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Gestão da Enjoy Hotéis é detalhada no 21º Encontro da Hotelaria Mineira

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 5 minutos

Direto de Pouso Alegre (MG) – Abrindo o último momento do 21º Encontro da Hotelaria Mineira, edição Sul de Minas, realizado no Marques Plaza Hotel, Alexandre Zubaran, CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, esmiuçou a complexidade na gestão de um hotel com mil suítes, trazendo para a pauta o case de sucesso da companhia em Olímpia, destino que se encontra em plena ascensão no turismo nacional. Zubaran iniciou a sua fala com um resumo de sua trajetória na hotelaria. “Nessa jornada eu sempre explorei a capacidade de desenvolver destinos turísticos e grandes hotéis, como o Rio Quente e a Costa do Sauípe. Minha paixão por Minas vem dessa prática, afinal o turismo se apropria de diversas oportunidades e Minas possui uma diversidade que só é comparável a Bahia. Poderia falar de atributos de diversos estados durante o dia todo, mas Minas e Bahia se destacam pela versatilidade tanto na gastronomia quanto na música. O meu fascínio por Minas Gerais, além do carinho pelos profissionais que se tornaram amigos, é esse. Eu fundei a Enjoy Hotéis & Resorts, que atualmente administra cerca de dois mil quartos em Olímpia e a WAM Hotéis, focada em multipropriedade”.

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De acordo com o executivo, um apartamento de um quarto no Enjoy, possui seis camas. “Todos os nossos números são grandes, ‘ignorantes’. Se você pega uma pousada, ou um hotel econômico, até mesmo um resort grande, tem 2.7 de ocupação e nós temos 4.2, então é um volume que justifica a denominação de ‘ignorante’. São oito mil apartamentos nas duas empresas com cerca de 30 mil leitos, e isso representa aproximadamente 50% do mercado de multipropriedade e, pela WAM, cerca de 60% do volume de novos contratos de multipropriedade. Estamos falando de uma base de 150 mil famílias proprietárias”.

Enjoy: foco no lazer

Segundo Zubaran, “Estamos em um destino que está se desenvolvendo por meio de uma mola que é o maior parque aquático da América Latina, proporcionando a construção de cada vez mais hotéis. O mercado regional acaba não sendo suficiente para o capital que foi investido, então você passa a contar com o turista. Estamos dentro desse desenvolvimento. Olímpia está chegando a 33 mil apartamentos, que geram empregos, rendas, e outros benefícios regionais. Poderia ser uma outra indústria, ou uma grande empresa automobilística, enfim, é o turismo e a hotelaria e isso é uma benção para nós e para a região.

Nós somos em três sócios na Enjoy e nos amparamos pelo conceito ‘Joy of Use’ e tentamos desenvolver isso dentro do nosso universo. Nos perguntamos em qual momento o nosso mercado tomou o caminho errado e interpretamos nossas respostas, lembrando de regras que impunham experiências desagradáveis de uso. Temos apartamentos com ante sala e cozinha americana, com um ou dois quartos. Se a família encontra um micro-ondas no apartamento, ela acaba consumindo produtos que não foi o hotel que vendeu. Criamos então um empório que vende diversos itens e a receita mensal chegou a R$ 70 mil mensais. Isso é um livro em branco que está sendo escrito ainda, mas o importante é que gostamos de servir. Estávamos presos a modelos de fora do Brasil e a hospitalidade era triste. Do nosso primeiro hotel até o momento, a maior dificuldade que enfrentamos foi o sucesso. Hospedamos muito volume e isso soterrou algumas ideias iniciais e estamos trabalhando para resgatar conceitos iniciais”, revelou.

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Gestão da Enjoy Hotéis é detalhada no 21º Encontro da Hotelaria Mineira

“O que estamos tentando é manter o propósito de não dizer não e oferecer uma experiência dentro do conceito que criamos, o Joy of Use”

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Pensamento estratégico

Zubaran conta que, após trinta anos de mercado, algumas lições foram absorvidas e outras ainda estão por vir. “A multipropriedade tem um modelo de encaixe poderoso, mas requer ações diferentes. A multipropriedade apresenta um único problema atualmente que é a aventura, é tudo muito novo e os que se dizem especialistas nisso, não estão sendo sinceros. A base de clientes mudou muito, o cliente no início desejava uma segunda residência, e viu na fração algo acessível, com motivo econômico e financeiro. Essa base era muito do entorno do empreendimento. Hoje essa base está nas grandes capitais e acham que estão fazendo um investimento inteligente. São pessoas com um poder aquisitivo maior, que aspiram outro tipo de experiência. Se alguém falar que entendeu perfeitamente o que está acontecendo, pode ter deixado escapar algo nesse processo”.

O CEO também ressaltou que a comunicação dentro do universo da Enjoy Hotéis e WAM é positiva. “Não gostamos da palavra ‘não’. São pequenas coisas que gostamos de ressaltar, entendemos que qualidade não é luxo, é modernidade e conforto. Estava falando com uns amigos antes de iniciar essa apresentação e eu disse que temos fibra ótica de alta velocidade. Não nos posicionamos como um empreendimento luxuoso, apesar da modernidade e do conforto já mencionados”.

Gestão da Enjoy Hotéis é detalhada no 21º Encontro da Hotelaria Mineira

Slide apresentado na palestra de Zubaran sobre o pensamento estratégico da Enjoy

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Outro ponto abordado pelo profissional é a inovação. “O cliente tem seus anseios, não temos solução para tudo mas lançamos olhares diferentes para todas as solicitações. O que estamos tentando é manter o propósito de não dizer não e oferecer uma experiência dentro do conceito que criamos, o ‘Joy of Use’. Só podemos ser quem somos porque estamos integrados e com processos bem definidos de distribuição. Perseguimos insistentemente a automação dos nossos processos. Também pensamos que tudo o que é considerado como itens comuns na hotelaria é ‘preço de entrada’ e não exatamente diferencial. Não determina a escolha da família. Isso não é chave de diferenciação, e sim na experiência gastronômica e de entretenimento, queremos entregar isso de forma agradável e diversificada e é o que achamos que fideliza as famílias”.

Evolução da receita bruta de Alimentos e Bebidas

Alexandre Zubaran revelou que a produção e comercialização de Alimentos e Bebidas não é terceirizada. “Tiramos dinheiro do empório, brinquedos, farmácia e itens de higiene pessoal, além das vending machines estratégicamente distribuidas pelo complexo e integradas com o PMS, ou seja, basta aproximar a pulseira que a despesa já é incluída na conta do hóspede. Pedi para o Recursos Humanos selecionar profissionais que eram especialistas em quitanda, alimentos e outros, e o resultado foi incrível. É um outro modelo mental que trouxe uma projeção de quase R$ 50 milhões somente em 2022”.

Gestão da Enjoy Hotéis é detalhada no 21º Encontro da Hotelaria Mineira

Slide apresentado na palestra de Zubaran sobre o posicionamento da Enjoy

A Revista Hotéis é Mídia Oficial do Encontro da Hotelaria Mineira e a equipe de reportagem se hospedou no Hotel Ferraz

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