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No compasso do samba para crescer e se consolidar

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Após fazer uma avaliação que grande parte da hotelaria nacional não dispunha de padronização e estratégia e os investidores não possuíam nenhum controle de seus empreendimentos, em litígio com seus administradores atuais ou no mínimo sem conhecimento algum sobre hotelaria, o executivo Guilherme Castro resolveu montar a Samba Hotéis.

 

Para alcançar os resultados, Castro utilizou seu amplo know how adquirido em redes nacionais e internacionais. Decidiu alinhar os processos, padrões e procedimentos das grandes redes as flexibilidade e adaptabilidade dos pequenos e médios grupos nacionais trazendo profissionalismo, estratégia e agilidade para a hotelaria nacional.            

 

O resultado é que a Samba Hotéis estréia no início de 2015 com uma unidade hoteleira em Sacramento, no triângulo mineiro, e já conta com seis contratos assinados no Brasil e exterior. A marca tem chamado grande atenção do publico externo e já existe um hotel em construção em Orlando nos Estados Unidos, bem como um projeto em desenvolvimento na Europa/Oriente médio.         

 

Castro analisa o Brasil com grandes oportunidades mesmo em cidades com estigma de excesso de oferta, pois segundo ele, em grande parte a falta de estratégia, fidelização de clientes e processos mal elaborados proporciona a Samba grandes oportunidades de crescimento.

Confira nesta entrevista exclusiva.                       

 

Revista Hotéis — Como foi que você entrou no segmento hoteleiro? Foi por vocação ou por uma oportunidade? 

 

Guilherme Castro — Antes da hotelaria atuei em diversas áreas do turismo como aviação, agência de viagem e operadoras, mas foi na hotelaria que me encontrei. No inicio da universidade de turismo em Belo Horizonte e após passar cerca de 1,5 anos estudando nos Estados Unidos retornei para o Brasil e vi naquela oferta a chance de entrar em uma das maiores redes hoteleiras mundiais, foi quando entrei na Hilton. Sempre gostei de empresas com processos sólidos, marketing inteligente e presença mundial e me encontrei por mais de 14 anos atuando pela rede Hilton em diversas localidades e funções.        

 

Revista Hotéis — Qual sua formação acadêmica e por quais os cargos que passou antes de resolver criar a Samba Hotéis?          

 

Guilherme Castro — Sou formado em Turismo pela universidade Anhembi Morumbi/SP, em História pela FMU-SP e tenho ainda pós-graduação em Marketing de serviços pela Universidade Federal Fluminense-RJ. Passei por diversos cargos e funções principalmente pela Hilton, além de uma rápida passagem pelo Sul do Brasil em um processo de profissionalização de uma rede familiar regional.               

 

Alguns dos cargos exercidos foram: Executivo de vendas, Gerente de contas, Gerente de vendas, Gerente regional de vendas, Diretor de vendas, Diretor de desenvolvimento de negócios, Gerente Geral de vendas e Marketing Brasil dentre outros, sendo a maioria dos cargos pela rede Hilton.                

 

Trabalhei em Belo horizonte, São Paulo por duas vezes, Rio de Janeiro, Curitiba e realizei trabalhos para a Hilton no Brasil, América Latina e Estados Unidos.          

 

Revista Hotéis — O que o fez deixar uma carreira de sucesso em grandes redes hoteleiras para empreender a Samba Hotéis? O que te encoraja neste novo desafio profissional?              

 

Guilherme Castro — Fui muito encorajado pelos resultados obtidos em nosso estudo inicial e plano de negócios. Vimos uma hotelaria nacional sem padronização e estratégia, vimos investidores sem nenhum controle de seus empreendimentos, em litígio com seus administradores atuais ou no mínimo sem conhecimento algum sobre hotelaria, portanto é um mercado propicio para nossa entrada. Sempre fui um profissional arrojado e disposto a correr riscos para alcançar o sucesso, desta forma logrei grandes resultados com empresas como a Hilton e seu portfólio de produtos. Não existe resultado sem dedicação e risco, portanto a Samba é resultante desta equação.              

 

Decidi alinhar os processos, padrões e procedimentos das grandes redes as flexibilidade e adaptabilidade dos pequenos e médios grupos nacionais trazendo profissionalismo, estratégia e agilidade para a hotelaria nacional. Este novo desafio me enche de alegria e certeza do sucesso, seja pelos primeiros resultados obtidos no primeiro ano da Samba bem como pelos colaboradores que trouxemos para a empresa, todos eles vindos de grandes redes nacionais e internacionais e prontos para alavancar nossa empresa rumo aos objetivos nossos e de nossos investidores.        

 

Revista Hotéis — Por que da escolha dos nomes Samba Hotéis e Bossa Nova e o que difere estas marcas?                           

 

Guilherme Castro — Viajando pelo mundo em feiras internacionais como a ITB, FITUR e WTM assisti a diversos painéis sobre hotéis diferenciados. Por fim concluí que com o crescimento da marca Brasil no cenário mundial, não poderíamos fazer nada que fugisse do contexto da brasilidade, reconhecido mundialmente pela flexibilidade, alegria e descontração, tenho certeza que tomamos a decisão correta.    

 

A Samba Hotéis baseia seu modelo de negócio na premissa da qualidade dos serviços, estabelecendo um protocolo de treinamento dos funcionários que coloca o contato direto com os hóspedes e a percepção das suas expectativas de serviços acima de tudo expressando nos empreendimentos as marcas Samba e Bossa Nova e sua caracterização na estrutura e serviços, diferenciando nossos hotéis da concorrência.              

 

A esmagadora maioria dos hotéis brasileiros são extremamente similares na percepção de serviço do cliente. Ao mesmo tempo percebo os investidores em empreendimentos hoteleiros carentes de um suporte profissional, direto e principalmente que façam seus produtos rentáveis. Veio então uma oportunidade de gerar produtos com equilíbrio e valor percebido tanto para o hóspede quanto para o investidor. È onde está realmente a nossa especialidade.                         

 

Revista Hotéis — Por que optaram por marcas que se enquadram na categoria upper midclass e upscale se hoje as grandes redes nacionais e internacionais que operam no Brasil estão focando marcas no padrão econômico. Pretendem também lançar uma marca para este nicho de mercado?              

 

Guilherme Castro — Nosso foco foi direcionado para empreendimentos inteligentes e que gerem uma percepção de valor importante pelo cliente, pois somente com a fidelização dos mesmos conseguiremos ter a base para nossa expansão. Seguindo o mesmo raciocínio, mas simplificando ainda mais os processos sem perder a qualidade de gestão e atendimento aos clientes criamos uma nova marca para cidades pequenas e media em expansão, a marca SAMBA VIVA! Com a bandeira Samba VIVA!, temos atualmente quatro contratos em andamento sendo o primeiro deles o hotel Samba viva! Sacramento.             

 

Revista Hotéis — A Samba Hotéis nasceu com qual objetivo e o que vai diferenciá-la das demais administradoras hoteleiras existentes?          

 

Guilherme Castro — A Samba Hotéis baseia seu modelo de negócio na premissa da qualidade dos serviços, estabelecendo um protocolo de treinamento dos funcionários que coloca o contato direto com os hóspedes e a percepção das suas expectativas de serviços acima de tudo. A esmagadora maioria dos hotéis brasileiros são extremamente similares na percepção de serviço do cliente. Ao mesmo tempo percebo os investidores em empreendimentos hoteleiros carentes de um suporte profissional, direto e principalmente que façam seus produtos rentáveis. Veio então uma oportunidade de gerar produtos com equilíbrio e valor percebido tanto para o hóspede quanto para o investidor. È onde está realmente a nossa especialidade.                

 

Revista Hotéis — Por que optou pela sede da Samba Hotéis em Belo Horizonte? Quais as vantagens que avaliou se o grande mercado emissor de turistas no Brasil está em São Paulo.                

 

Guilherme Castro — Escolhemos Belo Horizonte primeiramente pela facilidade de locomoção entre os destinos desejados para a rede tendo em vista nosso plano de expansão. De qualquer forma mantemos também nosso escritório em São Paulo na região do Morumbi onde ali temos nossa área comercial ativa e em contato intenso com o importante mercado paulista. Desta forma temos em São Paulo cobertura mercadologicamente sem abandonar o pujante e importante mercado do turismo mineiro, de Goiás, Brasília e Rio de Janeiro, os quais, cobrimos com nosso escritório de Belo Horizonte.              

 

Para atuarmos com excelência em todos nossos projetos precisaríamos ter facilidade logística e para tal Belo horizonte se destaca por estar praticamente equidistante de todos os destinos os quais comentamos e pelo fácil acesso e disponibilidade de voos para o Nordeste.               

 

Revista Hotéis — Quantos contratos vocês já possuem assinados de administração hoteleira e quando que a Samba Hotéis vai estrear no mercado?  

 

Guilherme Castro — A administradora conta com seis contratos assinados no Brasil e exterior, realmente a marca tem chamado grande atenção do publico externo e temos um hotel em construção em Orlando nos Estados Unidos, bem como um projeto em desenvolvimento na Europa/Oriente médio. Nosso primeiro hotel a operar será o Samba VIVA! Sacramento, hotel localizado no triangulo mineiro na cidade de Sacramento. Decidimos juntamente com investidores locais focar esta cidade como projeto piloto da Samba e a expansão que teremos em Minas por ser esta uma cidade com mix de negócio diverso (corporativo, eventos e turismo), fato que nos permitirá aplicar todo o arcabouço e padrões que definimos para a marca. Ainda no primeiro semestre de 2015 teremos o Guaratuba Beach Club by Bossa Nova, Samba Village Orlando entrando em operação. Na sequencia teremos Samba viva! Itabirito, Samba Viva! Ouro Preto e Samba Itaúna Acqua Resort. Os outros hotéis são tratados sigilosamente por atualmente estarem sendo administrados por outras redes, entretanto informo que estamos chegando em breve com força no mercado de lazer do Nordeste.  

 

Revista Hotéis — O contrato que possuem para administrar um condomínio long stay em fase de finalização na Flórida, nos Estados Unidos, já faz com que a Samba Hotéis nasça com atuação internacional. Como pretendem conciliar a expansão internacional com a consolidação no mercado brasileiro?               

 

Guilherme Castro — Realmente é um grande desafio, mas a força das marcas nos impulsiona para o mercado exterior, pois causa interesse e desejo do publico externo. Assim não pudemos desconsiderar esta oportunidade e estamos trabalhando com duas equipes, sendo uma para as administrações nacionais e outra para o projeto de franquias e mercado internacional. Em primeira mão gostaria de comunicar que começamos a Samba já com um projeto de franquias e licenciamento bem elaborado, principalmente para o mercado internacional mas que eventualmente possa ser direcionado também para o Brasil uma vez que vemos com bons olhos este segmento. Realmente sem estes processos elaborados e equipes alinhadas não seria possível alcançar tais voos, mas nos preparamos dois anos para chegarmos ao mercado com capacidade de execução, estratégia, foco, padrões, clareza na comunicação com o investidor e acompanhamento dos padrões de nossos empreendimentos através de nossa diretoria de qualidade. São estes adjetivos nossos principais diferencias em comparação com a hotelaria nacional.               

 

Revista Hotéis — A relação entre investidores e administradores hoteleiros nem sempre é amistosa pela pressão por resultados. Como você avalia esta questão e o que os investidores podem esperar da Samba Hotéis?

 

Guilherme Castro — Pela experiência que tive em 20 anos de hotelaria percebo que a relação não somente com os investidores, mas sim em qualquer tipo de relacionamento deve ser pautado por clareza, foco em resultados e alinhamento de expectativas. Usamos estes pilares para definir nossa relação com os investidores, seja na definição dos projetos, na apresentação de planos de viabilidade e nos resultados da operação. Para nós este e o caminho mais curto para maximizar resultados e estreitar a relação com nossos investidores, portanto começamos a operar os hotéis de nossos investidores atuais como uma equipe única, não eles e nós, sem por menores contratuais, mas sim um único time integrado na busca por resultados. A hotelaria é lucrativa somente no longo prazo, e não nos interessa em nada ficar em cada empreendimento um a dois anos, é um relacionamento longo que procuramos. Certamente tal postura agrada bastante os investidores atuais e os próximos que conquistaremos em breve.          

 

Para novas construções vemos a hotelaria além da operação das unidades, mas um projeto que como outro qualquer deve ser calculado o VPL, taxa de retorno e relação deste investimento com outras oportunidades no mercado, pois apesar de sermos administradores hoteleiros não podemos iniciar nenhum produto sem realmente alinhar com o investidor os indexadores e realidades de mercado, como um plano de negocio feito a quatro mãos.                  

 

Para hotéis já prontos também oferecemos planejamento completo e também pautado em números, expectativas e alternativas racionais. Em muitos casos as redes hoteleiras inflacionam seus custos desnecessariamente, reduzindo os lucros das unidades. Fato que certamente acabará em médio prazo com o fim da parceria, neste prisma focamos em relacionamento de longo prazo, lucro para os investidores, treinamento dos mesmos para termos analises mais criteriosas destes e formatando juntos um plano de negocio inteligente e em conjunto.              

 

Revista Hotéis — Como você analisa o mercado hoteleiro no Brasil atual e nos próximos anos e quais são as expectativas de crescimento da Samba Hotéis dentro deste cenário?          

 

Guilherme Castro — Vejo o mercado muito promissor no Brasil, fato que tem chamado atenção de redes nacionais e internacionais. Vejo o Brasil com grandes oportunidades mesmo em cidades com estigma de excesso de oferta, pois em grande parte a falta de estratégia, fidelização de clientes e processos mal elaborados proporciona a Samba grande oportunidade. Obviamente estamos com os olhos abertos para cidades pequenas e media em expansão e com falta de hotéis para suportar seu crescimento. Enfim, realmente o Brasil aos nossos olhos terá um grande mar de oportunidade para a hotelaria nos próximos 10 anos. Entretanto todo este crescimento e profissionalização do mercado consequentemente selará o fim dos empreendimentos e redes que não investirem em estratégia, processos e planejamento.               Programamos 15 hotéis ate 2018 e para isto já ampliamos nossa estrutura administrativa em Belo Horizonte para atender tanto hotéis corporativos quanto nossos próximos hotéis de lazer e no exterior.         

 

Revista Hotéis — Diante das incertezas econômicas, o futuro do segmento hoteleiro ainda é promissor? 

 

Guilherme Castro — Gostaria de afirmar que contrariamente ao que escutamos ao longo das eleições que o Brasil é sim um país promissor e com grande capacidade produtiva, criativa e de gestão profissional. Somos nós empresários os responsáveis para o crescimento econômico e social do País, não somente nossos governantes. Portanto, nós apostamos no Brasil e em seu potencial. Temos juntamente com a Samba um projeto social para o terceiro setor que se chama instituto sapatinho. Neste projeto recolhemos parte do lucro da Samba Hotéis e investimos em movimentos sociais, principalmente musicais nas capitais onde estamos inseridos. Cremos que damos com esta iniciativa nossa contribuição social com o Brasil e as cidades as quais estamos inseridos.       

 

 

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