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Ecoturismo como fator de desenvolvimento

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O ecoturismo constitui-se como um fenômeno característico do final do século XX e, como tudo indica, se fortalecerá no século XXI. Este fenômeno tem sua base de evolução solidificada no aumento da viagem aérea a jato, na grande popularidade dos documentos televisivos sobre a natureza e sobre viagens e pelo interesse crescente nas questões relacionadas à conservação e ao meio ambiente. Podemos afirmar que, como nunca antes, turistas visitam parques e reservas no mundo e estão encarando essa experiência como uma forma de conhecer e apreciar o meio ambiente natural.
Embora o turismo, relacionado com a história natural sempre tenha existido, foi a partir de 1980 que se registrou um aumento considerável de viagens com fins de conservação dos recursos da área natural. Hoje, uma quantidade, cada vez maior de turistas, visita as regiões mais remotas da terra. As iniciativas e experiências sobre ecoturismo, no mundo, são limitadas e bem localizadas. Somente alguns países acreditaram e investiram nesta modalidade de turismo, destacando-se a Costa Rica, o Belize, a Guatemala e o Quênia.
O ecoturismo é uma atividade sustentável que se preocupar com a preservação do patrimônio natural e cultural, diferente, portanto, do turismo convencional. Esta sendo uma tendência mundial em crescimento e responde a várias demandas, surgiu como um meio de alcançar o desenvolvimento sustentável das regiões que ainda hoje apresentam importantes conjuntos naturais, de grande valor ecológico e paisagístico e como estratégia de conservação de culturas tradicionais. Portanto, ecoturismo não contém um fim em si, não existe para desenvolver-se a si mesmo, mas sim para possibilitar a inserção destas ditas regiões que, comumente, foram afastadas do desenvolvimento regional. Ocorre que as prioridades de conservação da natureza e das culturas locais não vêm sendo minimamente atendidas pelo vertiginoso crescimento dessa atividade. Na experiência prática, o potencial transformador, que o contato direto com a natureza pode proporcionar, tem sido desperdiçado.
Sendo assim, o ecoturismo é uma forma de se praticar o eco-desenvolvimento, pois representa um meio prático e efetivo de atrair melhorias sociais e econômicas para todos os países sendo um poderoso instrumento para a conservação das heranças naturais e culturais pelo mundo. Observamos assim duas vertentes de interesse pelo ecoturismo, uma ligada à geração de renda e divisas e outra ao cunho social (conseqüência da primeira e relacionada à melhoria das condições de vida e de comunidades tradicionais ou populações de pequenas vilas e cidades no que diz respeito a alternativas de renda por oferta de emprego e ocupação), conceitua o ecoturismo como sendo a viagem para áreas naturais com o objetivo de estudar e admirar o cenário, a flora, a fauna e as manifestações culturais do passado e presente.
Os benefícios locais gerados pelo ecoturismo serão maximizados. Utilizando o exemplo de uma pousada o objetivo seria: desenvolver o turismo que maximiza os gastos na pousada (aumento da receita bruta); desenvolver programas que promovam a propriedade local e a administração local da pousada (aumento dos benefícios diretos para cada ‘real’ de receita bruta); desenvolver fortes elos entre a pousada e a população local; financiar programas que ajudem a população local a fornecer produtos que a pousada ainda importa de outras regiões (redução de dispersão e aumento dos benefícios indiretos).
As características que a prática do ecoturismo promove são:
I – Operar de acordo com critérios de mínimo impacto para ser uma ferramenta de proteção e conservação ambiental e cultural;
II – Desenvolver e promover turismo com bases cultural e ecologicamente sustentáveis;
III – Promover e incentivar investimentos em conservação dos recursos culturais e naturais utilizados;
IV – Fazer com que a conservação beneficie materialmente as comunidades envolvidas, pois somente servindo de fonte de renda alternativa, estas se tornarão aliadas de ações conservacionistas;
V – Aperfeiçoar e educar pessoas, por meio de participação, em atividades que possa perceber a importância de área natural e culturalmente conservada.

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