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Experiências inovadoras de tecnologia para hotéis são debatidas em Fórum

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A mesa de debate (Foto: Guilherme Lesnok)

O 1º Fórum Revista Hotéis de Tecnologia na Hotelaria segue a sua rodada matinal de conteúdos no Club Homs, em São Paulo, com o painel: “Experiências inovadoras criadas pela tecnologia na hotelaria”.

Participam do debate, mediado por Edgar J. Oliveira, Diretor geral da Revista Hotéis: Jessé Resende, Diretor geral da Saga Systems Brasil; André Noer, Diretor comercial da Vega I.T.; e Marcos Eduardo Luiz, do Departamento de Projetos da Desbravador Software.

Para Jessé Resende, a evolução da tecnologia e os itens necessários para o bom desempenho dela dentro da hotelaria são específicos. “Acreditamos que 50% do mercado hoteleiro do Brasil está suprido com a tecnologia de fechaduras eletrônicas. Voltando bem ao passado, o homem sempre buscou proteção. Isso me deixa feliz pois vemos a reinvenção das empresas de forma rápida, senão ficam para trás. Fechaduras eletrônicas é uma tecnologia que muda a passos lentos, mas é algo essencial. Nos anos 1970 tínhamos a tecnologia de cartão perfurado, que mudava a cada hóspede. Com o passar dos anos, a fechadura passou a ser magnética, tornando a recepção um verdadeira central de acesso. Depois vieram os cartões de contato e proximidade. Isso tem evoluído muito, recentemente a Visa fechou uma parceria na qual os hóspedes podem pagar até contas com o cartão de acesso. Agora temos os cartões de madeira, que é um passaporte para todas as finalidades. Isso sem contar na abertura do quarto por bluetooth, com todos os grande fabricantes aderindo a essa tecnologia. Isso vai continuar”. anunciou Resende.

O futuro da hotelaria, segundo o executivo, está no avanço da tecnologia. “Em breve nós mesmos seremos a chave. Bastará uma foto nossa para que tenhamos acesso ao quarto”, ressalta.

André Noer, da Vega I.T. detalhou as tendências lançadas pela companhia para o segmento hoteleiro. “Somos uma empresa de desenvolvimento de software 100% focada em hotelaria. Somos uma empresa friendly, constantemente estamos trabalhando em integrações para entregar aos hóspedes as soluções de que mais necessitam. Oferecemos soluções que complementem os PMSs. Pré-check-in, wi-fi, entre outros, estão entre nossos serviços e a nossa preocupação é entregar valor de verdade. Quando chegamos em um hotel e eles sabem o que precisamos e nos entregam, isso é que torna o empreendimento diferente e competitivo. Temos trabalhado em projetos grandes para melhorar o atendimento na hotelaria”.

Jessé Resende (Foto: Guilherme Lesnok)

Marcos Eduardo, da Desbravador, explicou um pouco de sua trajetória, desde a época em que atuou na hotelaria até a chegada ao ramo de desenvolvimento de softwares. “Observo que o modo como as pessoas absorvem a tecnologia mudou nos últimos 20 anos. Jovens e pessoas mais velhas, ambos tem de se sentir confortáveis em um hotel. Trata-se de um desafio muito grande enfrentar esse processo de transição. Veja os bancos por exemplo: ainda existem filas. Os aplicativos são a grande invenção do momento. A Desbravador tem um desafio gigante, pois não adianta ter uma grande solução na TV se não estiver integrada com o PMS. Um padrão para check-in, check-out deveria ser o mesmo, mas a tecnologia deu liberdade para as empresas serem ‘melhores’ que as outras. Hoje um dos departamentos mais onerados de uma empresa é o que lida com integrações. As tecnologias novas utilizam interfaces novas e isso vai mudando em uma velocidade cada vez mais rápida”.

Integração de sistemas

A integração de sistemas foi o tópico seguinte do debate. De acordo com Noer, da Vega I.T., “Se não nos unirmos, o segmento hoteleiro vai continuar a passos lentos. Se não estivermos juntos com os hoteleiros nas discussões sobre tecnologia, sobre para onde vamos, não poderemos avançar. As empresas estão desenvolvendo produtos que permitem a integração entre elas. Precisamos cada vez mais trabalhar a qualidade dos produtos para que o hoteleiro decida qual vai utilizar na sua jornada”, observou.

Marcos Eduardo Luis (Foto: Guilherme Lesnok)

Marcos Eduardo observou que o investimento em tecnologia demanda tempo para ser sentida de forma positiva. “Na verdade, você ganha muito com tecnologia, pois ela gera consumo de receita na sua operação. O cliente não sai do seu hotel e gasta mais em outros serviços agregados. A tecnologia ajuda a reter o hóspede nesse sentido”, explicou. “O consumo de streaming, por exemplo, é economia de tempo. As empresas de telefonia têm estruturas de entrega de fibra ótica que há alguns anos era impossível. Somos extremamente dependentes de tecnologia para oferecer uma experiência excelente ao nosso hóspede. Outra coisa: temos de ter uma estrutura de internet para o staff e outra para o hóspede”, complementou.

A venda de pacotes extras de internet nos hotéis também foi uma indagação do mediador Edgar Oliveira. “Se o hotel oferece um acesso de qualidade e quer oferecer um pacote de maior velocidade, pode ser que funcione. Nas companhias aéreas isso já acontece e para saber se realmente isso terá nicho de mercado, tem de se aguardar o desempenho das aéreas e se isso realmente fez diferença”, disse Marcos.

André Noer (Foto: Guilherme Lesnok)

Noer exaltou a chegada do IPTV. “Trazemos toda a conciergeria para a TV. O hóspede acompanha todos os seus gastos e solicitações, além dele próprio criar o seu conteúdo de entretenimento. Está sendo bem interessante esse projeto de IPTV, e temos tido reuniões com grandes players do mercado. Como temos conexão com os PMSs, assim que o hóspede faz o check-out, a TV fica pronta para o próximo hóspede de maneira automática”, detalhou.

No quesito segurança, Resende opinou que o segmento é a segunda necessidade básica do hóspede. “No nosso caso o que limita muito os fabricantes é a presença do chipe. Isso iguala muito os produtos, o que difere são os detalhes técnicos. Hoje os grandes fabricantes do mundo estão na China. O impacto da tecnologia 5G não vai ser problema para o segmento”.

Chineses no comando

De acordo com Marcos, da Desbravador, “a China é o grande laboratório do mundo para diversos segmentos. Existe um case muito interessante na China na qual o check-in e o check-out é feito por reconhecimento facial. Eles têm uma forma diferente de consumir hotéis, são uma referência incrível para nós brasileiros”.

André Noer destacou a abertura da sede da Vega I.T. nos Estados Unidos e uma viagem a China para observar de perto as tendências do país asiático, a ser realizada no próximo ano.

Resende afirmou que os chineses não têm medo de errar. “Admiro muito a forma como trabalham e no mercado de hotelaria estão avançando a passos largos, inclusive com participação no Grupo Accor. Estão crescendo e isso não vai parar”, finalizou.

O 1º Fórum Revista Hotéis de Tecnologia na Hotelaria tem patrocínio master da Equipotel e patrocínio da R1 Soluções Audiovisuais, Saga Systems, Harus, Faitec Tecnologia, Grupo ITC, Expedia Group, Asksuite, Erbon Software e RCell. O coquetel foi oferecido pela Mistura Clássica Cervejas, o apoio institucional é do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e da ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis e o evento teve como mídia de apoio os sites Hôtelier News, Diário do Turismo e do GPHR – Guia do Profissional de Hotelaria e de Restaurantes.

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