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Hotelaria nacional registrou bons índices de ocupação em julho

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A ampliação da vacina contra a COVID-19, a retomada das feiras e eventos e a demanda reprimida de viagens em famílias e a negócios, aquecem a hotelaria no Brasil

O mês de julho foi muito especial para o segmento hoteleiro, pois marcou o início das férias escolares na pós-retomada da pandemia da COVID-19. Agora que mais de 80% da população acima de cinco anos já tomou pelo menos duas doses da vacina, a confiança em viajar se tornou uma necessidade e muita gente caiu na estrada. Literalmente na estrada mesmo, pois os altos custos das passagens aéreas impactaram diretamente na escolha dos destinos.  As viagens curtas chamadas de “staycation” ou turismo de proximidade são uma tendência no Brasil, que fortalece a retomada turística no País. Além da alta nos preços das passagens aéreas, as pessoas estão mais interessadas em viajar para locais próximos de suas casas, preferencialmente com menor fluxo de pessoas e longe de multidões. “Os destinos com até 300 km de distância de quem quer viajar aparece como alternativa viável para esse momento. Com o turismo de proximidade ou rodoviário é possível fazer viagens curtas ou até mesmo bate-e-volta e conhecer um lugar novo sem precisar ir para tão longe”, comenta Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação.

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Segundo dados do Zarpo, agência online de viagens, o ticket médio das reservas para viagens no mês de julho foi o maior em relação aos últimos três anos. Já em comparação com 2021, o crescimento é de 42%. Além disso, a média de diárias nesse mês foi de quatro dias, maior do que a média de viagens realizadas nos primeiros meses do ano. Com a flexibilização das barreiras sanitárias que haviam sido implementadas em 2020 por conta da pandemia, a retomada das viagens além do lazer, também beneficia em muito o setor de negócios que acelerou o crescimento em razão de muitas feiras e eventos que retomaram com força total no mundo inteiro. E a tendência é que esse ritmo continue crescente.  Levantamento publicado pela Global Industry Analysts, apontou que viagens de negócios, domésticas ou internacionais, estão projetadas para movimentar US$ 792 bilhões até 2026, crescendo numa taxa anual de 3% envolvendo trabalho, hospedagem, lazer, alimentação e transporte. A pesquisa aponta que o mercado de viagens mundial deve atingir, apenas no segmento de hospedagem e alimentação, US$ 446,6 bilhões, além de uma taxa anual de 3,7% até o final do período de quatro anos analisado.

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E com a retomada forte do turismo, as 529,2 mil vagas formais perdidas em razão da pandemia, estão sendo recuperadas conforme estudo da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo que já revisou a expectativa de crescimento anual do setor de 2,8% para 3,5%. Segundo a entidade, essa reação tem se refletido no mercado de trabalho que já recuperou 319,2 mil vagas entre outubro de 2020 e maio de 2022, último mês medido pela entidade. No período, os destaques subsetoriais ficaram por conta das aberturas líquidas de oportunidades nas atividades de bares e restaurantes (+240,1 mil) e serviços de hospedagem (+63,5 mil). A expectativa da CNC é que o turismo brasileiro também restabeleça o nível de ocupação do período pré-pandemia a partir do início do período de contratações para a próxima alta temporada, encerrando 2022 com 314,6 mil postos de trabalho criados.

Retomada com força total

E crescendo o turismo, o setor hoteleiro é um dos mais beneficiados. Levantamento realizado pela ABIH Nacional – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis revelou que o setor apresentou bons índices de ocupação nas férias de julho.  Segundo o presidente da entidade, Manoel Cardoso Linhares, os números apurados pela pesquisa confirmaram a continuidade da recuperação do setor que apresentou bons resultados em todas as regiões. “Registramos bons índices de ocupação em todo o País. Nossa expectativa agora é que a procura por hospedagem permaneça em alta até o final do ano”, afirmou o presidente da entidade.

Na região Nordeste, os estados de Pernambuco e Ceará lideraram com cerca de 70% de ocupação, seguidos de perto pelo Piauí, com 69%, Paraíba, com 68%, Alagoas, com 67%, e Bahia, com 65%. No Maranhão atingiu 63%, Rio Grande do Norte 52% e Sergipe 42%. No Sudeste, as cidades históricas de Minas chegaram a registrar 85%, enquanto Belo Horizonte ficou em torno de 65% dos seus quartos ocupados. Em São Paulo, a ocupação média, no interior do estado, esteve em torno de 80%. Já nos destinos do litoral, a taxa oscilou entre 40% e 45%. No Rio de Janeiro, o índice ficou em torno de 70%, enquanto no Espírito Santo, 65%.

Hotelaria nacional registrou bons índices de ocupação em julho

Manoel Cardoso Linhares: “Precisamos aproveitar esse momento de crescimento nos índices de ocupação hoteleira pelo País” (Foto – Divulgação)

Gramado e Bento Gonçalves foram os destaques nessa época fria do ano no Rio Grande do Sul, com média de 80% de ocupação na hotelaria, enquanto na capital, Porto Alegre o índice ficou em torno de 50%. Já no Paraná, a ocupação chegou a 75% nas cidades turísticas.

No Centro-Oeste, destinos tradicionais nessa época do ano, Caldas Novas e Aruanã, em Goiás, chegaram a bater 100% de ocupação. Pirenópolis alcançou 80% no período. Em Goiânia, os números ficaram em torno de 60%, estimulados principalmente pelo turismo de compras e de negócios. Mato Grosso e Tocantins, com 65%, Distrito Federal com 55%, Mato Grosso do Sul, com 50%, completam o cenário da região. Nos estados do Norte, o destaque ficou para o Acre, com 70%, seguidos pelo Amapá e Pará, com 65% dos quartos comercializados no período. “Precisamos aproveitar esse momento de crescimento nos índices de ocupação hoteleira pelo País, quando fica evidente a importância econômica do setor, para junto com as autoridades em todos nos níveis – municipal, estadual e federal – trabalharmos para encaminhar diversas questões para que o turismo possa ter melhores condições de desenvolver suas enormes potencialidades no Brasil”, concluiu Linhares.

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Otimismo na Bahia

A Bahia, um dos principais destinos turísticos do Brasil está bem otimista com a recuperação do setor. Mesmo com a diminuição dos turistas estrangeiros, a taxa de ocupação média hoteleira do primeiro semestre deste ano (55,93%) ficou próxima à apresentada nos anos de 2019 (61,55%) e 2018 (61,34%), períodos anteriores à pandemia. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apesar das viagens com destino à Bahia terem caído cerca de 33,6% nos dois primeiros anos de pandemia, o estado teve a segunda maior receita do País com o chamado turismo doméstico, isto é, viagens feitas dentro do próprio País. De acordo com o levantamento, o Estado gerou mais de R$1 bilhão em 2021, abaixo apenas de São Paulo, que, durante o período, teve uma receita de aproximadamente R$1,8 bilhão. Ainda conforme os dados, de cada dez reais gastos por turistas brasileiros no País, R$1,00 ficou na Bahia, ou seja, 10%. Segundo Luciano Lopes, Presidente da ABIH/BA – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Regional Bahia, o mês de julho, período de férias escolares nos principais mercados emissores do País, foi registrado resultados similares ao período pré-pandemia, sobretudo na segunda quinzena, mas a expectativa para o segundo semestre é otimista. “O segundo semestre é visto com muito otimismo em função da demanda reprimida de grande parte das famílias à procura de realizar viagens que não puderam fazer na pandemia, da retomada de congressos e feiras, e em virtude da volta mais consistente dos voos internacionais previstos para os últimos meses deste ano. Este otimismo não é maior, pois o elevado preço das passagens aéreas para Salvador está influenciando negativamente no desempenho dos hotéis”, afirma.

Hotelaria nacional registrou bons índices de ocupação em julho

O pelourinho é uma das principais atrações turísticas de Salvador (BA) (Foto – Mario Pais – Pexels)

Recorde histórico em São Luis (MA)

Além de Salvador, outra capital do Nordeste que comemora bons índices é São Luís (MA) que registra em 2022 a maior taxa de ocupação hoteleira do primeiro semestre dos últimos dez anos, chegando a 57% da rede local. O destaque deste primeiro semestre foi o mês de junho, que atingiu mais de 70% da ocupação de hotéis e pousadas. Esses dados fazem parte de uma série de pesquisas realizadas pela Secretaria Municipal de Turismo, em parceria com o Observatório de Turismo da Cidade de São Luís, que monitora e acompanha o crescimento do setor de turismo em São Luís.

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O Centro histórico de São Luiz tem muitos atrativos (Foto – Divulgação)

“Estamos em uma crescente em relação ao turismo e os dados das pesquisas apontam crescimento no fluxo turístico e na permanência média do turista, o que impacta de forma direta na movimentação financeira na cidade. Com isso, são criados cada vez mais empregos nos setores envolvidos diretamente com o turismo”, afirma o Secretário Municipal de Turismo, Saulo Santos.

Os dados também apontam pontos positivos para a cidade: 92% dos visitantes consideram a sua experiência em São Luís como boa ou ótima, e em relação ao gasto médio, 55% dos turistas gastam em média R$ 350,00 por dia, e os outros 45% gastam até R$ 200,00 por dia. “Essa movimentação financeira é excelente para São Luís. No ano passado, foram gerados mais de 46 mil empregos na área do turismo. Com a elevação do número de turistas, a volta do movimento do comércio e outros setores, a tendência é sempre aumentar. E estamos trabalhando para isso”, finaliza Saulo.

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21 anos Revista Hotéis

Performance hoteleira de lazer

Um bom exemplo de performance de hotelaria de lazer é o Fazzenda Park Hotel, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O empreendimento tem se destacado pelo seu rendimento, fechando o primeiro semestre de 2022 com recorde de ocupação e venda de pacotes. No início do ano o hotel conseguiu alcançar a ocupação máxima com o pacote de férias de verão. Segundo Antonio Coradini, Gerente comercial e de marketing do Fazzenda, outro grande alavancador dessa ocupação é a participação do hotel em diversas feiras do trade turístico e as novas ações de marketing que ajudam a divulgar os principais pacotes que o hotel oferece. A cada mês são temas diversificados que se enquadram nas datas comemorativas, como os pacotes de Páscoa, que foram realizados em abril, o de Dia das Mães em maio e os pacotes de junho e julho, que trouxeram a Festa Junina em sua temática. As programações são pensadas para toda a família, com atividades interativas e apresentações especiais produzidas pelos Fazzendásticos — equipe de recreação do Fazzenda. Apresentações nacionais também são parte importante das programações do resort. Cantores como Daniel e Alexandre Pires, e duplas sertanejas como Gian e Giovanni e César Menotti e Fabiano, são algumas das figuras que já passaram pelo palco do Fazzenda com seus shows.

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O Fazzenda Park Hotel possui uma moderna infraestrutura de lazer para todas as idades (Foto – Divulgação)

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Tramontina

O Hotel Villa Rossa, localizado em São Roque, cerca de uma hora da capital paulista, também comemora crescimento de 42% em faturamento no primeiro semestre de 2022 em comparação a 2021, período que tinha alcançado a sua melhor receita histórica no ano. O RevPar do hotel também teve aumento de 52% e TrevPar em 71% no mesmo periodo comparativo. “Com esses números surpreendentes, superamos nossas metas de 2022 em mais de 30%, assim como, em comparação ao ano de 2015, aumentamos o RevPar em 117% e o TrevPar em 122%, comemora Eduardo Santana, Diretor Geral do Hotel Villa Rossa.

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Eduardo Santana: “Já superamos nossas metas de 2022 em mais de 30%” (Foto – Divulgação)

Ele chegou ao empreendimento em 2015 e sua missão inicial era melhorar a qualidade de serviços e reposicionar o produto no mercado da hotelaria mais atrativa. Desde sua chegada, o Villa Rossa passou por diversas mudanças, tais como retrofit de acomodações, centro de convenções e áreas sociais, criação de novos produtos, revisão de quadros de colaboradores e de processos. Somado a isso, houve a reestruturação de seu organograma com criação de novas áreas e readequação das existentes, aumento de produtividade, programas de treinamento, revisão de contratos, reposicionamento comercial e novas parcerias. A reestruturação de departamento de marketing, incluindo plano de marketing e fortificação do marketing digital, politicas de RH com criação de funcionários do mês e programas de beneficios, redução de custos e consequentemente o aumento de resultados vem sendo alcançado de forma crescente e expressiva. “Pensar fora da caixa é crucial em um segmento cada vez mais competitivo e que respira inovação e empreendedorismo”, destacou Santana.

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