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A auto-estima do Carioca não tem preço

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No início do mês de outubro, tive o grande prazer de assistir junto ao trade, gerentes gerais e diretores das principais cadeias de hotéis do Rio de Janeiro, o espetacular anúncio da escolha da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O setor de turismo só poderia esperar por uma boa notícia como esta, que vem no momento certo e renova as expectativas, o otimismo, a esperança de toda a categoria, depois da crise mundial que abalou os mercados internacionais.
Com essa vitória, chega também um grande desafio para a cidade do Rio de Janeiro. A partir de agora, os governos municipal, estadual, federal e o setor hoteleiro devem se organizar, planejar e estudar todas as possibilidades, para que nossa cidade possa atender as necessidades do COI. Atualmente possuímos 28 mil quartos de hotéis e vamos precisar atender a uma demanda de 48 mil apartamentos até 2016. Com o crescimento sustentável de mil quartos/ano, a cidade poderá ter em 2016, entre 34 e 35 mil quartos.
Teremos que dispor de muita criatividade nos projetos e idéias, para superar as expectativas. Já estamos pensando no aproveitamento de vários navios atracados, uma opção que não coloca em risco o equilíbrio do mercado – oferta/demanda. O setor hoteleiro, junto com o trade, está se preparando para participar dessa grande mudança. Um investimento substancial de aproximadamente 22 bilhões de reais vai gerar cerca de 120 mil empregos diretos e, em média, 300 mil indiretos.
Um dos pontos mais positivos desse anúncio, no último dia 2 de outubro, é a visibilidade de nossa cidade internacionalmente. Que bonito ver no dia seguinte à escolha, na página principal do site de busca Google, o Cristo Redentor de braços abertos divulgando a Cidade Maravilhosa! Certamente a Embratur há mais de uma década sonha por este momento: difundir as marcas “Brasil” e “Rio de Janeiro” por vários anos, em todas as mídias do mundo.
Todos os setores da cidade serão privilegiados com o maior evento esportivo de nossos tempos. No setor de construção, por exemplo, a ABADI (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis) já está calculando uma valorização de 10% dos terrenos e imóveis no município. O setor de transportes será modificado e ampliado – iniciativa que os cariocas esperam há muito tempo. Enfim, toda a cadeia de turismo, desde o aeroporto, aos motoristas de taxi, às agências de viagens, hotéis, agências receptivas, casas de câmbio, guias de turismo, restaurantes, bares, museus, casas noturnas, centros culturais, darão um salto em suas atividades.
A capacitação de mão-de-obra se torna o objetivo principal. As escolas, os centros de formação e as empresas terão que preparar os futuros trabalhadores com padrão de qualidade internacional. Que chance para nossos jovens viver essa experiência e obter um trabalho tão desejado! Desde a escolha, estamos surfando uma boa onda, que vai durar até 2016.
A preparação começa com os Jogos Olímpicos Militares em 2011, que vão utilizar a infra-estrutura dos Jogos Pan-americanos, depois com a Copa do Mundo em 2014 e, enfim, os Jogos Olímpicos em 2016. A expectativa é que o Brasil, especialmente o Rio, tenha um aumento de visitantes acima dos 10%. O Rio de Janeiro sempre foi a porta de entrada do setor turístico para o país e vai se fortalecer ainda mais com esses eventos.
Como o escritor Paulo Coelho disse em um jornal recentemente: “Com esta notícia, precisamos atingir o índice de criminalidade de Tóquio, a infra-estrutura de transporte de Madri e o mercado hoteleiro de Chicago”. Apesar de todas essas novidades, o maior legado é o crescimento da auto-estima dos cariocas e dos brasileiros em geral. Isso não tem preço. Instituições financeiras, econômicas, políticas, internacionais, bolsas de valores, grandes empresas, comunidades, partidos políticos, ONGs, estão buscando esta confiança, esta motivação, esta auto-estima. 
A melhor coisa que pode acontecer a um país é ter um caminho com metas traçadas, acreditar no futuro, ter um clima de paz e de confiança, para que a base da nossa sociedade, a família, possa se desenvolver e se fortalecer em harmonia. O senhor Pierre Coubertin, responsável pelo novo modelo dos Jogos Olímpicos, dizia no início do século XX: “O importante na vida não é o triunfo, mas a batalha. O essencial nos Jogos Olímpicos não são as vitórias, mas a participação.”
No último dia 2 de outubro, vivi com o trade uma experiência inesquecível, tão forte quanto a final da Copa do Mundo. Pessoas chorando, se cumprimentando, se abraçando, acreditando na força desta Cidade Maravilhosa. Obrigado, Rio!

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