Copa 2014 e a Olimpíada 2016, sem excessos e riscos de super-oferta.

 

*O Engº Caio Calfat é coordenador do Núcleo Hoteleiro e Imobiliário-Turístico – setor de Gestão Estratégica – do SECOVI-SP (Sindicato da Habitação)

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