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Hotéis apostam em energias renováveis para reduzir custos operacionais

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 21 minutos

A energia renovável é um caminho sem volta e cada vez mais hotéis adotam essa tecnologia que proporciona redução de custos e menor impacto ambiental

Não é segredo que para se manter relevante e competitivo, hotéis de todo o mundo devem se alinhar as tendências mundiais ditadas pelos novos viajantes que hoje esperam dos empreendimentos, mais do que um bom chuveiro, uma boa cama e um café da manhã farto (e incluso na tarifa ou oferecido como cortesia). Fazem parte das observações desses viajantes, ao escolherem o meio de hospedagem da sua próxima empreitada turística, se o mesmo possui política pet-friendly; se mantém práticas sustentáveis como a separação correta dos resíduos e envio para reciclagem; se contribui de forma efetiva com a comunidade onde está inserido, seja comprando dos pequenos fornecedores agrícolas ou empregando habitantes locais, e não menos importante, se possui tecnologia de energia limpa e renovável. Sim, os tempos são outros, os viajantes estão atentos aos mínimos detalhes e querem se certificar que sua estadia signifique mais além de descanso e lazer. Querem se sentir engajados.

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Na outra ponta, os empreendimentos e seus investidores também enxergaram na energia renovável uma forma de minimizar não apenas os impactos ambientais, como também os custos de suas operações. Em tempos de pandemia, essa necessidade se tornou ainda mais notória, com hotéis sucumbindo e outros tendo que enfrentar decisões difíceis como a demissão de colaboradores e o fechamento temporário para a quarentena.

No dia 5 de junho se comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente e o tema de 2021 é a Restauração de Ecossistemas, que pode ser realizada de diversas formas. A Rede Deville, por exemplo, tem uma série de ações transformadoras que buscam reduzir o impacto ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta.  Desde 2016, a energia elétrica consumida pelas unidades é proveniente de fontes de energia renováveis, tais como eólica, solar, biomassa, de pequenas unidades hidrelétricas entre outras. Uma energia livre de queima de combustível fóssil. “Com a migração para o Mercado Livre de Energia, desde julho de 2016, os Hotéis Deville deixarão de emitir aproximadamente 10.828,71 toneladas de CO2 até o mês de dezembro de 2026. São 149.867 MWh provenientes de energias limpas. Este montante é suficiente para iluminar 77.092 casas por 12 meses. Além disso, essa redução de emissão de gases poluentes é o equivalente ao plantio de 77.316 árvores”, explica Alan Nogueira, Gerente de manutenção e patrimônio dos Hotéis Deville.

Hotéis apostam em energias renováveis para reduzir custos operacionais

Alan Nogueira: “Os hotéis Deville deixarão de emitir aproximadamente 10.828,71 toneladas de CO2 até o mês de dezembro de 2026” (Foto: Divulgação)

O lixo é outro ponto de atenção. Segundo Wilson Gregoletto, Gerente geral do Deville Express Cascavel, a unidade participa da coleta legal da Prefeitura, separando o lixo reciclável, além do descarte correto de outros resíduos como o óleo de cozinha. Vale lembrar que todas as unidades da Rede já não utilizam canudo plástico. Com a pandemia, outra opção pensada no meio ambiente foi a adoção do uso de máscaras de tecido entre os funcionários, diminuindo a quantidade de lixo.

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A nutricionista do Deville Express Maringá, Aline Mansano, conta que frequentemente é realizado treinamento com os colaboradores sobre a separação de resíduos, entre recicláveis e não recicláveis, perigosos/contaminantes e a separação de óleo de cozinha. “Todas essas classes de resíduos recebem destinação final correta, sendo recicláveis ou não e de acordo com as legislações vigentes, que nos solicita a emissão de MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), Certificado de Destinação Final de Resíduos e a atualização no PGRS mensal”, afirma. O hotel também conta com uma caixa de água tratada com cloro utilizada para a higienização das caixas de hortifrúti da cozinha, que gera economia de água, uma vez que há troca semanal em vez da lavagem diária em água corrente.

O Deville Prime Cuiabá é um ponto de coleta de óleo de cozinha saturado que, além de receber o próprio consumo, também reúne o material entregue por colaboradores e a comunidade em geral. “Este ano, também iniciamos um projeto de horta de temperos com manejo sustentável e totalmente orgânico. Além disso, estamos em processo embrionário de um projeto chamado Recicla Mania, que visa trocar garrafas PET, tampas de garrafas plásticas, latas e lacres de alumínio por recursos para aquisição de materiais ortopédicos, para o Banco Ortopédico do Rotary Club, em parceria com a ABIH Mato Grosso”, acrescenta Gerson Honório da Silva, Gerente geral do Deville Prime Cuiabá.

No Deville Prime Campo Grande, o Gerente geral Marcelo Mesquita lembra que há dentro do terreno do hotel uma Área de Preservação Permanente, “com várias espécies de árvores da flora do Pantanal que estão em constantes cuidados de nossa equipe”. Vale destacar ainda a iluminação com LED, aquecimento de água com energia solar e sistemas de captação e reuso da água em algumas unidades, além de uma estação de tratamento de esgoto no Deville Prime Salvador. “Tratamos 100% do esgoto do hotel e uma parte do tratamento é destinada à irrigação do nosso jardim”, complementa Nogueira. Grande parte dos hotéis possuem equipamentos de ar condicionado de alta eficiência energética, que proporcionam até 30% de redução da energia. “Em Porto Alegre utilizamos um chiller que aproveita a energia que seria de rejeito do sistema para ajudar no aquecimento de água do hotel. Ou seja, ao mesmo tempo que geramos água gelada para o ar condicionado, produzimos água quente para o banho dos hóspedes. Uma redução no consumo entre 20 e 30%”, explica o Gerente de manutenção e patrimônio dos Hotéis Deville.

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De Portugal para o Brasil

Outro case de destaque que atesta o crescimento da tendência da energia renovável na hotelaria é o da rede portuguesa Vila Galé, que cada vez mais expande a sua presença no Brasil. Segundo o Diretor de Operações da rede no Brasil, José Antonio Bastos, “No Brasil, utilizam energia limpa proveniente de fontes eólica, solar, pequenas centrais hidroelétricas ou gerada a partir da biomassa: o Vila Galé Rio de Janeiro; Vila Galé Fortaleza (CE); Vila Galé Cumbuco (CE); Vila Galé Salvador; Vila Galé Marés (BA); Vila Galé Eco Resort do Cabo (PE); Vila Galé Touros (RN); e o Vila Galé Eco Resort de Angra (RJ). O outro projeto aqui no Brasil está relacionado com a possibilidade de criar duas centrais fotovoltaicas, uma em Alagoas e a outra em Touros”.

 

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José Antonio Bastos: “Nosso investimento está enquadrado, principalmente, no alinhamento às melhores práticas e ao crescimento sustentável da empresa” (Foto: Divulgação)

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Bastos explica que em Portugal neste ano também estão sendo implementados parques de painéis fotovoltaicos em quatro unidades da rede. “Numa segunda fase está prevista a inclusão de um parque fotovoltaico no Alentejo, onde fica o Vila Galé Clube de Campo e a produção de vinhos e azeites Santa Vitoria, para alimentar a unidade de alojamento, a adega e o lagar. E também temos em estudo outros dois projetos. Um prende-se com a nossa nova sede em Portugal, que inauguramos há cerca de dois meses, onde estamos a avaliar um ‘Bairro solar’, com o intuito de criar uma comunidade de energia renovável de produção local”.

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O Vila Galé Marés é um dos empreendimentos que adoram energia renovável (Foto: Divulgação)

De acordo com o Diretor, a energia é comprada no mercado livre, com tarifas mais competitivas. “Nesse sentido nosso investimento está enquadrado, principalmente, no alinhamento às melhores práticas e ao crescimento sustentável da empresa”. A previsão, segundo Bastos, em termos de eficiência energética, para os próximos anos, é de atingir reduções de consumo energético em torno de 2%. Bastos revela que o projeto da rede é de que todos os hotéis da Vila Galé disponham de tecnologia de energia renovável. “Na verdade hoje, somente o Vila Galé Paulista ainda não está certificado para a utilização de energia limpa. Pretendemos conquistar a mesma certificação dos demais hotéis, para o Vila Galé Paulista, num futuro próximo. Nosso investimento é contínuo na aquisição de energia verde, e na instalação de painéis fotovoltaicos, de forma a diminuirmos a nossa pegada de carbono proveniente de combustíveis fósseis, principalmente nas unidades em Portugal”.

O Diretor ressalta ainda que: “Já faz alguns anos que a adoção de práticas sustentáveis influenciam a decisão de compra das pessoas, não só na hotelaria, mas para o consumo de forma geral. No entanto, a Vila Galé conquistou sua primeira certificação de utilização de energia renovável em 2009. Sendo assim, nossa comunicação não se enquadra como uma nova estratégia de marketing. As grandes dimensões de nossos empreendimentos demandam um consumo de energia considerável. É impossível não pensarmos na sustentabilidade. Paralelamente, somos a maior rede de resorts operando no Brasil e a segunda maior rede hoteleira de Portugal. Ao todo, temos 37 hotéis e mais duas vinícolas. Isso traz uma grande responsabilidade no sentido de influenciar o mercado de forma positiva, atuando como exemplo e referência no setor. Nossas iniciativas se intensificaram nos últimos anos à medida que a tecnologia e a inovação disponibilizam novos produtos e serviços focados na sustentabilidade de forma mais acessível”.

Energia renovável como diferencial competitivo

Outra rede que mantém crescimento robusto no Brasil seja com empreendimentos próprios ou administrados é a Atlantica Hotels International, que segundo o Diretor sênior de Operações, Mark Campbell, também está alinhada com a tendência do uso de energia renovável, com planos de expansão para o futuro. “Atualmente, temos 12 hotéis operando no mercado livre de energia, utilizando energia 50% incentivada, que provem de fontes limpas e renováveis. Em 2021, teremos mais duas unidades que também migrarão para o mercado livre, totalizando 14 hotéis de nosso portfólio. O plano da Atlantica é ter 100% dos hotéis elegíveis operando no mercado livre até o final de 2022. Além do mercado livre, temos três propriedades utilizando energia de usinas fotovoltaicas, através do sistema de GD (geração distribuída)”.

Campbell detalha sobre a economia feita pela rede na opção pela energia renovável: “Os investimentos das propriedades foram limitados apenas aos custos de migração ao mercado livre. No caso das unidades de GD, os hotéis aderiram à utilização em usinas fotovoltaicas prontas, de operadores locais, no modelo de geração compartilhada. A economia das propriedades que estão operando com os modelos de mercado livre e GD está na casa dos 20%. Além da economia direta, também há um ganho ambiental enorme, com a redução da emissão de CO2 na atmosfera, já que a energia consumida provém de fontes renováveis”.

O Diretor também revela qual o tipo de energia mais utilizado pela Atlantica. “Atualmente, a maior matriz de energia renovável do Brasil é a eólica, conforme dados da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Consequentemente, essa também é a fonte mais utilizada em nossos hotéis, através da compra de energia incentivada, que é comercializada no mercado livre de energia”.

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Mark Campbell: “Atualmente, temos 12 hotéis operando no mercado livre de energia, utilizando energia 50% incentivada, que provem de fontes limpas e renováveis” (Foto: Divulgação)

Hoje a Atlantica Hotels International é uma das redes que mais convertem empreendimentos para suas bandeiras no País. Campbell afirma que, também para esses hotéis, há planos para que utilizem a energia renovável. “Desde que a propriedade reúna as especificações técnicas para isso. Há características técnicas e físicas que impedem algumas propriedades de migrarem para o mercado livre de energia ou criarem parques fotovoltaicos. É parte dos planos da Atlantica o desenvolvimento de soluções que permitam que mais empreendimentos se beneficiem desse tipo de energia”, finaliza.

Energia renovável no coração da Amazônia

O Cristalino Lodge, empreendimento hoteleiro localizado no coração da Amazônia, utiliza a energia renovável para alimentar as áreas comuns e UH’s do complexo. Segundo Alex de Riva, Sócio-proprietário do empreendimento e recém eleito Presidente da BLTA – Brazilian Luxury Travel Association, “Acreditamos na energia solar como forma não apenas de reduzir custos mas por estar alinhada com a nossa filosofia. No site, na parte de sustentabilidade, o hóspede tem acesso a informações como a quantidade de energia gerada, o número de placas utilizadas e outros detalhes. A energia das placas solares são suficientes para alimentar toda a nossa estrutura essencial, como geladeiras, freezers, todos os quartos de hóspedes e, a noite, se utiliza baterias para manter o gerador desligado. Nossa meta é continuar investindo em mais placas solares para que se atinja cem por cento do funcionamento do hotel com energia solar e durante a noite, baterias. Esse é um desafio que temos e a energia solar é o futuro. Por conta do tempo, que as vezes pode estar nublado, há que se ter outro recurso, obviamente. Não temos acesso a rede elétrica por estarmos localizados em meio a uma reserva. Por essa razão, a necessidade das baterias”.

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Alex de Riva: “Acreditamos na energia solar como forma não apenas de reduzir custos mas por estar alinhada com a nossa filosofia” (Foto: Samuel Melim)

 

De acordo com o executivo, a energia eólica não funciona bem na Amazônia pela própria natureza, encoberta pelas milhares de árvores centenárias. “A biomassa por sua vez, implicaria na presença de um animal que auxiliasse na sua produção, o que para o Cristalino Lodge se tornaria inviável pela própria proposta do empreendimento”, explica. Segundo Riva, apesar de não existir um feedback direto por parte dos hóspedes, o fato do empreendimento manter iniciativas sustentáveis tem peso na decisão e agrada muito os viajantes. “Não só pela energia solar, mas pela compostagem do lixo orgânico, o tratamento de água negra e água cinza, as trilhas que são de baixo impacto, com poucas pessoas por guia, as saídas de ar no teto que também proporcionam a iluminação natural, enfim, existe todo um design de arquitetura pensado para isso. Os alimentos são produzidos em hortas de alimentos orgânicos e temos criação de galinhas e acordos com os produtores locais, valorizando o seu trabalho. O hotel inteiro é baseado em mínimo impacto, com nossa proteção ao bioma inclusive”. O executivo afirma que os investimentos feitos nesse sentido já se pagaram. “A energia solar é um investimento super rentável e nosso objetivo para o futuro é não ter mais gerador. Sob o ponto de vista econômico faz todo o sentido”, conclui.

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Conforto térmico

Saindo da Amazônia direto para o coração da cidade de São Paulo, o Hotel Unique, ícone da hotelaria de luxo paulistana, também mostra suas iniciativas sustentáveis que beneficiam empreendimento e hóspede. “A energia elétrica do Hotel Unique é fornecida pela concessionária local (ENEL). Embora tenhamos atualmente diversos fornecedores de energia elétrica através do Mercado Livre de energia, optamos por um mercado mais conservador, visando nossos esforços em projetos de alta tecnologia, reduzindo o consumo elétrico do empreendimento em até 35% ao mês. Realizamos a troca da central de água gelada (central ar-condicionado) que funciona com sistema inverter de energia que funciona através de escalonamento de cargas e consumos proporcionais, resultando no PREMIO SMACNA – Cat. Retrofit. Além disso, substituímos as lâmpadas do empreendimento por tecnologia LED que, além de consumir menos energia, temos menor incidência térmica em nosso sistema de ar condicionado, além de deixarmos de emitir 902 ton. de Co2 na atmosfera anualmente”, afirma Giovani Nicotra, Gerente de manutenção do hotel.

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O Hotel Unique, localizado em região nobre de São Paulo, também aderiu às práticas e ações sustentáveis (Foto: Divulgação)

Sustentabilidade que rende

Segundo Nicotra, as vantagens econômicas são robustas. “A previsão do pagamento do investimento está prevista para 2024, devido seu alto custo inicial. Em relação à números falamos em torno de 50.000 Kwh que significa uma economia mensal de R$ 32.000,00 / R$ 384.000,00 ano”, explica, ressaltando ainda que o feedback por parte dos hóspedes também foi positivo. “Como nosso projeto foi voltado para o conforto dos clientes, tanto em hospedagem quanto eventos, tivemos uma redução de 99% nas reclamações em relação ao conforto térmico. Tal feedback foi notado tanto na hospedagem, quanto nos questionários de satisfação em nossos eventos”.

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Giovani Nicotra, do Unique: “Nosso projeto foi voltado para o conforto dos clientes, tanto em hospedagem quanto eventos, tivemos uma redução de 99% nas reclamações em relação ao conforto térmico” (Foto: Divulgação)

Para o Gerente, a energia renovável é um caminho sem volta. “Sim, a energia renovável veio para ficar. Infelizmente, no Brasil o custo é muito alto para se contratar devido às condições comerciais e impostos vigentes. Caso haja, no futuro, uma revisão dos custos dos impostos quanto as questões de contratação de energia elétrica renovável, acredito que, além dos empreendimentos hoteleiros e residências, a adesão será unânime”, conclui.

Assim como os hotéis, empresas começam a se destacar em todo o mundo dentro do segmento da energia renovável. A TermoCOP é uma empresa de engenharia dedicada fundamentalmente à Engenharia Térmica com foco em sistemas de Aquecimento, Refrigeração e Climatização, trabalhando desde o projeto conceitual e básico até o comissionamento, partida e manutenção dos ativos e sistemas projetados, construídos e montados. “A missão da empresa é oferecer soluções de qualidade e com alto conteúdo tecnológico, sempre com ênfase em eficiência energética, procurando diminuir ao máximo os custos operacionais dos clientes e o impacto ambiental dos empreendimentos”, explica Rodolfo Jesus Silvério, Engenheiro Mecânico e Diretor Técnico da TermoCOP.

Ar condicionado

Para a TermoCOP, os sistemas de ar-condicionado, aquecimento e iluminação representam uma parte significativa dos custos operacionais de um hotel. Assim, uma das formas efetivas para reduzir os custos é justamente diminuindo o consumo de energia destes sistemas e isto se logra através do aumento de eficiência energética e o aproveitamento das energias renováveis. Outra forma é por meio da redução do custo de manutenção, por meio do retrofit com equipamentos mais eficientes, e por meio da execução de manutenção periódica por uma equipe especializada. Segundo Silvério, “O crescimento da energia renovável está dando-se de forma vertiginosa e deverá crescer muito nos próximos anos. É uma tendência natural devido principalmente ao impacto ambiental dos combustíveis fósseis e impulsionada pela rápida queda nos preços das tecnologias alternativas, principalmente da tecnologia fotovoltaica”.

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Rodolfo Silverio: “A nossa missão é oferecer soluções de qualidade com alto conteúdo tecnológico e ênfase em eficiência energética” (Foto: Divulgação)

De acordo com dados da IEA (International Energy Agency, em Inglês), atualmente as fontes renováveis respondem por apenas 26% da geração elétrica mundial, participação que deve chegar a 30% em 2024.

O Diretor também revela qual a modalidade mais procurada pelas empresas atualmente: “Por ser de maior facilidade de instalação e utilização imediata, a energia solar, tanto na conversão térmica quanto elétrica, é a modalidade mais procurada. Atualmente, com a compensação nos custos da energia elétrica sobre o consumo oferecido pelas agências distribuidoras de energia elétrica através de incentivos regulatórios, a energia fotovoltaica está tendo uma alta procura”, afirma Silvério.

Posição de destaque na indústria sustentável

A TermoCOP conta com mais de 23 anos de experiência e mais de 3000 obras executadas e dentre os cases de sucesso da empresa, alguns tem muito destaque, por exemplo: Royal Palm Plaza – substituição dos chillers de compressores de parafuso pelo chiller de compressor Turbocor, de mancal magnético, o que representou uma economia anual de 63% ao ano.

Já no Hotel Tauá Atibaia existia curvas e demandas diferentes para cada tipo de operação, por isso foi necessário configurar dois cases de sucesso no mesmo cliente. “No Parque Aquático, utilizamos chillers de condensação a ar, bombas-calor. Esses equipamentos importados especialmente para o projeto tem como característica seu modelo de operação gerando calor e frio de forma simultânea, obtendo a melhor performance energética. No prédio de apartamentos Alexânia, temos o sistema de ar condicionado da LG, ápice dos sistema de VRF, com Hidrokits, gerando conforto térmico para os apartamentos com o sistema de climatização, água quente para consumo dos hóspedes e aquecimento da piscina. Isso ocorre pela alta tecnologia funcionando no modo de operação quente e frio simultâneo e recuperação de calor, gerando uma economia de 87% ao ano”, detalha o executivo.

Planejamento e eficiência

Outra empresa que se destaca no mercado de energias renováveis é Solis um fabricante de sistemas de aquecimento solar e distribuidor de sistemas fotovoltaicos com sede localizada em Birigui, no interior de São Paulo. A equipe é formada por profissionais com experiência pioneira na área de energia solar no Brasil e atualmente a empresa é a maior produtora de tecnologia e inovação em Sistemas de Aquecimentos Solar (SAS) e Sistemas Fotovoltaico (FV) no País. A missão da empresa é satisfazer a sociedade em conforto, tranquilidade e economia através de soluções inovadoras em energia solar, com excelência e sustentabilidade. A Solis se pauta nos três pilares: Maior Eficiência, Maior Durabilidade e Maior Garantia do Brasil, por isso é considerada a melhor empresa de aquecimento solar do mercado nacional.

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Leonardo Cardoso: “O custo com geração de água quente para um banho dos hóspedes está entre os principais custos operacionais de um hotel” (Foto: Divulgação)

Segundo explica Leonardo Cardoso, Diretor técnico e comercial da Solis, “É sabido que o custo com geração de água quente para banho de hóspedes está entre um dos principais custos operacionais de um hotel. A forma mais eficaz de minimizar este custo é investindo em um sistema de aquecimento solar para geração de água quente. Cada hotel possui um perfil de consumo de água quente e uma condição arquitetônica específica, portanto, o sistema de aquecimento solar precisa ser customizado, com o desenvolvimento de soluções exclusivas e sempre com produtos de alta qualidade. Quanto a viabilidade econômica, dependendo do dimensionamento, condições de instalação e condição climática, pode chegar até 70% de economia, em média mensal, e retorno de investimento entre três a cinco anos”.

Para Cardoso, “Sem sombra de dúvida, a energia renovável vai crescer cada vez mais em todos os segmentos da economia e portanto, ocupará um peso cada vez mais relevante na matriz energética do País. É sem dúvida um caminho sem volta, e quanto antes a indústria hoteleira se adequar, mais competitiva se tornará no mercado. A razão para isto está no fato das fontes convencionais de energia apresentarem custos cada vez mais elevados, além do fato dos combustíveis fósseis serem finitos e poluentes”.

O sol é o protagonista

A energia solar novamente aparece como a preferida quando o assunto é energia renovável. “A tecnologia mais procurada é, sem dúvida, a energia solar térmica para geração de água quente e fotovoltaica para geração de energia elétrica. Quando comparada com a energia eólica, a energia solar demanda um investimento inicial menor. Quando comparada com a energia por biomassa, a energia solar é mais eficiente, portanto gera mais economia e não é poluente. Apesar disso, há mercado para todas as tecnologias, contudo, a energia solar térmica e fotovoltaica é a mais procurada e a mais adequada para a indústria hoteleira. Além disso, a condição climática do Brasil, é favorável ao desenvolvimento e aplicação da energia solar”.

A Solis está entre os três maiores fabricante do Brasil e caminhando para assumir a liderança até o final de 2021. A empresa é líder de mercado no desenvolvimento de soluções em de Obras de Grande Porte no setor hoteleiro. Tudo isso, em função de ser a única empresa com um departamento de Engenharia de Aplicação ativa, com vasta experiência de campo e pronta para desenvolver soluções exclusivas para a realidade de cada hotel. Além disso, a Solis possui produtos específicos que vão de encontro com a necessidade do setor, como por exemplo, reservatórios térmicos a prova de corrosão, com volumes de até 6.000l, pressão de trabalho de até 100mca e coletores solares a prova de congelamento e a prova de corrosão.

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A Engie é um ator global que tem como missão acelerar a transição para uma economia neutra em carbono por meio de soluções que reduzam o consumo de energia ou que produzam energia de uma forma ambientalmente sustentável. E isso se dá de diferentes formas: ampliação do acesso à energia renovável, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, segurança de abastecimento e uso racional dos recursos naturais. Comprometida com a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas e com o desenvolvimento sustentável, a ENGIE desenvolve ativamente iniciativas de baixo carbono, alinhadas com os pilares estratégicos do Grupo de Descarbonização, Descentralização e Digitalização, bem como com os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas.

Segundo Gabriel Mann, Diretor de Comercialização de Energia da ENGIE Brasil Energia, “O compromisso com o desenvolvimento sustentável é o que possibilita à ENGIE permanecer através dos anos como uma das líderes mundiais da transição energética. Esse compromisso tem a ética como princípio, e como diretrizes a valorização da biodiversidade, o mais alto respeito à sociedade e o estabelecimento de relacionamentos de longo prazo, com o mesmo engajamento com a ética e a sustentabilidade. Somos a maior geradora privada de energia do Brasil, responsável por cerca de 6% da energia consumida no País. Também somos a maior comercializadora nacional e fornecemos mais de 2.5 MW médios a consumidores livres dos diversos setores da indústria, comércio e serviços, representando aproximadamente 1.900 unidades consumidoras nas cinco regiões do Brasil, de mais de 700 grupos empresariais diferentes”.

Para o executivo, a energia renovável é mais do que uma tendência. “Trata-se de uma necessidade. O desafio de reduzir as emissões de carbono é um problema global. Na ENGIE, a descarbonização é uma meta do grupo, que pretende ser Net Zero Carbon em todos os escopos até 2045.

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Gabriel Mann: “A descarbonização é uma meta do grupo, que pretende ser Net Zero Carbon em todos os escopos até 2045” (Foto: Divulgação)

Além disso, também buscamos descarbonizar a produção de nossos clientes. Para empresas que compram energia no mercado livre, a ENGIE oferece uma solução de descarbonização, o ENGIE-REC. São contratos de fornecimento de energia renovável que garantem a origem da fonte de geração, sempre a partir das usinas eólicas e hidrelétricas. Além do ENGIE-REC também oferecemos os certificados da plataforma I-REC. Com isso, as empresas podem zerar as suas emissões de carbono advindas do seu consumo de energia.

Outra solução são os créditos de carbono que permitem que as empresas compensem emissões decorrentes de suas operações. A premissa vem do Protocolo de Kyoto, um tratado internacional que abriu a possibilidade de organizações negociarem créditos de carbono entre si. Isso permite que uma empresa adquira de outra a quantidade de créditos necessária para compensar, parcial ou integralmente, as emissões de GEE inerentes às suas atividades. A base de cálculo é simples: um crédito de carbono representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que deixou de ser lançada na atmosfera”, detalha Gabriel. “Oferecemos créditos de carbono gerados em nossos projetos de energia renovável registrados no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) das Nações Unidas, incluindo usinas hidrelétricas, eólicas, fotovoltaicas e de biomassa, operadas em diferentes regiões do Brasil”, completa o executivo.

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Exemplo de sistema fotovoltaico instalado (Foto: Pixabay/Andres160578)

Mercado livre de energia

Gabriel Mann explica que a busca por uma operação limpa por parte das empresas não está atrelada tanto a modalidade (eólica, biomassa ou energia solar) e sim a economia/eficiência. “A busca tem ido além da fonte de energia, mas sim na economia possibilitada pelo mercado livre de energia, que já representa cerca de 33% de toda energia elétrica consumida no País. Neste ambiente também é possível certificar o tipo energia a ser consumida, ou seja, renovável ou não. Existem produtos prontos e customizáveis para as diversas necessidades que um setor como o de hotéis possa ter. Um destes produtos que vale o destaque é o E-conomiza, uma solução onde garantimos um % de economia nos custos de energia por contrato. Desenvolvido para empresas com faturas de energia que se aproximam dos R$ 40 mil mensais, todo o processo operacional da migração ocorre com o apoio dos especialistas da ENGIE, bem como a gestão da energia e representação na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – órgão que regula o Mercado Livre de Energia.Assim, o empresário só precisa se preocupar em pagar duas faturas mensais – uma para a ENGIE referente ao fornecimento de energia, e outra à distribuidora local, relativa à infraestrutura de transporte (fio) de energia até a empresa”, finaliza.

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A energia de biomassa gerada nas granjas de porcos é utilizada em cinco unidades da rede de hotéis Maestro (Foto: Divulgação) 

Energia de biomassa

Visando reduzir custos operacionais, obter energia limpa e renovável, a rede de hotéis Maestro utiliza biomassa em cinco unidades no Paraná, como Cascavel, Toledo e Francisco Beltrão.  A biomassa é o termo utilizado para definir a massa biológica utilizada na produção de energia, a partir da decomposição de organismos vivos. Quando falamos de geração de energia, a biomassa se trata dos derivados recentes de organismos orgânicos utilizados como combustíveis ou para sua produção. Esses derivados podem ser de origem animal ou vegetal, como restos de alimentos, cascas de frutas, madeira, entre outros. Nos hotéis da rede Maestro a energia gerada por Biomassa é originária de dejetos produzidos na granja de Suinos que a Rede mantém em propriedades no interior paranaense. “Na maioria das propriedades este produto é descartado e nós estamos estimulando a produção deste tipo de energia limpa e renovável, levando renda e qualidade de vida para as pessoas envolvidas no projeto de micro geração de energia” relata o Diretor Marcos Baumgart. Segundo ele, além de estimular a produção de energia limpa e renovável os Hotéis Maestro estão tendo uma significativa redução no custo de energia nos hotéis.

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