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Hamam International: Continua crescendo sem fronteiras

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A Hamam International iniciou as atividades de implantação hoteleira à nove anos atrás e já  acumula mais de 100 milhões em m² em apartamentos e áreas sociais implantados e reformados e mais de 13.500 dormitórios modernizados. Entre eles, alguns cases da hotelaria nacional, como os hotéis Sofitel Jequitimar Guarujá, o Fasano Rio de Janeiro e a Vila Olímpica dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro.
A consolidação da empresa no Brasil possibilitou a internacionalização com projetos em vários países, como  Paraguai, Argentina, Chile, Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Egito e consequentemente cases como os hotéis Crowne Plaza Buenos Aires e o Crowne Plaza Asunción. A Hamam está desenvolvendo vários projetos nos Emirados Árabes Unidos e em breve bandeiras de altíssimo luxo, como Kempinski, deve figurar no portifólio da empresa.
À frente da implantadora hoteleira Hamam International, está o executivo Leonardo Haman que enxerga grandes perspectivas de crescimento no exterior, principalmente em países árabes, assim como o potencial oferecido pelo Brasil. Confira a seguir esta entrevista exclusiva e saiba os planos de crescimento e atuação de uma das principais empresas de implantação hoteleira do Brasil e porque não dizer do mundo.

 

Revista Hotéis — Como e quando a Hamam iniciou às atividades? Ela foi criada com quais objetivos?
Leonardo Hamam — A Hamam International iniciou suas atividades há nove anos, pois sentimos uma necessidade no mercado hoteleiro de possuir arquitetos e implantadoras profissionais. Na época havia uma demanda muito grande de novos hotéis, a partir desse momento iniciamos nossas operações e acumulamos grandes conquistas.

Revista Hotéis — Quais são as soluções que a Hamam apresenta ao mercado hoteleiro?
Leonardo Hamam — A Hamam International procura ser uma solução para quem quer construir seu Hotel do começo ao fim, fazemos desde o projeto da arquitetura do hotel, passando pelo projeto de interiores e finalizando na implantação hoteleira. Atuamos desde um Hotel pequeno com 30 unidades habitacionais até um mega resort luxo, ou seja, não há restrições para nossa participação nos projetos.

Revista Hotéis — Quantos hotéis a Hamam já implantou ou reformou?
Leonardo Hamam — A Hamam implantou e reformou cerca de 13.500 dormitórios e já acumulamos mais de 100 milhões em m² em apartamentos e áreas sociais.

Revista Hotéis — Como você vê a figura do profissional de implantação hoteleira no Brasil. O mercado reconhece o trabalho e sabe os benefícios que este profissional pode oferecer aos investidores, fornecedores e ao mercado em geral?
Leonardo Hamam — A figura da implantadora hoteleira no Brasil infelizmente não é reconhecida, o mercado não reconhece o trabalho de uma empresa profissional por ser ainda um serviço extremamente novo no país. Poucas redes hoteleiras reconhecem a necessidade de recorrer a uma empresa como a nossa e concentram as montagens hoteleiras na mão do Gerentes Gerais, que não são experts no assunto ou mesmo na mão de arquitetos não especializados. Alguns fazem pela primeira vez um processo que acumulamos quase dez anos de experiência em conhecimento. De fato quando há uma implantadora hoteleira no processo o resultado é melhor, tanto na redução do investimento a ser feito pelo hotel, quanto na qualidade dos produtos utilizados no Hotel. Mas sinceramente, o proprietário só percebe a falha que fez em não contratar uma implantadora dois anos depois do Hotel aberto, quando a manutenção dá mais custo do que ele poderia imaginar. Para os fornecedores é um meio de venda positivo para os seus produtos, visto que cada vez mais desenvolvemos novas ideias em novos projetos e assim contribuímos para uma evolução constante da qualidade e do design, ou seja, da evolução do mercado.

Revista Hotéis — Existe algum hotel implantado em específico que a Hamam tenha um carinho especial ou que considere um verdadeiro case em razão da execução dos projetos, prazo de conclusão, logística adotada, entre outros?
Leonardo Hamam — Há vários que temos carinho e que consideramos um case. O Fasano Rio de Janeiro pela sua excelência em qualidade e o Sofitel Jequitimar Guarujá pelo tamanho do resort e prazo de execução. Temos ainda muito carinho pela Vila do Pan que foi executada de uma maneira muito profissional, antes dos jogos, já viajávamos para as Vilas Olímpicas de Barcelona, Sidnei e Atenas para reconhecer a grandiosidade do projeto que estávamos recebendo no Brasil. A partir dessa experiência conseguimos montar os 4000 dormitórios da Vila do Pan em 90 dias e atender ao governo federal e a toda comunidade internacional com muito êxito. Imagina você o que significa a produção, recebimento e montagem de todos os apartamentos em 18 distintos edifícios pelo complexo. Tínhamos 350 pessoas trabalhando dia e noite para que isso acontecesse, e o resultado final foi surpreendente. Nossa Vila Olímpica ganhou conceitos superiores às cidades antes citadas em diversos aspectos e o conforto foi um deles. Acredito muito na capacidade do Brasil em sediar os jogos de 2016, e tenho certeza do sucesso da Copa 2014.

Revista Hotéis — Quais são as principais preocupações que a Hamam leva em consideração na implantação hoteleira para honrar prazos, maximizar o padrão de qualidade e conseguir administrar a verba disponível?
Leonardo Hamam — A Hamam preza pela qualidade e pontualidade de seus fornecedores. Quando vendemos nossos projetos, acabamos vendendo o produto de um terceiro, portanto há a necessidade de termos ao nosso lado empresas do mesmo nível e competência que a nossa. A implantação hoteleira demanda de um processo grande que se inicia nas concorrências de todos os itens e assim procuramos pontuar no processo seguindo a ordem de qualidade, prazos, preços, tudo isso respeitando o budget do cliente e da operadora hoteleira.

Revista Hotéis — Quantos fornecedores cadastrados a Hamam possui e quais são as exigências para ser homologados?
Leonardo Hamam — Possuímos ao todo cerca de 1000 fornecedores, 50% desses são do Brasil e o restante de fora. Para serem homologados é necessário um processo de apresentação da empresa, produtos, documentos, ou seja, nada fora do normal.

Revista Hotéis — O que levou a Hamam a atuar também no exterior. Quais localidades a Hamam já esteve implantando hotéis?
Leonardo Hamam — O mercado externo é muito interessante e profissional. Iniciamos nossa expansão pelo Paraguai onde realizamos o projeto de interiores e implantação hoteleira do Crowne Plaza Asuncion, seguimos a expansão para Argentina, realizando o Crowne Plaza Buenos Aires (Em andamento), e assim naturalmente fomos expandindo as fronteiras para  Chile, Venezuela, Emirados Árabes Unidos e Qatar.

Revista Hotéis — Quais são os projetos que estão executando hoje em nos Emirados Árabes Unidos? Como foi a entrada de vocês e a perspectiva de negócios nos próximos anos?
Leonardo Hamam — Estamos realizando um projeto em Dubailand, o novo Kempinski no centro de Dubai e um Hotel no Qatar a uma hora de Dubai da operadora hoteleira islâmica HMH. Ainda para esse ano devemos iniciar dois projetos no Egito, no Cairo e em Luxor e certamente em breve conseguiremos atingir a Arábia Saudita, que para nós sem dúvida é o maior foco no Golfo Pérsico. Nossa entrada se deve a um convite de um grande político local, que desenvolve um projeto fantástico no centro financeiro de Dubai e que fez abrir nossas portas para o mercado do Oriente Médio.

Revista Hotéis — O crescimento da Hamam nos próximos anos será no exterior ou você acredita que o mercado nacional ainda possui muito espaço de crescimento?
Leonardo Hamam — A Hamam International continuará crescendo sem fronteiras. Acredito muito no Brasil e certamente vamos revolucionar este mercado, pois o Brasil é um país continental e sem dúvida há ainda muito espaço para crescer por aqui, mas o pensamento global traz evolução à empresa. Novas ideias de projeto, traz novos fornecedores exclusivos, traz muito conhecimento a nossa equipe. Vou citar um exemplo: Nesse hotel que está sendo implantado em Doha, no Qatar, trabalhamos para uma operadora Islâmica, e dentre as particularidades do projeto tivemos que desenvolver ambientes somente para mulheres, os chamados ladies lounge, ou seja, excelente oportunidade para quebrar paradigmas, conceituar novos produtos e assim evoluir a empresa. Mas um fato é importante de ser lembrado: o mercado lá fora reconhece a necessidade da contratação de uma empresa especializada no processo, e isso não acontece por aqui, que quase sempre entrega seus projetos e montagens na mão de aventureiros que fazem esse processo somente uma vez na vida e assim desqualificam o mercado. Nas minhas últimas contas dos 50 novos hotéis no Brasil, nem metade disso teve uma implantadora hoteleira envolvida no processo, o resultado se verifica cada vez mais com as reclamações dos hoteleiros que depois de um ano são obrigados a reformarem seus hotéis. É imprescindível a contratação de uma implantadora hoteleira, levaremos a melhor marcenaria, o melhor tecido, o melhor colchão, os melhores itens operacionais etc… Temos ótimas empresas no Brasil, precisamos valorizar essa atividade.

Revista Hotéis — Como você está enxergando o atual momento econômico e no que isto influencia nos planos de crescimento da Hamam?
Leonardo Hamam — O Brasil em comparação com outros mercados externos está uma maravilha. Penso que já sofremos tanto com crise por aqui, que sabemos trabalhar em momentos difíceis e assim renovar e criar novos serviços, parcerias etc…  A crise atingiu fortemente Dubai, só que o Mercado do Oriente Médio é muito maior que Dubai, por isso trabalhamos mais nos países vizinhos esperando um pouco a retomada de negócios em Dubai. Nosso escritório continua por lá atendendo a todos os projetos. O importante é falar que o ritmo de crescimento estava muito alto, cerca de 12% ao ano, isso deve diminuir para 5% ao ano o que já é muito bom.

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