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Expo Retomada

A importância da sinalização e comunicação visual num hotel

Matéria publicada na edição 45, junho de 2006.

 

Num hotel ela difere sobremaneira por atender a um público basicamente não local, que fala diferentes e remotas línguas, com hábitos e costumes às vezes inesperados, demandando a aplicação não somente do português e Braille, mas também uma segunda língua

 

D  esenvolver um projeto de sinalização e comunicação visual num hotel exige muito conhecimento técnico, pois as premissas de conceituação do projeto são provavelmente as mais abrangentes dentre os diversos setores, pois envolvem em igual importância necessidades e objetivos diversos de teor legal/normativo, informativo, identificativo e promocional, com considerações de caráter objetivo e subjetivo. Segundo a Arqº Elisa Villares de Freitas, da empresa H2E Design, em uma abordagem puramente técnica, o projeto de comunicação visual de um hotel em nada difere do de outros estabelecimentos,  como escolas, restaurantes, hospitais. As funções são basicamente as mesmas: identificar ambientes/salas, transmitir informações (horários de funcionamento, opções de serviços ou produtos à disposição), advertir ou alertar (riscos, ações, atividades), direcionar para o correto deslocamento entre os diversos pontos de origem e destino, atender às leis e normas oficiais (municipais, estaduais, federais, ABNT, acessibilidade, segurança/bombeiros). “Também não é diferente no quesito de durabilidade, manutenção e limpeza, facilidade de alteração da informação, exigências importantes igualmente em hospitais, escolas, escritórios, onde asseio é imprescindível e o layout das salas estão constantemente mudando”, destaca a Arqª Elisa.
No entanto, a comunicação visual num hotel difere sobremaneira por atender a um público basicamente não local, que fala diferentes línguas, com hábitos e costumes incomuns para os funcionários do estabelecimento, demandando a aplicação não somente do português e braille (este cada vez mais), como uma segunda língua (normalmente o inglês) e muitas vezes uma terceira língua. Os símbolos e pictogramos (como os bonecos dos sanitários) podem ajudar e devem ser inteligíveis e facilmente reconhecíveis. É uma uma tendência atual, utilizar imagens conhecidas no mundo todo, utilizadas amplamente em áreas públicas como aeroportos, estações rodoviárias, metroviárias, sem desenvolver ou estilizar as figuras, mesmo quando se trata de uma comunicação visual tematizada. “A comunicação visual no quesito promocional de um hotel se assemelha em intenção com a de centros comerciais, como shopping centers, pois deve estimular a vontade de consumir produtos, principalmente alimentos e bebidas e serviços, abrangendo outras áreas, como lazer, esporte e saúde. Esta comunicação pede elementos para mensagens rotativas como porta cartazes, faixas, exposição”, garante a Arqª Elisa.
Por atender a pessoas de diferentes regiões e países e com objetivos mais díspares, seja o executivo a trabalho e suas convenções ou a família em férias, o hotel é um destino que deve propiciar muito conforto, relaxamento, discrição, mas também despertar a fantasia e novas emoções e sensações. Assim, na busca por inovar, o hotel muitas vezes opta pela tematização. Por tudo isso o grande desafio em equilibrar no conceito e design dos elementos — pois a comunicação visual é composta 100% por elementos concretos e palpáveis — a parte técnica com a estética. Cada vez mais as unidades hoteleiras fazem parte de redes e grupos e a tendência é a internacionalização. Quando o projeto é de uma grande rede hoteleira internacional ele já vem pronto do exterior, mas em muitos casos, existe a possibilidade de inserir elementos da cultura nacional ou mesmo um toque pessoal, mas sempre tomando o devido cuidado de não deixar faltar informações.
Os elementos identificadores da marca são sempre rigidamente padronizados – letreiros das fachadas, totens, placas corporativas e institucionais da recepção – pois identificam e promovem a marca. Para os demais elementos pode haver ou não uma padronização da comunicação visual dentro da bandeira do hotel e pode ser um sistema mais ou menos aberto com diretrizes de desenvolvimento das peças ou com todos os elementos bem definidos sem nenhuma margem a alterações. De acordo com as categorias de hotéis, há uma grande diferença, com tendência a utilizar menos comunicação nos empreendimentos mais sofisticados e uma intensificação da comunicação visual nas categorias mais econômicas, até pela necessidade do auto-serviço cada vez mais freqüente nos hotéis econômicos.

Informações claras, eficientes e objetivas
De acordo com o Arqº Norberto Chamma, da empresa Und Corporate Design, a sinalização e comunicação visual num hotel deve conter informações claras, eficientes e objetivas para trazer conforto e segurança para o hóspede, e assim contribuir para sua fidelização. “Para o empreendedor o investimento em sinalização principalmente aquelas com informações relativas as suas áreas de consumo, como coffee-shop, bares e restaurantes são muito importantes para atrair e manter o cliente no estabelecimento consumindo. Ao desenvolver um bom projeto de sinalização e comunicação visual num hotel existem metodologias consolidadas. O primeiro é o design do sistema suporte da informação. O segundo é a própria informação, cuja regra básica é dispor de informação certa no lugar certo com o mínimo de redundância. Outro cuidado é a linguagem e a quantidade de informação a ser disponibilizada em cada suporte. Placa não é lugar para escrever romance. A informação ponto a ponto deve ser precisa e não deixar margem a dúvidas”, adverte Chamma. Segundo ele, se existe um segredo para fazer um bom projeto é fazer uma correta hierarquia de informações a ser distribuída no espaço. E infindáveis simulações de percursos, para distribuir a informação no espaço, como por exemplo: se o usuário está no ponto X, como informá-lo para que alcance o ponto Y. “O maior risco da sinalização improvisada é para a imagem do estabelecimento porque vira uma colcha de retalhos, isto é, diferentes suportes de informação e comunicação visual diferentes do sistema diminui a percepção quanto a eficiência e organização do estabelecimento. Projetar a sinalização em estabelecimentos com a operação consolidada é um processo bem mais simples, bastando um minucioso levantamento das informações existentes e complementando-as com as novas informações”, conclui Chamma.

Tradição e experiência faz a diferença
Na hora de executar um projeto de sinalização e comunicação visual é imprescindível uma sinergia muito grande entre quem projetou e quem está executando. Muitas vezes o menor preço que fez a empresa ganhar a concorrência, compromete todo o projeto em razão da qualidade dos materiais utilizados, ou mesmo a falta de know-how e qualificação da mão-de-obra. Não obstante, o hotel corre o risco de entrar em funcionamento sem a comunicação e visualização pronta em razão da empresa executora não ter conseguido cumprir o prazo de entrega.
Existem tradicionais empresas que atuam neste mercado e a Spring Signs é uma delas. A empresa iniciou as atividades na década de 90 trabalhando no sistema corporativo desenvolvendo grandes obras públicas e para vários tipos de estabelecimentos. A empresa possui um amplo know-how, domínio e multidisciplina sobre vários processos de fabricação, entre eles cortes a laser, router, a água, eletroerosão, quimiogravura, além dos processos convencionais. Isto faz com que a empresa desenvolva sinalização e comunicação visual em vários tipos de materiais, como papel, plástico, madeira, aço, alumínio, metais simples ou nobres e até mesmo em ouro. O maquinário da Spring é bastante moderno e em alguns processos específicos, a mão-de-obra é terceirizada, dentro do altíssimo padrão de qualidade da empresa, o que garante cumprimento de prazos de entrega. A empresa está capacitada para atender diferentes clientes corporativos que compreendem hospitais, escolas, universidades, hotéis, shopping centers, obras governamentais, entre outros. Segundo o diretor da empresa, Engº Frederico Viebig, a sinergia com os arquitetos e projetistas é fator determinante no sucesso do trabalho. Em alguns casos a Spring ajuda a desenvolver o projeto através da criação de protótipos e apresenta soluções de comunicação visual. Um outro trabalho que a Spring desenvolve são luminosos em led, através da marca LedBox. Esta tecnologia é muito superior aos tradicionais neons, em razão da iluminação mais nítida, baixa manutenção e alta durabilidade.
Coligada a Spring Signs está a Arco Sinalização Modular cuja área de atuação é fazer a sinalização ambiental com produtos modulares para atender as mais diferentes necessidades e normas. Estas soluções exigem baixa manutenção e agrega produtos para acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais, como surdos, mudos, cegos e deficientes físicos. A empresa é pioneira no mercado na sinalização tátil vertical, possui linhas de sinalização tátil horizontal e desenvolve estudos, projetos e adaptações de acessibilidade as edificações já existentes.

Gestão diferenciada
A Visual Brasil – Geac está estabelecida no mercado há 16 anos, é uma das mais tradicionais empresas de comunicação visual do País. Possui instalações modernas e gestão diferenciada, ao se associar com empresas focadas em cada parte do processo produtivo reunidas em consórcio, tendo a logística, a engenharia e o comercial centralizados aliados a três fábricas especializadas,  trazendo assim grande agilidade e condições de atender e desenvolver trabalhos em todo o Brasil. Com mais de 5.000 obras realizadas principalmente nos setores de Hotéis, Shopping Centers, Home Centers, Indústrias, Redes de Concessionárias, Bancos e Supermercados, a empresa conta com uma carteira de clientes que dispensa apresentação: No setor hoteleiro destacam-se o Grupo Pousadas, através dos hotéis Caesar Business (Belo Horizonte, Guarulhos, Faria Lima e São José dos Campos) e Caesar Park (Guarulhos e Faria Lima). No complexo de Costa de Sauipe a empresa executou trabalho nos hotéis Sofitel, Renaissance, Marriott Resort & SPA e Breezes SuperClubs. Na rede Atlantica Hotels já executou o projeto dos hotéis Comfort (Uberlândia, Taguatinga, Franca), Conforts Swites (Macaé), Radisson (Curitiba). Na Hotelaria Brasil executou o projeto do SuperHotel Mega Pólo, entre outros.
Nos outros mercados, seus principais clientes são: Wal Mart, Leroy Merlyn, Lojas Renner, Land Rover, Volvo, Sierra Emplanta com os Shoppings Parque D. Pedro (Campinas), Penha e Boa Vista (São Paulo). Para o Grupo Multiplan, executou trabalhos nos Shoppings Ribeirão, Barra, Anália Franco e Park de Brasília e ainda em industrias como Nestlé, Eaton e Ripasa e o HSBC Bank. A atuação em todo o território nacional exigiu que a Visual Brasil desenvolvesse um processo de gestão dos mais modernos, utilizado por grandes empresas internacionais. A forma inovadora, eficiente e em franca sintonia com o mercado, faz com que a Visual Brasil – Geac tenha competitividade para executar os mais diferentes projetos em todas as partes do Brasil.

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