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A história e evolução dos colchões

O Dia e horário dessa postagem está no final, assim como nome do autor. O tempo estimado de leitura é de 6 minutos

Ele que é uma das invenções mais antigas da humanidade e sua qualidade é imprescindível para refletir o conforto de um hotel e garantir uma boa noite de sono aos hóspedes. Por mais incrível que pareça, o colchão foi uma das invenções mais antigas do mundo. Isso ocorreu, pois o desconforto de dormir no chão era muito grande, então o homem descobriu que juntando um “montinho” de folhas seu conforto aumentava. Neste artigo, convidamos você para dar uma volta pelo passado para entender aonde, como e quando começo a história dos colchões.

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No princípio o homem dormiu no chão duro e frio. Mas não levou muito tempo até ele agrupar folhas, palhas e ramos criando uma superfície mais confortável para dormir. Depois formou o que mais tarde viria a ser chamado de colchão, costurando duas peles ou tecidos e enchendo com os materiais que antes estavam no chão (folhas, palha e ramos). Ainda em 3400 A.C. o Rei do Egito antigo Tutankahmon dormia em uma cama de ébano (madeira nobre) enquanto os cidadãos dormiam sobre pilhas de palmeiras. Estima-se que o primeiro colchão foi desenvolvido pelos romanos. Ele era cheio com materiais orgânicos como palha, pêlo animal, algodão, lã ou penas.

Os romanos também usaram o primeiro colchão de água, mas não como o conhecemos. Para eles colchão de água significava deitar na água morna, em uma espécie de banheira, até ficar com sono, então alguém o elevava até um colchão de balançar para balançá-lo até ele dormir. Durante o renascimento o enchimento dos colchões era composto de penas e feno e o revestimento utilizava tecidos luxuosos como seda, brocado (tecido com desenhos em relevo) e veludo.

Colchões estofados com algodão                          

No século XVI o colchão era colocado sobre uma treliça de cordas fixas em uma estrutura retangular de madeira. Desde então os colchões passaram a ser estofados também na parte de baixo.  Os primeiros colchões estofados com algodão foram introduzidos no século XVIII. Em 1881, Sealy, Texas, uma pequena cidade fora de Houston, Daniel Haynes, fabricante de máquinas de descaroçar algodão, começou a fazer colchões estofados com algodão e vender para amigos e vizinhos.

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Escola de resultados

Daniel Haynes inventou uma máquina que comprimia o algodão para o uso em colchões e 1889 conseguiu a patente sobre a invenção. Seu colchão ficou tão popular que ele vendeu direitos sobre patente a pessoas em outros mercados que também começaram a fabricar o produto que na época era conhecido como o “Colchão de Sealy”. Com a revolução industrial surgiu a mola de aço em espiral que foi primeiramente patenteada em 1857 para o uso em acentos de cadeiras. Heinrich Westphal foi reconhecido como o inventor do colchão de molas em 1871. Heinrich morava na Alemanha.

Os colchões de molas começaram a ganhar mercado nos anos 20, mas só obteve êxito realmente após a segunda guerra mundial quando houve uma corrida pelas patentes em diferentes modelos de colchões. Ainda nos anos 50 houve um rápido desenvolvimento do mercado com as empresas licenciadas, no Brasil a primeira fábrica de molejo que apareceu no mercado foi a Indústria Raphael Musetti, fundada em 1936. O primeiro colchão de molas foi patenteado em 1865, e na década de 1930 estes colchões já detinham a liderança dos mercados ocidentais. Com a marca Epeda, posteriormente vendida para Simmons (americana), e depois vendida ao grupo espanhol Flex. A segunda a aparecer no mercado foi a Probel, fundada em 1940. Muitas empresas foram surgindo na década de 50, mas logo desapareceram do mercado e então surgiram as primeiras empresas no mercado de molas.

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LG Eletronics – Meio

A nossa fábrica objetivava atender inicialmente a demanda por colchões nas lojas do Armazém Paraíba de propriedade dos irmãos Claudinos (Sr. João e Sr. Valdecy). Com o elevado custo de transporte de mercadoria eles resolveram montar uma fábrica de colchões em Bacabal-MA no ano de 1958, com a denominação social de Socimol – Sociedade Comercial e Industrial de Móveis, aonde a marca era Guanabara funcionando até 1968. Da fabriqueta de fundo de quintal, cujos colchões eram fabricados da forma mais rude possível, e pelos proprietários, fundou-se em 1976 a Socimol –Industria de colchões de móveis, sediada em Teresina-PI em um parque industrial de 50.000 m2 de área construída dirigida por Félix Raposo. A marca Onix começou a ser utilizada em 1983, ganhando maiores proporções a partir do ano de 1991 com a denominação de “Colchão Onix” passando a rotular em todos os colchões. Nossa empresa detém as mais modernas tecnologias do segmento, fabricando um colchão inspirado na cultura européia e americana produzimos mais de 500.000 colchões ano para o varejo e linha de hotelaria.

Grande mudanças nos colchões  

Podemos dizer que em sua estrutura básica o colchão de molas sofreu grandes mudanças desde sua invenção a única coisa que permanece igual é o uso do aço, pois mesmo o revestimento que outrora era de algodão hoje é feito predominantemente de espuma de poliuretano nos dois lados do colchão e cobertos com um bonito metalassê.

Mesmo nos anos 50 e 60 os colchões de algodão, cliva vegetal, capim, e outros produtos, eram populares. O algodão mofava facilmente em climas quentes e úmidos até o advento do ar-condicionado. Os colchões de algodão se Os colchões de algodão se diferenciavam entre feitos de algodão cru e feitos de feltro de algodão. Os de feltro de algodão eram mais caros. Os colchões de algodão tendiam a ficar mais compactos e duros com o tempo ao contrário do colchão de molas que fica mais macio ao longo do tempo.

A espuma era um subproduto das guerras. O Látex veio primeiro como resultado desesperado para substituir a borracha. A espuma de poliuretano se tornou um concorrente do látex na década de 50, pois sua espuma era muito mais cara que um colchão de molas. O poliuretano era mais barato que o látex, entretanto uma espuma de qualidade boa ainda era mais cara que um colchão de molas. Espuma barata foi muito usada para fazer colchões e isso criou um conceito ruim para os colchões de espuma. Era difícil alcançar uma diferenciação com poucas opções de colchões. Com a preocupação dos fabricantes quanto a firmeza (quanto mais firme melhor), os colchões de espuma eram muito duros e os consumidores não sentiam a diferença.

No que se refere a espuma de poliuretano a primeira empresa a produzir espumas no Brasil , foi a antiga Orion fundada entre os anos de 1958 ou 1959, localizada no Brás em São Paulo, posteriormente teve seu nome mudado para Trorion. Entre os pioneiros na espuma podemos destacar ainda a Piraspuma e a Vulcan, ambas já desaparecidas.

Evolução com tecnologia

No início dos anos 80, os tecidos bordados (metalassê) se tornaram populares em detrimento dos tecidos lisos. As superfícies dos colchões a partir de então eram multi-agulhadas e esse estilo domina o mercado até hoje. Hoje as armações de molas apresentam variações de conceitos, no qual, a Socimol acredita nas molas bicônicas bonnel, helicoidal, quadro estabilizador e molas de torção, cuja idéia foi lançada no Brasil pela Socimol. No estofamento, trabalhamos com o polycoton, também introduzidos no Brasil pela Socimol, e manta de feltro com o objetivo de estofamento do colchão e isolamento acústico da armação. Quanto às espumas, utilizamos os tratamentos antiácaros, existem as linhas Soft, e viscoelástica que é uma tendência em ascensão, além da tecnologia de fabricação de espuma sustentável. Já os revestimentos ou tecidos avançaram bastante, tanto na composição que mescla algodão viscose, fibras sintéticas até naturais, jacquards como nos tratamentos a fungos, bactérias, antimosquito, antimofo, antimanchas, antichamas, eletrostático e outros mais. As eficácias dos tratamentos são de responsabilidade dos fornecedores parceiros.

A nossa empresa investi bastante na possibilidade de customização dos produtos, além de uma linha de mais 30 modelos de colchões de molas e espuma, tamanhos variados e soluções para espaços diversificadas, como foi o caso de uma produto chamado de colchão de molas com pés articulados, soluções integradas( economia de espaço, facilidade de locomoção, conforto e segurança)  proposta para hotelaria.

A empresa que se propuser a vender colchões ou fabricar no mercado de hoje, precisa este preocupada com a qualidade, pois acreditamos que a história de que fábricas responsáveis sobrevivem, vai prevalecer. A conscientização do consumidor em trocar o colchão em menos tempo vem aumentando, isto gera uma perspectiva positiva, apesar do mercado de colchões de molas só representar 23%, os 77% estão representados por colchões de espuma, látex, algodão, água, inflável e outros tipos. Estimamos que a produção de colchões no Brasil é 18.000.000 de colchões anualmente, ou de 1.500.000 mês.

Artigo de Felix Raposo, Diretor administrativo da Colchão Onix

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