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Brazil GRI 2012 discute se investir em hotel é uma aposta segura

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Investindo em Hotéis – Aposta segura? Este foi o tema da palestra que aconteceu agora à pouco na 3ª edição do Brazil GRI 2012, que prossegue até amanhã (7/11), no Hotel InterContinental São Paulo, na capital paulista. O evento é promovido pela GRI – Global Real Estate Institute, reúne profissionais do setor imobiliário e hoteleiro de diversos países do mundo; e tem a Revista Hotéis como Media Partner. 

 

Participaram deste painel: Renato Rizzo, Presidente da Ivo Rizzo Incorporadora; Felipe Valle, CEO da Castelo Engenharia; Constantino Bittencourt da rede Fasano; Margarida Fraga da Brookfield Financial; Marcelo Abritta do Banco Modal; Roberto Amorim, Vice-presidente de Desenvolvimento e Aquisições da rede Starwood Hotels & Resorts; Patrick Mccudden da rede Hyatt Hotels; Andrew Miele, Gerente de Desenvolvimento da rede Four Seasons Hotels; e Francis Muûls, Vice-presidente de Desenvolvimento e Aquisições da Meridia Capital.

 

Entre os assuntos abordados pelos painelistas sobre investimentos hoteleiros foram: sazonalidade, incorporações, viabilidade e rentabilidade, crescimento da economia, hotéis-boutique, de luxo e econômico, e também sobre o desenvolvimento do condo-hotel no Brasil. Eles foram unanimes em dizer que o investidor primeiramente tem que fazer uma pesquisa de mercado para qualquer nicho do mercado hoteleiro e ter a ideia que o isto é há longo prazo. “O Brasil tem um mercado bem amplo para atender este mercado hoteleiro que está em franco crescimento, por isso que devemos sem dúvida nenhuma realizar esta pesquisa de mercado, detectar áreas inexploradas, e se são uma fonte rentável para o investimento hoteleiro. Além de entender como funciona a matemática do mercado brasileiro”, frisa Muûls.

 

Já os investimentos em condo-hotéis é um modelo ainda visto pelos painelistas como arriscado e mais como fundo imobiliário no Brasil, e que os investidores devem ver com cautela. “Vejo o condo-hotel como um pool no mercado hoteleiro brasileiro e um investimento em funding. O investidor que quer investir neste segmento tem que pesquisar muito e ficar atento a especulação do mercado”, destaca Rizzo.

 

Segundo Bittencourt um dos locais prósperos no país  na visão JHSF Construtora e que tem uma demanda reprimida por hotéis é ainda o eixo SP e RJ. “Também concordo com meus colegas painelistas que é essencial um estudo de mercado para se investir em hotelaria. Porém, o grande problema para viabilização para construir hotéis nesta região é a especulação imobiliária de terrenos e edificações, e a burocracia para incorporação devido a leis de zoneamento nestes dois estados”, pontua Bittencourt. “Mas vejo riscos em quem quer investir no Rio de Janeiro, principalmente na região da Barra da Tijuca”, complementa Amorim.

 

Na visão de Muûls ainda falta infraestrutura das cidades brasileiras, burocracia para financiamentos para o setor hoteleiro, e o crescimento da economia no Brasil nos próximos anos está muito nebuloso. “Apesar da estabilização da economia, acreditamos neste crescimento do PIB nos próximos, devido ao aumento do consumo interno, principalmente no turismo devido a nova classe média que tem emergido nos últimos anos. Vai faltar hotéis para atender esta demanda nos próximos. Vejo que isto é uma grande oportunidade para redes internacionais investirem no país”, enaltece Abritta. “Diversidade é essencial neste setor, e a tendência do mercado é que os hotéis façam parte de complexo multiuso (shoppings, residências, centro de eventos), para atrair esse público”, completa o executivo.

 

Em relação ao desenvolvimento de hotéis de luxo no Brasil ainda tem um custo muito caro e assusta os investidores estrangeiros enfatizam os painelistas. “Para a rede Four Seasons, 60% do custo da implantação de um hotel deste tipo, independente do país, é da compra do terreno. Queremos investir neste mercado no Brasil é um mercado promissor, porém o preço dos terrenos devido a especulação imobiliária afugenta nossos investidores”, conclui Miele. 

 

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