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Fórum revela métodos adotados por hotéis de luxo na hora de comprar

Profissionais de compras dos hotéis Renaissance São Paulo e Sheraton São Paulo WTC Hotel revelaram segredos ao público do Fórum de Compras da Revista Hotéis

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Jeorge Araújo, Lúcia Leite e Edgar J. Oliveira - Foto: Renato Hazan

Jeorge Araújo, Comprador do Sheraton São Paulo WTC Hotel; e Lúcia Leite, Gerente de Compras do Renaissance São Paulo Hotel, subiram ao palco do Fórum de Compras da Revista Hotéis, no Club Homs, em São Paulo, para compartilhar com o público alguns métodos adotados na hora das compras para os empreendimentos.

Mais uma vez o painel foi mediado pelo anfitrião do evento, Edgar J. Oliveira, que pediu a Lúcia Leite que falasse sobre sua trajetória dentro da hotelaria. “Não vou dizer datas, mas minha primeira experiência em compras foi no Maksoud. A parte disso, estudei letras, direito e possuo a carteira da OAB. Estou no Renaissance há bastante tempo e creio que estou no melhor momento de minha carreira”.

Jeorge, por sua vez, revelou que a hotelaria surgiu em sua vida por acaso. “Já são cinco anos de Sheraton e estou bastante contente em poder atuar em um empreendimento do porte do Sheraton”, afirmou ele.

Lúcia Leite explicou que a sua atuação abrange outros hotéis, mas o Renaissance São Paulo tem uma certa predileção pois funciona como uma espécie de termômetro do mercado. Araújo explicou que existe uma pessoa responsável pela área de homologação: “O fornecedor para atender a hotelaria precisa ter qualidade, preços, prazos e estabilidade financeira. Isso é importante para que os empreendimentos não sejam prejudicados no futuro por conta de uma má administração da empresa que fornece produtos e insumos”, disse o executivo.

De acordo com Lúcia, todos os fornecedores são capazes de atender a Marriott, mas há de se entender quais são os produtos que um hotel cinco estrelas utiliza: “Hoje em dia você pode entrar no site do hotel e entender seu segmento e, a partir daí, oferecer produtos que se alinhem à operação e ao perfil do público. Além disso, temos uma preocupação com a legislação do País, por sermos uma empresa estrangeira, queremos transparência e ética em nossos processos”, destacou a executiva.

Fornecedores locais, segundo Lúcia, devem atender redes de acordo com a sua capacidade e logística: “Há de se entender o mercado no Brasil antes de tentar atender a demandas internacionais”. Jeorge concordou: “Não adianta tentar abraçar o máximo de hotéis sem estrutura”.

Lúcia disse ainda que o compromisso de um hotel é com o público: “Não existe problema com o tamanho da empresa. Existem fornecedores pequenos que nos atendem e fazem um bom trabalho. Mas o que o fornecedor deve ter em mente é se eles têm logística para isso. E no caso de alimentos, pensar na legislação, na vigilância sanitária e seguir os padrões exigidos pela Anvisa”, observou ela.

Lúcia Leite: “todos os fornecedores são capazes de atender a Marriott, mas há de se entender quais são os produtos que um hotel cinco estrelas utiliza” – Foto: Renato Hazan

Para Jeorge, fornecedores são fornecedores independente da proporção da empresa: “Trabalhamos com fornecedores pequenos, acredito que para o empreendedor é até melhor que ele tenha dez clientes, e que todos paguem do que uma carteira grande com inadimplentes no meio”, opinou.

Falando em erros que uma rede hoteleira de luxo pode cometer, Lúcia lembrou de um fornecedor de amenities que mudou o foco da empresa, deixando os hotéis na mão por diversas vezes: “O fornecedor reclama que os hotéis os abandonam, mas eles muitas vezes abandonam os hotéis primeiro, querendo abraçar muitas frentes ao mesmo tempo. A partir daí, fica difícil para essa empresa recobrar a confiança do seu cliente”, disse ela.

Araújo apontou fretes terceirizados como um dos erros frequentes que os fornecedores cometem: “Nesses casos, quando há atrasos, costuma-se colocar a culpa no frete, porque é terceirizado. Por outro lado, existem empreendedores que usam o próprio carro para levar os produtos para os hotéis, respeitando prazos e demonstrando comprometimento. Não dá para generalizar, são casos e casos”, destacou o executivo.

O público também fez perguntas sobre homologação, tipos de produtos viáveis para a utilização pelos hotéis e outras informações.

O Fórum de Compras da Revista Hotéis é uma realização da Editora Ejota com apoio da Equipotel, FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, Saga Systems, LG, Rossmark Móveis, Teka Profiline, Ecco Cosmetics, HTH Pro, Ark Flex, Sealy, Harus, RCell, R1 Soluções Audiovisuais, Berna, Casa Valduga, Abrachor Brasil, Diário do Turismo, Guia do Profissional de Hotelaria e Restaurantes e Hôtelier News.

Passo a passo das compras

A executiva explicou o passo a passo no processo de compras da Marriott: “Os contratos são feitos de acordo com o hotel, pois cada um tem seu estilo. Bebidas utilizadas em um não podem ser utilizadas em outro e vice-versa. As apresentações são feitas hotel por hotel. Para os fornecedores que querem vender para um hotel em Santos, sugiro que faça a visita técnica e aprenda sobre a atuação do empreendimento e o perfil do público atendido. Muitos produtos precisam ser customizados e precisamos da disponibilidade dos fornecedores”, finalizou Lúcia.

Para Araújo, o pós-venda deve ser a fase em que as empresas devem dispensar mais atenção, atendendo e respondendo as solicitações dos compradores.

Modernização

Lúcia Leite afirmou que, neste ano, o Terraço Jardins, do Renaissance São Paulo, deve ser reformado. Jeorge revelou que o 13º pavimento do Sheraton também será renovado. A previsão é que as obras iniciem em julho e sejam concluídas em setembro.

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