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Metade dos brasileiros não é a favor da reabertura, diz pesquisa

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Empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, a Hibou levantou estudo da visão dos brasileiros sobre o momento de pandemia da COVID-19 e o futuro do País em meio às decisões dos governos estaduais e federal. Sobre a quarentena, 79% dos brasileiros afirmam que foram a favor do fechamento de comércio e serviços quando a pandemia chegou ao País. Hoje, 49,5% da população gostaria que as portas continuassem fechadas, enquanto 26,1% são favoráveis a abertura sem que isso tenha uma relação direta com seu trabalho ou consumo: o querem apenas “pelo bem da economia e direito de ir e vir”.

A pesquisa questionou que ações o entrevistado faria se fosse governador de seu Estado. Testes gratuitos (80,2%), EPIs – Equipamentos de Proteção Individual para profissionais (79,0%) e uso obrigatório de máscaras (77,9%) encabeçam a lista, seguido da proibição de eventos, shows e cinema (74,1%), apoio ao pequeno empresário (73,5%) e isenção de pagamento de água e luz aos mais necessitados (67,7%). Ao todo, 33 medidas foram analisadas e as menos populares foram o rodízio diferenciado (21,7%), fechamento dos serviços (20,9%) e antecipação dos feriados (10,3%), estes últimos também com alta taxa de rejeição (31,6%, 25,4% e 44,3% respectivamente).

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Quando questionados se eles manteriam todas as medidas no momento atual, foi possível notar quedas entre 1% a 8,8% – a maior sendo sobre auxilio salário para as empresas, de 47,4% a 38,6% – mostrando que o brasileiro espera menos ações e austeridades agora que no início das ações de controle, ainda que acredite que o pior da pandemia ainda está por vir: apenas 15,3% acredita que o pico da doença já ficou no passado, 40,7% considera hoje como o pior momento e 44,0% espera enfrentá-lo nas próximas semanas.

Mesmo em relação às ações tomadas pelos governos e que foram bem aceitas pelos brasileiros, a pesquisa mostra que houve queda na preocupação com tais medidas. Por exemplo, no início da quarentena, 62,1% dos brasileiros eram a favor da suspensão das aulas. Hoje, apenas 56,2% manteriam a medida. Antes, a proibição de jogos de futebol era apoiada por 61,8%, hoje por apenas 56,6%. No início, 41,1% concordava com fechamento de aeroportos, e hoje somente 32,7% dos brasileiros manteriam a decisão.

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Sobre a recuperação econômica, pouco mais da metade (51,4%) acredita que o País deva levar entre um e três anos para se recobrar do impacto econômico, enquanto para 31,2% essa recuperação deve levar até dez anos. Nove vírgula sete por cento são mais otimistas, acreditando que um ano seja o suficiente para a retomada, enquanto 7,8% não contam com isso pelos próximos dez anos.

Foram entrevistadas mais de 6 mil pessoas em todo o País, entre os dias 23 e 25 de junho de 2020, com 57% mulheres e 43% homens, entre 18 e 80 anos, de classes sociais A,B e C. A pesquisa tem 98% de significância e 1.5% de margem de erro.

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