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Desafios na administração hoteleira em modelo de multipropriedade são debatidas

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O recém empossado Presidente da ADIT Brasil, Caio Calfat, foi o moderador desse painel

Direto de Foz do Iguaçu (PR) – Essa palestra aconteceu na 7ª edição do ADIT Share, o maior seminário de Turismo Compartilhado do País, que iniciou hoje de manhã no Wish Resort Golf Convention Foz do Iguaçu.  Caio Calfat, o recém empossado Presidente da ADIT Brasil, foi o moderador desse painel que contou com a participação de: Alexandre Zubaran, CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, Carolina Pinheiro, Vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Latam e Caribe da Wyndham Hotels & Resorts e Alessandro Luiz da Cunha, Gerente geral de Experiência Estratégica e Inovação do Grupo Aviva.

E eles começaram o painel respondendo quais são os desafios que a hotelaria enfrenta ao administrar um empreendimento de turismo compartilhado. Os painelistas alertaram para as diferenças entre a hotelaria tradicional e operação de multipropriedades. Para Carolina, apesar de realizar um sonho do hoteleiro, ter proprietários ao invés de hóspedes é um dos principais desafios. “Administrar um multipropriedade é um sonho para qualquer hoteleiro porque você já começa a operação com 50% de ocupação por causa dos proprietário. Mas tem que ficar bem claro para quem administra que eles são proprietários, não hóspedes. O que quer dizer que é o cliente que decide tudo. Se vai ocupar o apartamento em sua semana, se vai realizar um intercâmbio ou se deixará nas mãos da administração para locar”, enfatizou Carolina.

Para Zubaran, essa relação com o cliente é um dos principais desafios desse modelo de negócio. “Não tem como você enfrentar qualquer decisão do cliente, é necessário mais jogo de cintura. Tanto porque o hoteleiro sozinho não tem força para enfrentar milhares de proprietários se se mobilizarem”, disse. Já Carolina destacou que o primeiro passo para ter um bom relacionamento com os clientes é trabalhar para que frequentem o produto. “Em primeiro lugar temos que fazer com que usem para o que ele comprou, que é para férias. Em segundo lugar, incentivamos o intercâmbio de destinos e só em terceira importância, para locar. Multipropriedade é um produto de estilo de vida, não para rentabilidade”, enfatizou.

Outra questão levantada pelos convidados foi a diferença de perfil entre o hóspede proprietário e o hóspede tradicional. No intuito de evitar erros ao máximo, Cunha ressaltou que os donos das frações não podem ser tratados como um hóspede convencional. “Hotéis em modelos timeshare tem maior ocupação média e maior média de pessoas por quarto. No resorts Aviva, por exemplo, no média no convencional é 2,4 hóspedes por habitação, no timeshare isso aumenta para 3. Além disso, os proprietários se sentem em casa quando estão no empreendimento, se comportando de outra maneira. Isso deve ser levado em conta para firmar uma taxa de manutenção e evitar erros”, disse Cunha.

Para Zubaran finalizou o painel dizendo que atender bem os proprietários é importante que o hotel funcione para famílias. “Projete para que a estrutura e atendimento seja completamente família. Família não são quartos com duas camas queen size, porque aí não tem lugar para a avó, para o casal namorar. Assim como um check-out 11h da manhã, como o filho pequeno come? Na estrada? No lobby, com as malas? Multipropriedade é para as férias familiares e tem que ser completamente pensado para tal”, concluiu Zubaran.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Foz do Iguaçu para cobrir esse evento em razão da parceria com a ADIT Brasil e se hospeda no hotel Nacional Inn.

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