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Encontro da Hotelaria Mineira

Fórum Nacional de Hotelaria do FOHB analisa cenário econômico do País

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Pedro Cypriano, da HotelInvest, foi o segundo palestrante do III Fórum Nacional de Hotelaria do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, realizado na manhã desta quinta-feira, dia 18 de novembro, no Transamerica Expo Center.

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O executivo trouxe informações sobre o orçamento do mercado, a partir do levantamento da empresa em parceria com o FOHB, divididas em: Panorama Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, Orçamentos 2022 e ‘E depois?’.

Para começar, sobre o panorama macro, a ocupação da hotelaria ainda apresenta resultados modestos. “Beira os 58% do que era antes, comparado ao período pré-pandemia. As capitais precisam crescer praticamente o dobro para alcançar os números pré-pandemia. Em relação as diárias, segundo o especialista, “estão pressionadas para baixo. A boa notícia é que o interior performa melhor. O RevPar está bastante deprimido, com o interior em 65%, existe um caminho longo para ser caminhado mas a boa notícia é que estamos acelerando. A ocupação em setembro de 2021, divida em duas categorias, das capitais e principais cidades do interior, se nota que, dos 26 mercados, 21 já estão performando acima dos 51% de ocupação”.

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Recuperação do turismo

Até agosto, a recuperação do turismo chegou a 56%. De acordo com Cypriano, “15 milhões ainda estavam perdidos até agosto, sem retornar ao nosso setor. Na prática temos algo em torno de 56% de recuperação com informações de setembro, outubro, alcançamos cerca de 40, 45 milhões faltantes para o equilíbrio. Até setembro de 2021, 22% da demanda foi normalizada. O mercado de lazer cresceu, em um ambiente de inflação. Vamos lembrar que em 2015, 2016, caímos e tivemos retração de demanda em torno de 20% e ainda assim, o mercado de lazer dava saltos. O dólar naquele momento, saltou, e hoje vemos um movimento parecido. As projeções não encontram o dólar abaixo de R$ 5 e se você não consegue viajar, tem que voltar para o mercado doméstico, um movimento bastante expressivo em nosso setor. É provável que tenhamos em 2022 o melhor ano para o lazer, em se tratando de ambientes macros”.

Vacinação

Cypriano explicou que a vacinação é hoje uma das principais vetoras do retorno do turismo. “A população do estado de São Paulo está praticamente toda imunizada, o que gera uma demanda maior de viagens nesse período. No entanto, minha leitura do cenário econômico é a de que estamos longe do ideal, com viés negativo. O endividamento cresceu, as taxas de juros devem bater dois dígitos novamente e na prática, temos um mercado com menos projeções de investimento”.

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Principais praças

Em São Paulo, a ocupação ganha tração, rumo a picos de 70%. “No período dos dias úteis, deve ficar em 50% aproximadamente. Fica bastante nítido que já vemos crescimento nos dias da semana, com final de semana mais parecido com as características sazonais da cidade de São Paulo. A ocupação beirou 48% em outubro, início de novembro, nos primeiros 15 dias, se obteve o resultado do mês inteiro de outubro, com a Fórmula 1 e as tarifas como principais fatores. No pior momento da pandemia, tivemos diárias caindo vertiginosamente, mas a partir da recuperação, esses movimentos passaram a ser positivos, mas ainda com quedas altas”.

No Rio de Janeiro o ambiente é mais favorável. Desde o início do ano, o parque hoteleiro está performando em torno de 50%. “Hoje voltamos a 63% na média em relação a 2019. No entanto as diárias se encontram abaixo, quase 30% do que era no pré-pandemia”.

Expectativas para 2022

De acordo com as expectativas geradas pelo estudo do FOHB e HotelInvest , a economia será instável, com pressão inflacionária, alta de juros e risco político. A pandemia, controlada, sem novas ondas e volta ao velho normal. Na hotelaria, a projeção é de baixa de ofertas. “Na prática, o crescimento real, acumulado nos últimos dois anos ainda é muito baixo. Isso sem levarmos em consideração a mudança de hábitos de consumo que podem acontecer, mas a forma que eu entendo como a forma mais prática para mitigar esses riscos, seria o crescimento do País, que ainda é uma incógnita”, conclui Cypriano.

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