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Economista da XP Investimentos revela projeções para 2020 em palestra

Economista fez projeções sobre a economia em nível nacional e global

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Zeina Latif: "A reforma da previdência, que providenciará a contenção dos gastos públicos e o alicerce de uma taxa de juros mais equilibrada" (Foto: Hugo Okada)

Zeina Latif, Economista-chefe da XP Investimentos, subiu ao palco do II Fórum Nacional da Hotelaria, evento promovido pelo FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil em parceria com Valor Econômico e Época nesta segunda-feira, dia 9 de setembro, no Centro de Convenções Pullman e Grand Mercure Vila Olímpia, em São Paulo, para a apresentação da palestra “Como será o Brasil em 2020?”, onde revelou para a platéia projeções para a economia no próximo ano. O Fórum Nacional de Hotelaria neste ano teve como tema principal, “A Hospitalidade na era da disrupção”.

Segundo Zeina, “Passamos por testes de maturidade. Veja a Argentina por exemplo, que ainda não sabe para onde vai a taxa de câmbio, de juros, entre outros. No Brasil, temos a reforma da previdência, que providenciará a contenção dos gastos públicos e o alicerce de uma taxa de juros mais equilibrada. No entanto, aponto que não estaríamos onde estamos se não fosse o governo anterior, que já apontava o fim de uma carga tributária e da CPMF”, disse a economista na sua introdução.

Zeina Latif : “reforma permitirá a estabilização dos gastos da União com Previdência como proporção do PIB”

De acordo com a especialista, os riscos de uma taxa de juros de dois dígitos foram reduzidos. “Primeiro ponto sobre a reforma da previdência – em nível federal – é facilitar a aprovação pelos governadores para que não se mexa na constituição. A reforma permitirá a estabilização dos gastos da União com Previdência como proporção do PIB. Há uma preocupação com a situação de Estados e municípios”, explicou.

Slide da palestra de Zeina sobre a necessidade da reforma da previdência

A economista afirmou que é preciso encontrar formas de flexibilização de orçamento. “Isso depende muito de um diálogo com a sociedade. Precisamos flexibilizar regras com gastos com a educação e saúde. Outros ajustes serão necessários e não se terá dinheiro sobrando por algum tempo. Pouco vamos reduzir a carga tributária. Se tudo der certo, isso deve ocorrer em um futuro governo. Hoje não é possível”, observou.

Zeina concluiu sua apresentação destacando que a projeção é de melhora paulatina. “A previdência consolida um crescimento, um alicerce, mas a construção das paredes é uma outra agenda. Um mandato presidencial não vai resolver tudo. Precisamos mudar a complexidade das regras”, disse.

A economista também mostrou gráficos e falou sobre a improbabilidade de um acordo entre Estados Unidos e China. “Lembrando que essa questão comercial é só a ponta do iceberg na ‘guerra’ entre os dois países. Sabemos que a tecnologia é um dos impasses entre China e Estados Unidos. Isso deve desacelerar o desenvolvimento, criando impacto na economia global”, opinou.

O II Fórum Nacional de Hotelaria segue a sua programação até as 18h30 desta segunda-feira com debates, palestras e painéis protagonizados por importantes nomes da hotelaria e do turismo no Brasil.

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