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Ativismo no Brasil é tema no segundo painel do evento online Tendências 360

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 4 minutos

O segundo painel do evento online Tendências 360, que acontecerá até o dia 17, trouxe o Brasil e o ativismo como assunto. Os painelistas foram Esperança Rodrigues, da Ebanx, Ian Black da New Vegas, João Pacífico, do Grupo Gaia e Marcelo Cattani, que trabalha com Marketing Político. Com cobertura da Revista Hotéis em tempo real, o primeiro assunto do evento foi em relação aos reflexos da COVID-19 no mundo.

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Mercado financeiro como tendência

Carolina Haro, da Mapie e Disque 9, questionou João Pacífico, do Grupo Gaia, sobre o que ele vê como tendências no mercado. “Muito bom falar sobre tendências no mercado, talvez no que ele menos goste: mercado. Com o tempo fui descobrindo que as empresas têm um objetivo muito maior do que ter lucro. Eu digo que quem só tem esse objetivo, é uma empresa miserável, porque você tem de pagar salário ruim, destruir seu concorrente… O que faz um mundo ser extremamente desigual. No mercado em que eu trabalho é muito isso, só olham o dinheiro. Eu falo que é importante, mas é o meio, não o fim. O que o seu dinheiro nutre? Quando você coloca num banco, o que ele faz com isso? Pega? Empresa? Taxa de 300% ao ano por pessoa, que vai quebrar… É com seu dinheiro que ele faz isso, e é muito louco porque a gente não vê isso. O que eu acho que a tendência de mudança o mercado brasileiro é saber o que estamos mexendo. Qual o impacto que isso está gerando, então cada vez mais acho que o trabalho que estamos fazendo é fazer as pessoas entenderem”, sinalizou.

Ativismo

Carolina Haro, da Mapie e Disque 9 e João Pacífico, do Grupo Gaia, abriram o painel

João Pacífico ainda comentou sobre o ativismo em sua empresa, no Grupo Gaia “O ativismo é quando você vê a coisa antes do dinheiro, o que não quer dizer que você precise sair abraçando arvores. A Gaia nunca pegou dinheiro emprestado, a gente faz nosso dinheiro. Na pandemia seguramos funcionários, ajudamos outras empresas… nós temos esse lado ativista. Nós já financiamos pessoas que moram na comunidade, e precisavam reformar a casa. Quando a gente faz isso, ele vê o risco, o retorno e o impacto. E isso traz pessoas”, alertou.

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Esperança Rodrigues: “Todo mundo aprende ouvir e conviver com diferenças. Se você passar por isso, a sua empresa de forma natural tem uma boa imagem”

Esperança Rodrigues, da Ebanx, também opinou sobre o assunto. “Sou interessada nesse assunto. Nós precisamos agir. O que é adversidade e inclusão? São a mesma coisa? Não, não são. Eles andam juntos, mas são coisas distintas. A adversidade ela fala da representatividade demográfica, ou seja, você entender no ambiente que tem várias pessoas de adversidades. Pessoas negras, mulheres, LGBT, com deficiência… Que tem pessoas diversas. Quando você olha pro lado ao redor e vê só reproduções. Porque isso acontece? Nossa sociedade tem esses abismos sociais, preconceitos, desigualdade, que contribuem esse ambiente. Já a inclusão é, uma vez que essas pessoas estão ali dentro, elas têm chances iguais. Ou seja, mulheres no poder, negros no poder, pessoas que não tem vergonha de dizer que são gays, lésbicas, que as pessoas se enxergam. A vantagem disso é que todo mundo aprende. Num ambiente com pessoas diversas, aprende algo mais. Todo mundo aprende ouvir e conviver com diferenças. Se você passar por isso, a sua empresa de forma natural tem uma boa imagem. Quem não enxerga adversidade com urgência, vai comer poeira”, comentou.

Ian Black: “Estamos no mesmo lugar e vivendo as mesmas coisas, precisamos das mesmas coisas e necessidades básicas”

Ian Black da New Vegas, fez uma análise dos caminhos que sua empresa percorreu para perceber as necessidades dessas ações nos movimentos. “A minha empresa trabalha para definir novos padrões, como a gente pode através de exemplos, definir as coisas como a gente acredita que sejam mais justas. A gente vem de um lugar e pensamento que tudo está conectado de fato, a vida que nos atravessa é algo comum. Estamos no mesmo lugar e vivendo as mesmas coisas, precisamos das mesmas coisas e necessidades básicas. Quando a gente percebe o trabalho de cada empresa ou de cada pessoa que provoca um resultado, qual o impacto que estamos trazendo, e que para isso nunca devemos tomar uma postura individualista. A New Vegas foi percebendo isso com o tempo. Nós tomamos medidas contra qualquer tipo de comportamento machista, racista, classista ou gordofóbicos. É uma coisa natural, hoje temos mais mulheres do que homens, inclusive nos cargos de liderança. Quando a gente faz nosso trabalho, temos nossas expectativas com clientes, com a nossa empresa e funcionários”, esclareceu.

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Marcelo Cattani: “Tudo que foi dito aqui cabe muito bem na avaliação do brasileiro no propósito dos futuros candidatos”

Política 

Marcelo Cattani, atuante no Marketing Político, trouxe uma visão sobre o Brasil neste cenário. “O encontro vai ser a grande celebração da pandemia. Tanta visão digital vai fazer depois com que haja um encontro massivo nos bares, viagens, reuniões de famílias e festas. Vamos retomar um Brasil do corpo a corpo. Nós vamos passar 2020 por um processo eleitoral, para escolher Prefeito e Vereador. Vamos ter uma prova de fogo com o encontro das pessoas com uma obrigação legal. E tudo que foi dito aqui cabe muito bem na avaliação do brasileiro no propósito dos futuros candidatos”, disse.

Cattani foi questionado por Carolina Haro sobre a importância deste assunto na política e sociedade. “Existe muito tabu, a sociedade é fragmentada. O Brasil é muito conservador, mesmos nas grandes cidades. Temos uma falta de novidade, uma dificuldade para se renovar. A democracia é um processo, preciso se afiliar. Existem partidos fortes na linha de igualdade, da adversidade, da inclusão. Você precisa buscar os teus grupos, entrar no processo, formular lei, e assim seguir. Existem bons nomes para fazer essa virada num País fragmentado socialmente nas regiões ainda sem cabeça madura para mudar”, finalizou.

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Evento Tendências 360 tem início com primeiro painel os reflexos da COVID-19 no mundo

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