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Brasil entra na rota das companhias aéreas de baixo custo

Além da chilena Sky Airlines, a Norwegian, terceira maior da Europa, começa a vender passagens para o País. Embratur busca auxiliar a ampliação da malha aérea e na abertura da comercialização de novos voos

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Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil – Anac - liberou a companhia norueguesa com base no Reino Unido para fazer o transporte aéreo internacional regular de passageiro, carga e mala posta no Brasil - Foto: divulgação

A aérea low cost Norwegian começou no último dia 27 de novembro os primeiros voos ligando o Reino Unido ao Brasil, com uma rota direta entre Londres e Rio de Janeiro (RJ). As operações começarão a partir de 31 de março de 2019, com rotas às segundas, quartas, sextas-feiras e domingos.

Representantes da Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo – mantiveram, no decorrer do ano, contato com a cúpula da companhia norueguesa para ajudar na interlocução junto aos órgãos brasileiros. Para Teté Bezerra, Presidente do Instituto, a medida representa um importante passo na internacionalização do turismo brasileiro “e reforça a competitividade do turismo nacional, na medida em que permite a ampliação da oferta e a consequente redução do custo de passagens”, afirma.

Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil – Anac – liberou a companhia norueguesa com base no Reino Unido para fazer o transporte aéreo internacional regular de passageiro, carga e mala posta no Brasil. Desde outubro, a companhia Sky Airline, uma low cost chilena, opera voos de Santiago, no Chile, para Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis.

A Norwegian é a terceira maior entre as empresas aéreas de baixo custo da Europa, conhecidas como low cost. Além do Brasil, atualmente, a empresa oferece uma rede crescente de voos de longa distância entre Londres e 12 destinos populares nos Estados Unidos e na Argentina. “Essa é uma importante vitória para o setor, pois oferece melhores condições para que mais turistas – estrangeiros e brasileiros – viajem mais pelo Brasil. Ganham os consumidores, os destinos turísticos, a indústria de viagens e o País”, reforça a Presidente Teté Bezerra.

Durante as ações promovidas ao longo do ano, a Embratur priorizou o aumento de conectividade com as companhias aéreas estrangeiras. A agenda de reuniões e encontros teve como objetivo abrir portas para a inclusão de novos voos internacionais e a possibilidade de mais visitas de estrangeiros aos destinos turísticos brasileiros. As empresas aéreas de baixo custo são exemplos de como o Brasil está se abrindo para novas demandas.

Bjorn Kjos, CEO do grupo Norwegian, destacou que a empresa está construindo uma extensa rede global com o lançamento dos voos mais acessíveis entre Reino Unido e Brasil, disponibilizando valores de baixo custo a consumidores da América Latina. “Nossa nova rota no Rio de Janeiro quebra o monopólio dos voos diretos entre o Reino Unido e o Brasil, já que estamos comprometidos em reduzir as tarifas e tornar as viagens mais acessíveis para turistas e viajantes de negócios. O Brasil é uma adição fantástica à nossa rede global e estamos ansiosos para receber os clientes a bordo do 787 Dreamliners e entregar um serviço premiado, a uma tarifa acessível”, completou ele.

De acordo com a Diretoria de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da Embratur, responsável pelo balanço da malha aérea mensal do Brasil, a expectativa é de que o novo voo low cost da companhia norueguesa incremente US$ 29 milhões (R$ 117 milhões) na economia brasileira dentro de um ano.  “A conta é realizada a partir do número de assentos que a aeronave suporta vezes o valor do gasto do turista estrangeiro no Brasil, a partir da média de permanência do viajante internacional nos destinos turísticos do País”, explica o Coordenador-Geral de Inteligência Competitiva e Mercadológica do Turismo do Instituto, Alisson Andrade.

A Norwegian foi classificada como a companhia aérea mais eficiente em combustível em rotas transatlânticas pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo – ICCT – e tem uma das frotas de aeronaves mais recentes do mundo, com uma idade média de 3,7 anos.

Mais voos para o Brasil

Com novos voos ligando os mercados internacionais ao Brasil, é possível aumentar a comercialização. Dados da Análise da Malha Aérea Internacional da Diretoria de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da Embratur estimam o aumento de 98 voos novos e frequências adicionais semanais até abril de 2019.

Os voos garantidos partirão de países como Israel, Itália, Holanda, Portugal, França, Reino Unido, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Paraguai e Estados Unidos. São 54 novas ofertas e 44 frequências adicionais. Ao todo, serão 144 frequências semanais, somadas ao que já operam regularmente entre os destinos internacionais e o Brasil.