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Estudo de multipropriedade é lançado na 7ª edição do ADIT Share

O setor de multipropriedades lançou, em seis anos, cerca de R$ 22,3 bilhões de Valor Geral de Vendas, estimando-se que R$ 11,5 bilhões foram absorvidos

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Alexandre Mota, Consultor da Caio Calfat Real Estate Consulting , é que fez a apresentação desse estudo

Direto de Foz do Iguaçu (PR) – Acaba de ser lançado na 7ª edição do ADIT Share, o maior seminário de Turismo Compartilhado do País, que iniciou hoje de manhã no Wish Resort Golf Convention Foz do Iguaçu, o estudo que revela o cenário do desenvolvimento de multipropriedades no Brasil. Esse estudo foi divulgado com exclusividade na edição de junho da Revista Hotéis e faz parte de uma grande reportagem da indústria de multipropriedade no Brasil. Quem elaborou esse estudo foi a Caio Calfat Real Estate Consulting junto aos agentes de multipropriedade do setor e teve a participação do Consultor Alexandre Mota. Segundo ele, o potencial desse setor de multipropriedade no Brasil mudou muitos nos últimos anos e deverá crescer muito nos próximos anos. Esse estudo é fruto do cruzamento de informações do Banco de Dados da Caio Calfat Real Estate Consulting e de pesquisa junto aos agentes ligados ao setor de multipropriedades. Para a edição de 2019 foram destacados e considerados os empreendimentos que obedecem aos seguintes critérios:

– Em construção: Empreendimentos que possuam site de divulgação, fotos ou informações atualizadas do andamento da obra.

– Pronto: Empreendimentos que adotaram o sistema de fracionamento e que se encontram em operação.

– Em Lançamento: Empreendimentos lançados ao mercado via site oficial ou divulgação, porém sem nenhuma informação divulgada sobre obra iniciada

Em relação aos empreendimentos listados em 2018, na atual listagem foram desconsiderados oito projetos que não foram mencionados por nenhuma fonte e nem localizados em pesquisa secundária.

Caio Calfat lançando o estudo

Início dos investimentos

Em 2013, foram registrados os primeiros lançamentos de multipropriedade no Brasil. “Atingir 92 empreendimentos seis anos depois, cobrindo 45 cidades em 16 estados, é um feito considerável para qualquer modelo de negócio, ainda mais sendo um produto supérfluo, inédito em termos d conceito e que nesse mesmo período assistiu a profunda recessão econômica e a maior crise da história de nosso setor imobiliário”, enfatiza Caio Calfat.

Esse estudo mercadológico feito pela consultoria de Caio Calfat

Olhando o histórico do mercado, já se pode verificar nessa pesquisa como o produto se modificou ao longo do tempo, principalmente na área privativa e no tempo de uso das cotas ofertadas em porções menores atualmente das ofertadas pelos pioneiros do mercado. A pesquisa desse ano aponta para a evolução da multipropriedade como negócio e como produto.

Quanto ao produto, foram identificadas várias alterações nas características gerais dos empreendimentos mais novos em relação aos já entregues, o que sinaliza crescimento e aprendizado do setor. Em relação ao negócio, verificamos movimentos de consolidação e fragmentação no setor, com empresas e profissionais buscando seu correto posicionamento nesse mercado, de modo a oferecer melhores soluções para o mercado nas áreas em que empreendem, outro sinal de amadurecimento do setor.

Em termos geográficos, a multipropriedade atingiu novos destinos, principalmente regionais. Ao todo, 45 cidades abrigam empreendimentos, contra 39 em 2018. As novas cidades surgem como uma etapa natural de um mercado em expansão, que cresce a partir do esgotamento das oportunidades nas tradicionais localidades pioneiras da multipropriedade.

Um negócio de R$ 22,3 bilhões

O setor de multipropriedades lançou, em seis anos, cerca de R$ 22,3 bilhões de Valor Geral de Vendas, estimando-se que R$ 11,5 bilhões foram absorvidos. Há cerca de 219 mil programas de multipropriedade a serem vendidos nos 92 empreendimentos listados nesse ano e, se considerarmos uma taxa de conversão de vendas de 20% a 25%, concluímos que cerca de um milhão de famílias precisam entrar em salas de vendas para dar conta desse estoque. Se considerarmos esse montante de pessoas para as 45 cidades que abrigam projetos em andamento, pode-se imaginar o tamanho do desafio que há pela frente, uma vez que a expansão de cidades pulveriza esforços de vendas e necessita de um fluxo consistente e relevante em cada destino.

O modelo de multipropriedade com duas semanas de uso é o que se estabeleceu praticamente como padrão no mercado. As famílias com crianças continuam sendo o público majoritariamente esse tipo de produto; pela idade média dos compradores, temos famílias com crianças pequenas.

A faixa etária que concentra cerca de 64% das vendas é a de 36 a 45 anos. Quanto ao processo de vendas, verifica-se que os gastos com propaganda e marketing continuam altos frente ao modelo convencional de venda imobiliária, contudo mais baixos em comparação às primeiras operações registradas, que relatavam gastos acima de 35% do Valor Geral de Vendas.

Pelos dados obtidos, os gastos com marketing e vendas não superam 22% do Valor Geral de Vendas, atualmente.

Em relação à velocidade de vendas, 400 frações por trimestre foram vendidas neste ano, contra 530 em 2018. Podemos interpretar este dado de diversas maneiras: a partir do aumento de custo da semana, ou da percepção de saturação de alguns destinos, ou da menor capacidade de captação de alguns dos novos destinos – de perfil regional – em relação aos destinos tradicionais e melhor estruturados.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Foz do Iguaçu para cobrir esse evento em razão da parceria com a ADIT Brasil e se hospeda no hotel Nacional Inn.

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