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Investimentos em hotelaria é tema de debate no hotel Renaissance SP

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O que todo investidor deve saber antes de investir em hotelaria. Este foi o tema da palestra que aconteceu agora à pouco no Real Estate Invesment World, evento que acontece até amanhã, dia 16 de março, no hotel Renaissance São Paulo e é considerado o maior evento de investimentos imobiliários no Brasil. O Real Estate Invesment World reúne profissionais do setor de diversos paises do mundo e tem a Revista Hotéis como Mídia Apoio.

Participaram deste painel Rafael Guaspari, Vice-presidente de desenvolvimento sênior da Atlantica Hotels, Paula Muniz, Vice-presidente de desenvolvimento da Hilton Worldwide, Osvaldo Chudnobsky, Diretor de desenvolvimento da Hotelera Posadas para a América do Sul e Fabrício Muzzio, Diretor de aquisição e desenvolvimento da BHG – Brazil Hospitality Group.

Entre os assuntos abordados pelos painelistas sobre hotelaria foram sazonalidade, viabilidade e rentabilidade, hotéis-boutique e de luxo, e também sobre o desenvolvimento do condo-hotel no Brasil. Eles foram unanimes em dizer que o investidor primeiramente tem que fazer uma pesquisa de mercado para qualquer nicho do mercado hoteleiro e ter a ideia que o isto será a longo prazo. “Não devemos construir um hotel para somente 30 dias, devido a Copa do Mundo. O Brasil tem um mercado bem amplo para atender este mercado hoteleiro que está em franco crescimento, por isso que devemos sem dúvida nenhuma realizar esta pesquisa de mercado e detectar áreas inexploradas, e se são uma fonte rentável para o investimento hoteleiro”, frisa Muzzi.

Segundo Guaspari um dos locais prósperos e que tem uma demanda reprimida por hotéis é a região do pré-sal, e já Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), são lugares que vai ter excesso de oferta e falta de demanda. “Também concordo com meus colegas painelistas que é essencial um estudo de mercado para se investir em hotelaria. Ao invés de construir um hotel que vai dar errado, ou seja, sem renatbilidade”, destaca Guaspari.

Em relação aos hotéis-boutique no Brasil, Guaspari enfatiza que tem um custo muito alto e a diária média é muito baixa. “O Brasil não está maduro para absorver este tipo de hotel. Mas temos um mercado amplo para atender o segmento de hotéis econômicos, principalmente em regiões de alto crescimento econômico, como o interior paulista, ou regiões da capital paulista próximos aos canais viários e ao metrô. Vamos investir também em locais onde está o dinheiro”, ressalta o vice-presidente da Atlantica Hotels.

Já os investimentos em condo-hotéis é um modelo ainda visto pelos painelistas como arriscado e mais como fundo imobiliário no Brasil, e que os investidores devem ver com cautela. “A rede Hilton não se envolve com condo-hotel, e não vê como negócio hoteleiro, e sim como imobiliário. Não desenvolvemos condomínio hoteleiro”, salienta Paula. “ “Vejo o condo-hotel como um pool no mercado hoteleiro brasileiro. O investidor que quer investir neste segmento tem que pesquisar muito e ficar atento a especulação do mercado”, conclui Guaspari.

 

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