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Entrevista com Gilberto Cordeiro o timoneiro da Bristol Hotéis & Resorts

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Diante das oportunidades existentes no mercado hoteleiro brasileiro, a administradora paranaense Bristol Hotéis & Resorts está com uma estratégia bastante agressiva de crescimento. Prevê colocar em operação nos próximos anos 1.335 unidades habitacionais em destinos significativos como Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo. Com isto a administradora se consolida ainda mais no mercado e pretende alcançar novos voos em breve com o lançamento de franquias.

 

O trabalho de conceituação das marcas já está pronto assim como o treinamento  das equipes e visitas a ABF — Associação Brasileira de Franchising, transferência de know how e elaboração de contratos. Serão utilizadas as bandeiras Flexy, Multy e Dobly para implantar nos seguintes destinos: Brasília (DF), Rio de Janeiro, Recife (PE), Salvador (BA), Cuiabá (MT), São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP), Vitória (ES).

 

Quem está por trás da expansão da Bristol Hotéis & Resorts é o Diretor de desenvolvimento e marketing, Gilberto Cordeiro que aguarda a consolidação da administradora no Brasil para analisar a expansão internacional. Confira abaixo os detalhes a seguir desta entrevista exclusiva e conheça maiores detalhes dos planos da Bristol Hotéis & Resorts nos próximos anos.
 

Revista Hotéis — Como você analisa o atual momento da hotelaria brasileira? A hora é de investir? 
Gilberto Codeiro —  A indústria hoteleira brasileira vive um dos seus melhores momentos ao observarmos os índices de crescimento da diária média (DM) de 17,3976%, taxa de ocupação (TO) redução de 4,1635%, Receita por apartamento (Revpar) com crescimento de 12,5009%  comparando-se o primeiro quadrimestre de 2012 com 2011. Evidentemente que alguns poderão arguir que auferimos uma taxa de ocupação 64,22% (quadrimestre 2012) contra 67,01% (quadrimestre de 2011) registrada em consequência do alinhamento das diárias médias em algumas regiões do território nacional como Sudeste, ou seja, substituiu-se de TO por DM. O momento de investimento na hoteleira nacional calcado em Estudos de Viabilidade Econômica aliado a uma regular operação mostra-se como excelente ativo para se investir, visto que no momento os investidores de ativos financeiros estão se inserindo neste mercado como subterfúgio as baixas remunerações de mercado. O pay back e roi atrativos estão sendo atrativos a estes Investidores.
 

Revista Hotéis  — Existe carência em alguma região no Brasil em que a hotelaria não está preparada para receber o contínuo fluxo de turismo?
Gilberto Codeiro —  Normalmente a indústria hoteleira permea os investimentos em grandes capitais, foco de segurança e baixo nível de risco dos investimentos pelo volume de demanda, mas ao estudarmos o processo de interiorização da hoteleira, identificamos por estudo e presença face to face que cidades atendidas pelo PAC — Plano de Aceleração do Crescimento e por desenvolvimento de infraestrutura merecem empreendimentos, vejamos: Altamira (PA), Paruapebas, Dourados (MS), concebem e nos proporcionam relevante taxa de retorno se comparado a outros destinos. Este processo esta acostado no turismo de negócios.
 

Revista Hotéis — Como você analisa a superoferta que alguns especialistas estão prevendo para os próximos anos no Brasil. Haverá realmente?
Gilberto Codeiro —  A minha expertise no assunto e vivência profissional me ensinou que em nosso mercado sempre praticou-se uma grande discrepância entre pretensões x realizações, ou seja, a nossa cultura é de difundir muito e realizar pouco. Recomendo a todos que estudem destino x destino, o propalado investimentos x executados. Creio que não haverá todo este volume de investimentos proferido porque existem muitas pessoas do meio que divulgam investimentos pelo verdadeiro investidor que com maior reflexão e assessoria optam por outros ativos.
 

Revista Hotéis — Especificamente em Belo Horizonte, os estudos mercadológicos apontam que esta é uma cidade com alto risco de investimento hoteleiro nos próximos anos, assim como Cuiabá e Manaus (AM). Isto preocupa em relação a performance das três unidades da Bristol que vão entrar em operação no próximo ano em Belo Horizonte?
Gilberto Codeiro —  Risco para quem? Para os que estão chegando ou para os existentes? Estamos tratando de um destino que durante anos não sofreu investimentos em retrofit remetendo os empreendimentos a uma senilidade com práticas de diárias evolutivas de mercado. Certamente os empreendimentos senilizados irão sofrer com a migração do fluxo de demanda para os equipamentos modernos, conceituados, ecologicamente corretos e de Rede com forte penetração na conversão de demanda na ponta e não no destino. Por outro lado vejamos:
O mercado de Belo Horizonte anunciou 50 empreendimentos , sendo que dois estão em operação (304 uhs), 22 estão em curso (4.597 uhs), 20 estão paralisados ( 3.749 uhs) e seis não foram iniciados (1.184 uhs).
No caso Bristol, elaboração de um consistente estudo em análise local e viabilidade econômica, remetendo-nos a implantação das bandeiras Flexy e Multy por ausência de opção frontal ao Mineirão e Mineirinho, ou seja, teremos a nossa frente dois gigantes geradores de demanda espontânea e também pela demanda coporativa para a região.
No que concerne ao Bairro de Buritis, inexistia no início de nossos estudos qualquer proposta edificatória para um Hotel Midscale e o mercado apontava a necessidade de um Hotel, tanto que na atualidade outra grande bandeira já edificando uma unidade.
 

Revista Hotéis — Como a Bristol Hotéis & Resorts está posicionada hoje no mercado e quais os critérios que adotam para administrar um empreendimento?
Gilberto Codeiro —  Os critérios fundamentais na inserção e edificação de um empreendimento Bristol está condicionado ao Pay Back e ROI, fatores estimulantes e impeditivos para seguirmos com o projeto. Seguindo aos fatores expostos temos a análise dos fatores de risco do negócio, mão de obra qualificada e etc. Esta Bristol encontra-se posicionada entre as principais bandeiras do mercado segundo as estatísticas anualmente anunciadas, posição esta galgada há seis anos e sempre crescente.
 

Revista Hotéis  — O que difere a Bristol Hotéis & Resorts das demais administradoras hoteleiras no Brasil?
Gilberto Codeiro —  Proferirmos discrepância entre a Bristol e as demais administradoras do mercado e muito difícil porque indubitavelmente a questão no remete a conhecer em profundidade os fatores positivos e negativos de cada uma. Quero tão somente explicitar um pouco do que aprendemos e exercemos acostados no retorno de nossos Investidores como:
— Absoluta transparência na condução do empreendimentos;
— Linha direta de comunicação com os Investidores;
— Sermos empáticos com os desejos e forma dos nossos Investidores;
— Proporcionar crescimento na valorização patrimonial e distribuir resultados mensalmente de forma crescente;
— Conservar e atualizar os empreendimentos como se fosse nosso. 

 

Revista Hotéis — Como a Bristol Hotéis & Resorts lida com a pressão dos investidores por resultados? 
Gilberto Codeiro —  Os indicativos de retorno aliado a boa escolha do destino afirmam que sim! Procuramos lidar com envolvimento e profundo comprometimento de forma a auferir os resultados desejados como passaporte de nossa capacidade!

 

Revista Hotéis  — Qual é a perspectiva de crescimento da Bristol Hotéis & Resorts para os próximos anos? Como se encontram os investimentos e onde vão ocorrer?
Gilberto Codeiro —  Prefiro ser afirmativo em nosso crescimento e oferecendo os dados suportados nos contratos formalizados e registrados: Entrou em operação no mês de junho o Bristol Zaniboni – Flexy Category em Mogi Mirim – SP com ( 68 uhs ) e o Bristol Portal do Iguaçu – Multy Category – Curitiba – PR com (136 uhs) e Centro de convenções para 350 convivas.
Em fase de construção com calendário de disponibilidade de término e entrada em operação até março de 2015 estão: Bristol Corporate W Office – Multy Category – Tatuapé – SP – Empreendimento Multiuso com 200 ( uhs ) 1.000 vagas de garagem, 128 Salas Comerciais, 23 Lajes Comerciais com 514 m² e 10 Lojas. Serão 50 mil m² na frente do Shopping Tatuapé;
Bristol Corporate Dowtown – Flexy Category – Foz do Iguaçu – PR, 168 uhs, 140 Salas Comerciais e 36 mil m²; Bristol Terramare – Dobly Category – Guapé – MG, 190 uhs, Marina, Hípica, Open Mall, Aeródromo e etc; Bristol Skalla – Multy Category – Belo Horizonte – MG com 86 unidades habitacionais; Bristol Golden Towers – Sthay Category – Juazeiro do Norte – CE com 238 unidades habitacionais; Bristol Horizonte – Multy Category – Belo Horizonte ( Buritis ) com 195 unidades habitacionais; Bristol Arena – Flexy Category – Belo Horizonte (Pampulha ) com 68 unidades habitacionais; Bristol Lago das Pedras – Dobly Category – Apucarana – PR ( resort com 190 uhs ).
Serão adicionados 1.335 na oferta Bristol em destinos significativos.
 

Revista Hotéis — A franquia hoteleira tem sido hoje em dia uma importante alavanca de expansão de várias redes hoteleiras no Brasil. A Bristol Hotéis & Resorts pretende adotá-la? De que forma?
Gilberto Codeiro —  Este é o novo desafio, nele já investimentos dois anos de trabalho em conceituação, treinamentos visitas a ABF — Associação Brasileira de Franchising, compatibilidade de necessidade, transferência know how, COF e contratos. Treinamos a equipe Bristol que tratará deste segmento nos cursos da ABF e esperamos termos o nosso cadastro de associado aprovado em 60 dias.
Com o cumprimento destas necessidades a Bristol seguirá o seu ambicioso planejamento estratégico de implantar as suas bandeiras (Flexy, Multy e Dobly) nos seguintes destinos: Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Cuiabá, São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Vitória ).
 

Revista Hotéis  — A Bristol pretende se expandir para o exterior ou mesmo administrar bandeiras internacionais no Brasil?
Gilberto Codeiro —  A Bristol mantém-se com o propósito de cumprir com o seu papel de expansão de forma consolidada no Brasil! A possibilidade de expansão internacional necessariamente deverá aguardar o cumprimento deste papel.
 

Revista Hotéis  — O sonho da maioria das administradoras hoteleiras é ter um unidade na cidade do Rio de Janeiro. Além deste destino, existe algum outro no Brasil que deseja ter uma unidade?
Gilberto Codeiro —  Administrar destinos com níveis de demanda e diária média do Rio de Janeiro é o sonho de todas! Ficaríamos contentes também com os destinos de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Brasília, Cuiabá e Recife!

 

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