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Érica Drumond resgata a Hotelaria Essencial

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A Vert Hotéis iniciou as atividades no ano passado baseada na sustentabilidade e para resgatar a Hotelaria Essencial, já possui 14 hotéis em construção e pretende ter 90 unidades em 15 anos. Para isto aposta na parceria com a Wyndham, o maior grupo hoteleiro do mundo, que possui mais de 890 hotéis e 120 mil quartos em 25 países e 8 milhões de clientes fidelizados.
A prioridade de crescimento no Brasil são as cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, com o posicionamento da Bandeira Ramada Encore nas principais cidades do Brasil e desenvolvimento das Bandeiras Ramada Suítes e  Ramada Plaza nas principais capitais e grandes cidades, embora nossa prioridade seja São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, queremos estar em outras capitais como Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Vitória e Goiânia, por exemplo, e cidades de porte médio para cima.
Confira a seguir nesta entrevista exclusiva com Érica Drumond, presidente da Vert Hotéis os planos de crescimento e consolidação da rede no Brasil.

Revista Hotéis —  Em seu curriculum consta passagem no comando do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, na Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais, na diretoria da Associação Comercial de Minas Gerais e do Instituto Estrada Real. Nos últimos quatro anos foi Secretária de Estado de Turismo do governo Aécio Neves e continua a frente do conselho Gestor da empresa de promoçao e Turismo do estado de Minas Gerais. O que a motiva a enfrentar estes importantes desafios?
Érica Drumond — O que me motiva é o meu espírito associativo e por acreditar que um destino não é feito de uma ou duas empresas, mas sim de várias, digo isso no sentido de divulgar, de promover as empresas privadas e os atrativos culturais e naturais dos destinos, mudando o entendimento de que a concorrência não é local e sim global.
 
Revista Hotéis —  Quais foram as principais conquistas que teve no comando da secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais no governo Aécio Neves. Houve alguma ação ou projeto que não conseguiu realizar? 
Érica Drumond — A comunicação no estado de Minas Gerais culturalmente ainda é voltada para dentro do estado nos pormovendo internamente e aumentando positivamente os números do turismo dentro do próprio estado. Mas foi muito difícil e acredito que não imprimimos da maneira que gostariamos, uma comunição em geral para fora do estado atingindo todos os brasileiros de forma agressiva e também países estratégicos para o País e para Minas como a França e Portugal. Realizamos muitos projetos que deram visibilidade aos destinos mineiros, para envolvermos os 853 municípios e  seus prefeitos a desenvolverem políticas públicas em seus municípios, implantamos o ICMS turístico que levará muitos destinos a políticas de resultados e consequentemente aumento da renda local.
 
Revista Hotéis —  Você era considerada nome certo para permanecer a frente desta secretaria no governo de Antônio Anastásia. Porque optou em não permanecer no cargo? Deu por completa mais esta missão no setor público ou ainda pretende exercer algum outro cargo público?
Érica Drumond — Nunca uma missão se completa, principalmente  no setor público, porque a demanda é sempre maior do que o governo tem condições de atender. Sou empreededora, empresária e assim trabalhei e fui vista  dentro do setor público. Se optasse em continuar contribuindo com o governo dentro do governo, seria uma opcão de continuar minha carreira no setor público e ficaria difícil voltar ao mundo privado. Me orgulho pela oportunidade que tive junto aos Governadores Anastasia e Aécio em um completo mandato de quatro anos, mas sai do governo de forma harmoniosa e acreditando que posso ajudar mais no mundo privado do que no público é maravilhoso. Tenho vontade e a disponibilidade de continuar ajudando ao governo mesmo fora dele na geração emprego e renda.
 
Revista Hotéis —  Você dirige a rede de hotéis Ouro Minas, um nome forte e consolidado em Minas Gerais. Porque preferiu lançar uma nova rede hoteleira em detrimento a expansão da rede já existente?
Érica Drumond— A Marca Ouro Minas é uma marca super luxo e o mercado hora está muito mais aquecido para hotéis econômicos, além disso quero competir com os grandes players mundiais necessitando assim de uma marca que pudesse ter níveis de categorias que não fosse somente a de hotéis super luxo, que é o Grupo Wyndham com foco na marca Ramada em suas categorias Plaza, Hotel e Encore.
 
Revista Hotéis —  A Vert Hotéis surgiu com quais objetivos e quais são os diferenciais que ela apresenta?
Érica Drumond — A Vert Hotéis surgiu pelo momento aquecido do mercado/segmento, pela carência do segmento, que cada vez mais buscam parceiros inovadores. Oferecemos um posicionamento diferente alem do padrão de serviços que encontramos no mercado. O nosso principal pilar é a sustentabilidade e desejamos resgatar a Hotelaria Essencial, para que as pessoas se sintam melhores, mais produtivas e aproveitem a vida dentro e fora dos nosso hotéis. Para a Vert a Hotelaria Essencial é bem-estar, conforto, atenção, segurança, conectividade e sustentabilidade.  Vislumbramos uma oportunidade de nos posicionar de forma diferente, resgatando o essencial da hotelaria com a distribuiçao do maior grupo hoteleiro do mundo com 8000 hotéis.
 
Revista Hotéis —  Como foi selada a parceria com a  Wyndham, o maior grupo hoteleiro do mundo. Quanto tempo durou às negociações e como atendeu às exigências desta Rede?
Érica Drumond — As negociações duraram apenas um ano por que tivemos muita sinergia. O nosso posicionamento citado acima, com certeza ajudou muito para selarmos o acordo. Um dos pontos chave foi a questão da sustentabilidade. A Wyndham possui políticas e programas super avançados em relação a sustentabilidade dentro dos hotéis e nos seus escritórios executivos. Existe um departamento exclusivo que cuida desse assunto tão importante (www.wyndhamgreen.com). Nós também possuímos esse foco e nosso departamento sustentável já iniciou o intercâmbio de informações para nos tornarmos em breve referência em sustentabilidade. Com certeza o outro ponto importante foi nosso planejamento de crescimento da Vert que apresentou-se em consonância com os desejos de expansão do grupo americano no Brasil. Temos um grande desafio pela frente, mas acreditamos muito nessa parceria, pois o maior grupo hoteleiro do mundo, com mais de 8 milhões de clientes fidelizados, pode agregar muito ao nosso mercado!
 
Revista Hotéis —  A Vert Hotéis pode representar as 12 marcas da  Wyndham  no Brasil? Quais as marcas que pretendem desenvolver hotéis e em que categoria?
Érica Drumond — Podemos, mas decidimos desenvolver a marca Ramada para que exista um foco, pois trata-se de uma fase inicial e devemos tomar todo cuidado para as marcas sejam percebidas e estejam no Brasil, mantendo sua grande referência internacional de serviços no segmento. A marca Ramada é consolidada no EUA e está a sete anos em franca expansão internacional. Hoje possuímos mais de 890 hotéis e 120 mil quartos em 25 países. Acreditamos que a Marca se encaixa perfeitamente ao perfil do mercado Brasileiro, pois a marca possui posicionamento para mercado upscale (Ramada Plaza), midscale (Ramada Hotel) e econômico (Ramada Encore). Temos excelentes marcas para os três segmento, em especial o segmento econômico, pois o Ramada Encore é uma hotel que oferece inovação e estilo!

Revista Hotéis —  Os padrões para desenvolver as marcas Wyndham no Brasil serão os mesmos mundiais?
Érica Drumond — Com a responsabilidade de desenvolver as marcas da Wyndham no Brasil, traremos cada marca bem definida dentro do Brasil, os padrões aqui serão mais rígidos para que a percepção de cada categoria seja uma experiência especial na estadia de nossos hóspedes, faremos de tudo para sermos lembrados positivamente pelos nossos clientes!
 
Revista Hotéis —  O que a motiva acreditar que conseguirá alcançar o objetivo de ter 90 hotéis no Brasil nos próximos 15 anos? Quais os critérios que já definiram neste crescimento?
Érica Drumond — Todos gostam de inovação e novidades. Nós trouxemos o novo e o maior em numero de hotéis e em posições de distribuição pelo mundo. Já nascemos com 14 hotéis em construção, número que muitas empresas levaram até uma década para se desenvolverem.  Nada substitui o potencial de vendas, a força da marca e a qualidade dos serviços alinhados a tarifas coerentes são as ferramentas que definirão nosso crescimento.
      Nossos investimentos estão ligados ao desempenho da economia brasileira, apostamos num crescimento intimamente ligado ao PIB do País, das regiões, dos estados e claro, das cidades. Isso quer dizer, na nossa opinião, um crescimento de 30% até 2015. São Paulo, por exemplo, precisará de algo em torno de 5.000 leitos, no mínimo, para atender o gargalo atual e a demanda futura.
      Nossa prioridade são as cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, com o posicionamento da Bandeira Ramada Encore nas principais cidades do Brasil e desenvolvimento das Bandeiras Ramada Suítes e  Ramada Plaza nas principais capitais e grandes cidades, embora nossa prioridade seja São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, queremos estar em outras capitais como Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Vitória e Goiânia, por exemplo, e cidades de porte médio para cima.
 
Revista Hotéis —  Haverá algum recurso próprio ou serão captados no mercado de investidores?
Érica Drumond — Serão em sua grande maioria captados no mercado de investidores, fundo de investimentos e etc. Estamos buscando investidores – famílias, fundos, grupos – e incorporadores dispostos a analisar nosso plano de negócios, para acelerar o desenvolvimento da Vert que é fantástico: 14 hotéis em um ano de vida, o 15º a ser anunciado dentro de poucos dias e outros seis em fase avançada de negociação.
 
Revista Hotéis —  A Vert Hotéis criou as marcas próprias, Sentido, E.Suítes e Ícone. Como serão desenvolvidas estas marcas?
Érica Drumond — Nossas marcas foram criadas antes da parceria com a Wyndham. Nos já havíamos iniciado o desenvolvimento dessas marcas, com um foco maior no estado de Minas Gerais. O planejamento de desenvolvimento dessas marcas está em paralelo com as marcas Ramada. As marcas também atendem os três segmentos da hotelaria, upscale, midscale e econômico, respectivamente e com maiores possibilidade de crescimento em mercados de médio e pequeno porte onde não detectamos a capacidade e necessidade de implantação das marcas internacionais. Todo esse processo é elaborado em parceria com os investidores e buscamos oferecer a melhor opção de marca x retorno de investimento.  A parceria com a Wyndham irá nos ajudar também no melhor posicionamento dessas marcas, pois faremos um intercâmbio da expertise internacional com a vivência local.
 
Revista Hotéis —  Como você analisa o atual momento da hotelaria brasileira e como enxerga ela nos próximos anos?
Érica Drumond — O momento atual é de muito crescimento e também de competitividade, não basta somente crescer porque o mercado está propício é necessário estudo de mercado, força de vendas, padrões de atendimento e acima de tudo credibilidade.
 

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