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ABIH/GO lança o Censo Hoteleiro de Goiânia 2017/2018

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A pesquisa identificou, em Goiânia, 167 meios de hospedagem em funcionamento, 25 desativados e três que serão inaugurados até 2019, disponibilizando hoje 17.994 leitos em 8.131 UH’s - Unidade Habitacional

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Goiás (ABIH/GO) realizou no último dia 7 de dezembro, no Mega Moda Hotel, em Goiânia (GO), o lançamento do Censo Hoteleiro de Goiânia 2017/2018. O Censo hoteleiro é uma ferramenta de pesquisa utilizada para acompanhar a evolução e o crescimento do segmento em Goiânia, além de identificar, quantificar e levantar seu potencial, a fim de avaliar sua infraestrutura e as condições em que os estabelecimentos se encontram, descrevendo suas características, capacidade de atendimento, serviços e principais necessidades.

A pesquisa identificou em Goiânia 167 meios de hospedagem em funcionamento, 25 desativados e três que serão inaugurados até 2019, disponibilizando hoje 17.994 leitos em 8.131 UH’s – Unidade Habitacional. Segundo Vanessa Pires Morales, Presidente da ABIH/GO, “Goiânia oferece estrutura hoteleira e serviços condizentes para receber grandes eventos e movimentar toda a cadeia turística”.

A pesquisa apontou que a diária média dos hotéis em 2017 foi R$ 115,44 e a taxa de ocupação hoteleira vem decrescendo nos últimos anos, tendo alcançado em 2015 54,5%, 53,4% em 2016 e 44,4% em 2017. Isso demonstra, segundo Vanessa Pires Morales, que ”a demanda não aumentada diante de uma super oferta de hotéis requer muito atenção dos gestores para sua sustentabilidade neste mercado altamente competitivo”.

Foi destacado ainda nesta pesquisa que 92,8% dos meios de hospedagem participantes da pesquisa têm como hóspede o turista de negócios, o que demonstra que “Goiânia é uma cidade altamente corporativa, entretanto com espaço para crescimento do turismo de eventos, moda, saúde, religioso, dentre outras modalidades”, comenta Vanessa.

Os meios de hospedagem pesquisados geram 2.597 empregos formais, têm um perfil de administração predominantemente familiar, são classificados como Simples (uma estrela de acordo com o Ministério do Turismo) em 50,3% dos empreendimentos e se enquadram na categoria de Microempresas em 63,5% da totalidade.

A alta carga tributária é a maior queixa na gestão dos meios de hospedagem, o que vem de encontro à reivindicação da ABIH/GO junto à Prefeitura de Goiânia, Governo do Estado de Goiás e Governo Federal. “É preciso oferecer incentivos fiscais aos meios de hospedagem para que tenham fôlego para sair deste momento de crise e se manter neste cenário em busca de melhores resultados”, finaliza a Presidente da ABIH/GO.

Diante destas informações, a pesquisa traz referências relevantes para os gestores públicos e privados, permitindo a adoção de políticas voltadas para a melhoria e ampliação do setor, mostra a realidade deixada pela crise e o cenário para investimentos hoteleiros na capital.

A pesquisa foi realizada nos meios de hospedagens entre os meses de março e novembro de 2018, fruto da cooperação entre Goiás Turismo/Observatório do Turismo do Estado de Goiás, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis- Seção Goiás (ABIH/GO) e Sindicato de Hotéis de Goiânia – SIHGO.