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GJP, de olho nas oportunidades do mercado hoteleiro

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A GJP — iniciais do nome de Guilherme Jesus Paulus, ex-controlador da CVC Turismo, surgiu em 2004 com a necessidade de atender a demanda de eventos no Serrano Resort, em Gramado (RS) que pertence ao Grupo CVC. Apresentando a qualificação nos serviços prestados, a GJP passou a assumir outras unidades em Gramado e depois disto, não parou mais de crescer. Hoje possui oito unidades no Brasil e espera ter 25 até 2014, inclusive fora do Brasil.
O eixo Rio-São Paulo, assim como cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 são alvos de crescimento nos próximos anos da GJP que está sob o comando de Baltazar Saldanha. Segundo ele, a hotelaria nunca viveu um momento tão bom, com a possibilidade de grandes eventos nos próximos anos. Além disso, a economia está aquecida, o que faz com que os hotéis tenham uma diária média alta. Confira com exclusividade os planos de crescimento, ações e perspectivas da GJP Hotéis e Resorts através desta entrevista com seu Diretor Presidente, Baltazar Saldanha.

Revista Hotéis — Como e quando ocorreu a decisão de criarem a marca GJP para administrar hotéis? Quais as perspectivas de mercado que enxergaram na época?
Baltazar Saldanha — A GJP surgiu em 2004 para atender uma demanda de crescimento do Serrano Resort, em Gramado (RS). O hotel começou a atender muitos eventos. Tinha 272 apartamentos e precisava mais 100. Aí arrendamos o Toscana. Em seguida, trocamos para o Alpen Haus. No começo, os outros hotéis da região ficaram desconfiados, mas depois compreenderam. Em 2005, com o sucesso de ocupação das duas unidades em Gramado, partimos para outras cidades.

Revista Hotéis — Qual é a filosofia de trabalho que adotam e o que difere a GJP das demais administradoras hoteleiras brasileiras?
Baltazar Saldanha — A qualificação de serviços é o nosso foco principal. O Serrano tinha este referencial e, por isso, procuramos levar esta filosofia para outras unidades. Queríamos que o cliente estivesse em um hotel quatro estrelas, mas tivesse a percepção de que os serviços eram os mesmos de um cinco estrelas. No início, o que mais atraiu o mercado investidor imobiliário é que remunerávamos os proprietários com um valor fixo, independente do índice de ocupação. Poucos aplicavam este conceito na época. Hoje, com o nosso crescimento sustentado, o mercado nos procura, o que nos permite fazer uma análise mais apurada de todos os equipamentos, uma vez que a empresa já se consolidou no mercado.

Revista Hotéis — Como vocês estão posicionados hoje no mercado e os locais de atuação? A internacionalização está nos planos da GJP?
Baltazar Saldanha — Temos hotéis para lazer (que são os que estão em operação). Estamos nos preparando para entrar no segmento de público corporativo ainda este ano. Teremos hotéis destinados aos executivos em grandes centros, seguindo a mesma linha na qual iniciamos, que é a locação de equipamentos. Atualmente, estamos em Gramado (duas unidades), Foz do Iguaçu, Bahia, Maceió (duas unidades), Porto de Galinhas e Natal. A internacionalização fatalmente acontecerá, especialmente em destinos com vocação turística como Buenos Aires e Orlando.

Revista Hotéis — Quais os critérios que adotam para administrar empreendimentos hoteleiros de terceiros?
Baltazar Saldanha — Temos quatro modalidades de gestões dos nossos hotéis: 1 – próprio, com a aquisição dos ativos; 2 – gestão por divisão de resultados; 3 – a gestão por simples locação, com remuneração estipulada; 4 – gestão unicamente comercial, com a inclusão da unidade em nosso portfólio, utilizando a nossa plataforma e a gestão comercial.

Revista Hotéis — Vocês possuem uma perspectiva de ter 25 hotéis no portfólio até o ano de 2014. Ela contemplará o eixo Rio/São Paulo?
Baltazar Saldanha — Com certeza. Temos intenção de ter unidades nas capitais dos dois estados. Estamos procurando em São Paulo e Rio, independente da forma de negociação.

Revista Hotéis — Esta expansão se dará através de construção/aquisição de novos hotéis ou sob administração de terceiros? Como vocês estão analisando as possibilidades que o mercado apresenta?
Baltazar Saldanha — Analisamos individualmente cada situação, seja na modalidade aquisição do ativo, na locação do equipamento, na divisão de resultados ou na gestão comercial. Estamos dando mais ênfase, neste momento, o mercado corporativo, que está sendo analisado com muita atenção.

Revista Hotéis — Os grandes eventos que o Brasil irá sediar nos próximos anos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, influenciam de alguma maneira na decisão de novos investimentos da GJP? Como vocês estão analisando as oportunidades criadas por estes eventos?
Baltazar Saldanha — Além de olharmos os mercados de Rio e São Paulo, a segunda análise que fizemos é em relação à cidades que serão sedes da Copa do Mundo. Acreditamos que estas cidades terão um crescimento econômico muito acentuado, criando novas oportunidades para o mercado corporativo muito mais exigente.

Revista Hotéis — Recentemente a GJP adquiriu num leilão o ex hotel Tropical da Bahia. Como está o processo de modernização deste empreendimento, o montante que está sendo investido e o que o mercado pode esperar após a inauguração deste empreendimento?
Baltazar Saldanha — Estamos finalizando o projeto final, tanto das áreas sociais como das áreas de apartamentos e serviços. Nossa idéia é dar início às obras na segunda quinzena de julho, para finalizá-la nos primeiros dias de janeiro. Existe a possibilidade, também, de inaugurarmos no Revéilon. Será um hotel padrão cinco estrelas, mas com tarifas de empreendimento quatro estrelas. Estamos investindo de R$ 12 a R$ 14 milhões na reforma do equipamento e o mercado pode esperar um produto bem classificado. Queremos resgatar para a cidade de Salvador todo o glamour que este hotel já teve, com grandes shows, grandes eventos e hospedagem de personalidades.

Revista Hotéis — Como se encontram os investimentos da GJP em modernização de seus empreendimentos para que eles estejam bem posicionados no mercado?
Baltazar Saldanha — O Serrano Resort tem um projeto de ampliação de 90 apartamentos, que irá começar no final do ano, complementando o parque já existente, ficando com um total de 362 apartamentos, com o mesmo padrão de qualidade dos já existentes. No Iguassu Golf Resort já estamos com as obras em andamento, com mais 120 apartamentos, somando-se aos 75 já existentes. Também, aproveitando a instalação de obras, estamos reformando toda a área social, com três restaurantes novos junto ao campo de golfe, além de renovarmos toda a recepção, com investimentos da ordem de R$ 10 milhões. O Marupiara, de Porto de Galinhas, encontra-se em reforma permanente de 22 apartamentos por vez, até completarmos a reformulação total no fim do ano. Também estamos revitalizando o restaurante e o bar junto às piscinas.

Revista Hotéis — Como você está vendo o atual momento da hotelaria brasileira e as perspectivas para os próximos anos?
Baltazar Saldanha — A hotelaria nunca viveu um momento tão bom, com a possibilidade de grandes eventos nos próximos anos. Além disso, a economia está aquecida, o que faz com que os hotéis tenham uma diária média alta. No Brasil, ainda existem cidades com muitos hotéis e outras com poucas unidades. Isso precisa ser corrigido. Vale lembrar que para a Copa é preciso um número de leitos muito, mas muito maior, o que faz com que a necessidade de novos hotéis seja muito grande.

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