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Experiência internacional do turismo compartilhado é debatida no ADIT Share

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felipe Cavalcante moderou esse painel que teve participação de Juan Ignacio Rodriguez e Howard Nusbaum

Direto de Foz do Iguaçu (PR) – Terminou agora a pouco o painel “A experiência internacional do turismo compartilhado: lições, rumos e perspectivas” na grade de programação da 7ª edição do ADIT Share, o maior seminário de Turismo Compartilhado do País, que iniciou hoje de manhã no Wish Resort Golf Convention Foz do Iguaçu. Quem moderou esse painel foi Felipe Cavalcante, que agora é ex-Presidente da ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico no Brasil e contou com a participação de: Howard Nusbaum que é Presidente Emérito da ARDA – American Resort Development Association e Juan Ignácio Rodriguez que é Presidente da AMDETUR – Asociación Mexicana de Desarrolladores Turísticos e também CEO da RCI para América Latina.

Uma homenagem ao ex-Ceo da RCI na América Latina, Ricardo Montaldan foi feita antes do início desse painel

Nusbaum começou sua participação dizendo que Brasil e Índia sempre foram as grandes apostas dele no crescimento da indústria de turismo compartilhado no mundo, mas antes lembrou que.  A Arda é uma entidade de 50 anos e tivemos um papel importante no  desenvolvimento dessas indústrias nos Estados Unidos para desenvolvedores de resorts e uso de imóveis para lazer. “Fazemos muita pesquisa de mercado e a mais recente foi em 2015 e apontou que indústria de tempo compartilhado e da multipropriedade tinha investimentos de US$ 20 bilhões nos Estados Unidos e México. Estou com uma expectativa otimista em ver a pesquisa de 2020 que certamente aumentará ainda mais esses números.  Vocês no Brasil ainda estão no começo dessas indústrias e podem corrigir as falhas que cometemos”, disse Nusbaum.

Juan Ignácio Rodriguez: “As leis começaram a dar proteção ao consumidor, o empresário passou a ter um plano com segurança jurídica e marcos para criar novas relações”

Juan Ignácio disse que há 20 anos atrás indagava como pode um pais de grande potencial turístico como o Brasil ainda não ter explorado sua total capacidade, mas em 2007 essa realidade começou a ganhar forma. “As leis começaram a dar proteção ao consumidor, o empresário passou a ter um plano com segurança jurídica e marcos para criar novas relações. Tempo atrás tivemos muitos problemas em razão dessa indústria não ter sido regulamentada, mas hoje o cenário é outro”, disse Rodriguez.

Compartilhar produtos

Segundo ele, a associação que ele preside no México aponta cerca US$ 5 bilhões de investimentos ao ano e ele dá algumas dicas. “Temos que começar a conhecer nosso cliente primeiro e a segunda é compartilhar com diferentes países. No México por exemplo, já tem produtos similares. Resgatar todos os produtos mistos e colocar tudo na mesma mesa é uma boa solução”.

Howard Nusbaum: ““Na Europa essa indústria não tem regulamentação em vários países”

Nusbaum disse que manter o cliente no centro da atenção é a boa dica do negócio e comparou a indústria de tempo compartilhado dos Estados e da Europa. “Na Europa essa indústria não tem regulamentação em vários países e na França, por exemplo, é ilegal por diretiva da Comunidade Econômica Europeia. Enquanto esse produto alavanca US$400 milhões em vendas ao ano na Europa, nos Estados Unidos são US$ 10 bilhões e US$ 5 bilhões no México e um dos segredos é que temos garantias financeiras e o produto é seguro.  Na Europa pensaram na regulamentação do setor, mas até então isso não foi feito. Legislação é importante, por que as pessoas não compram esse produto se não souber que existe legislação e segurança por trás”, assegurou.

Práticas criminosas no mercado

A revenda das frações adquiridas foram debatidas por eles, mas Rodriguez se ateve a abordar as práticas ilegais que ocorrem no México. “É necessário que se tenha segurança na comercialização dos produtos nas salas de vendas e evitar que os dados possam ser usados para práticas criminosas. Como indústria representativa do setor, temos que combater essa prática e existe uma ainda pior. Trocar bases de dados por baixo da mesa, ou seja de forma ilegal.  Os negócios feitos de forma clandestina já fazem parte de organizações criminosas que agem no México, mas estamos perseguindo esses grupos que oferecem vantagens indevidas e que envolve muitos milhões de dólares. É necessário ter uma proteção grande na base de dados dos clientes para se evitar essas práticas ilegais que é necessário que o Brasil se atente.

Assegurar que o banco de dados dos clientes não caia nas mãos de criminosos para Nusbaum é de extrema importância e segundo ele já tem iniciativas para combater esses crimes nos Estados Unidos. Outra questão que ele apontou é a preocupação em vender para pessoal certa e evitar distratos. “Temos casos de pessoas com 80 anos de idades nos Estados Unidos que compraram produtos com muitos anos em contrato em razão das promessas feitas. Menos de 10% das vendas são canceladas nos Estados Unidos, mas isso depende do produto e do que está sendo ofertado. É necessário monitorar muito bem as vendas”, disse Nusbaum. “Temos que ficar atentos com as vendas que são feitas de forma agressiva, pois temos que garantir a satisfação maior do cliente. No México temos cancelamento entre 15 a 20% de cancelamento, mas depende também muito do produto e da empresa que está ofertando. No México não é proibido vender com promessa de retorno ao investimento, ao contrário do Brasil”, concluiu Rodriguez e Nusbaum disse que nos Estados Unidos não se pode vender como investimento, pois as leis são rígidas.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Foz do Iguaçu para cobrir esse evento em razão da parceria com a ADIT Brasil e se hospeda no hotel Nacional Inn.

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