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Aumento das passagens aéreas: o vilão na retomada do turismo

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 2 minutos

Artigo de Alexandre Sampaio* – Apesar de vermos a melhora da situação epidemiológica e a flexibilização dos protocolos sanitários de combate à pandemia da COVID-19, um vilão ainda está entre nós: o aumento do preço das passagens aéreas. Dados da Kayak, empresa especializada em busca de viagens, mostram que o preço médio das passagens aéreas no Brasil subiu até 62%, de janeiro a março deste ano, considerando ida e volta. Esse aumento está relacionado à alta no preço dos combustíveis e ao aumento da demanda de passageiros após o isolamento social. A Kayak aponta ainda neste primeiro trimestre um aumento de pelo menos 500% nas buscas pelos principais destinos domésticos e internacionais.

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A subida do preço do petróleo por causa da guerra da Ucrânia está afetando um dos principais insumos das aéreas, o querosene de aviação. A alta do QAV (querosene de aviação) segue a cotação internacional do petróleo. E constantemente somos surpreendidos pela Petrobras com novos anúncios de aumento, o que deve seguir elevando ainda mais o preço da passagem. Eu me questiono então, dada as circunstâncias, como o turismo – um dos motores da economia brasileira – poderá finalmente se reerguer?

Aumento das passagens aéreas: o vilão na retomada do turismo

Viajar de avião está cada vez mais caro – Foto credito: Unsplash

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Segundo dados do buscador de voos Viajal, o preço das passagens aéreas chegou a triplicar em relação ao período anterior à pandemia. A pesquisa mostra que o preço médio da viagem de ida e volta entre São Paulo e Salvador, por exemplo, foi de R$ 469,00 para R$ 1.288;00 o trecho entre Rio de Janeiro e João Pessoa passou de R$ 849,00 para R$ 2.060,00 uma média de 142% de aumento; a terceira posição ficou com os voos entre São Paulo e Recife, registrando alta de 134%, de R$ 581,00 para R$ 1.359,00.

As atividades turísticas já somam um prejuízo de R$ 485,1 bilhões desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus no país, em março de 2020, até janeiro de 2022, calcula a CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Nenhum setor produtivo perdeu tanto com a pandemia quanto o do turismo. E mesmo neste momento em que a pandemia está controlada, ainda precisamos enfrentar a inflação, tornando mais difícil a plena recuperação do setor em 2022.

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É preciso que os governantes olhem para o nosso setor e que a cotação do petróleo se estabilize para que não somente o turismo se recupere, mas que empregos sejam impulsionados, comerciantes saíam do vermelho e os brasileiros possam voltar a desfrutar da felicidade de viajar e curtir as belezas do nosso País.

*Alexandre Sampaio é Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação.

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