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O Impacto da Maturidade Digital na Hotelaria foi abordado no 32º Encatho

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Paulo Kendzerski (Foto: Hugo Okada)

Direto de Florianópolis (SC) – Paulo Kendzerski, do Instituto de Transformação Digital, foi o palestrante do conteúdo denominado “O Impacto da Maturidade Digital na Hotelaria”, terceira palestra da Sala Joaquina do espaço CentroSul, no primeiro dia de palestras técnicas do 32º Encatho & Exprotel.

Kendzerski apresentou um estudo exclusivo e anunciou um programa de capacitação que deve contemplar 100 mil pessoas para a inserção no mercado de trabalho, capitaneado pelo Instituto. “Esse programa é exclusivamente destinado para pessoas em situação de vulnerabilidade e jovens que querem conquistar sua primeira experiência no mercado de trabalho”, salientou.

De acordo com o palestrante, “todo mundo fala sobre mindset e outros temas relacionados ao mundo digital e a modernização, mas eu prefiro falar no modo como sobreviveremos. Não se promove transformação digital se não abrirmos a nossa mente ao que está acontecendo no mundo. Ele mudou e não volta para trás. O melhor exemplo disso é o uber. Se você ainda conhece um motorista de táxi, pergunte a ele o que ele está esperando. A mesma coisa com a hotelaria. O inimigo é outro”, disse.

O palestrante explicou que muito se falou nos anos 1960 sobre programas de qualidade, conceito criado pelo Japão e, na década de 1980, sobre a implementação de ERP nas empresas. Nos anos 1990, o grande tema era a expectativa de um novo milênio. No entanto, nenhum desses momentos da história foi o catalisador de uma transformação digital. “Apesar de bilhões investidos no mundo todo, o bug do milênio, que motivou todo esse movimento não aconteceu. A transformação digital começou com o consumidor conectado 24 horas por dia. Se um hotel não me atende, aperto um botão do lado e reservo outro”, pontuou.

Transformação digital

Segundo Kendzerski, as empresas têm de correr contra o tempo para se adequarem a realidade atual. “Em 2012 eu fiz uma apresentação no Festuris – Festival de Gramado, no qual perguntei a platéia: ‘onde vocês, agências de viagens estavam quando surgiu o decolar e outras empresas semelhantes?’. Silêncio total. Bem, até aquele momento eu não conhecia nenhuma agência que atendia as 22h. O decolar atende. É preciso repensar o modelo do seu negócio”, ensinou o especialista.

Utilizar ferramenta digital não surte efeito com pensamento analógico. “É espantoso constatar que a maioria das agências de viagens na Região Sul já usam WhatsApp. No entanto, eu enviei uma mensagem e recebi uma resposta automática com o horário de atendimento. Isso é pensamento analógico, que anula a facilidade da ferramenta digital”, observou Kendzerski.

Objetivos do estudo

Kendzerski explicou que o estudo realizado pelo Instituto de Transformação Digital não é avaliar se o site é “feio ou bonito” e sim a sua relevância no atendimento das necessidades do cliente dentro do meio digital. “Este estudo estará disponível em nosso site a partir do dia 19 de agosto, na íntegra”, prometeu.

O 32º Encatho & Exprotel é uma realização da ABIH-SC, com a Revista Hotéis como Mídia Oficial. A reportagem viaja a Florianópolis a convite da ABIH-SC e hospeda-se no Hotel Faial Prime Suites, um dos empreendimentos parceiros da entidade no evento.

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