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X ESFE: Infraestrutura e Destinos rege o segundo painel do dia

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Vários gargalos que entravam a economia do turismo foram debatidos neste painel

Milton Luiz de Melo Santos, Presidente da Desenvolve-SP – Agência de Desenvolvimento Paulista, ministrou o segundo painel do X ESFE – Encontro do Setor de Feiras e Eventos, que segue ocorrendo no Golden Hall, no WTC Events Center em São Paulo. Sob o tema “Infraestrutura e Destinos – Inovando para crescer em 2015”, a palestra contou com Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; Wilson Poit, Presdente da SPTuris; Valter Walendowsky, Presidente da Santur; Ozires Siva, Reitor da Unimonte e o Comandante Décio Corrêa, Presidente da EAB Air Show.

O painelista apresentou o mapa do fluxo turístico internacional, e números do turismo no Brasil, incluindo o setor portuário, responsável por mais de 90% das exportações no País e investimentos em infraestrutura na aviação. De acordo com levantamento realizado pela Desenvolve-SP, R$ 13,51 bilhões foram financiados ao turismo em 2013. O estado de São Paulo responde por 43,8% do faturamento com turismo no Brasil e recebe 29% dos turistas domésticos e envia 41,3% dos turistas aos demais estados.

Quanto ao investimento à infraestrutura, o executivo pontua que, além de diversas virtudes, a principal delas é aumentar a competitividade do País, uma grande necessidade para o desenvolvimento como um todo. Para o BNDES, as perspectivas do investimento entre 2015 e 2018, é de R$ 4,1 trilhões nos setores da Indústria, Infraestrutura, Residências, Agricultura e Serviços. O maior crescimento previsto é no setor de infraestrutura, com previsão de R$ 598 bilhões investidos, um aumento de 30,8% em relação ao período anterior.

Desde sua criação em 2009, a Desenvolve SP registrou R$ 1,17 bilhões investidos em modernização, expansão e infraestrutura no estado, o que representa 95% dos investimentos da entidade. Foram desembolsados R$ 137 milhões para os serviços de hotelaria e turismo nos últimos seis anos. “Ao colocar recursos em um setor que possa estar passando por uma crise, possibilitamos a criação de novos empregos e créditos em financiamentos, como hotéis no período da Copa, em questão de capacitação, para que fizessem um bom trabalho no evento e garantissem continuidade”, explica Santos.

Ozires Silva falou sobre as restrições governamentais, que muitas vezes impedem o desenvolvimento do País. Segundo ele, é preciso buscar soluções, que não estão na centralização de decisões por parte do governo. “Não pode continuar desta maneira. O Brasil está asfixiado por ele próprio, não temos mais produtos nacionais no próprio País. Temos uma responsabilidade, quem não vende, quebra. É preciso agir de acordo com as dimensões culturais, históricas e geográficas do Brasil”, declara.

Alexandre Sampaio comentou sobre geração de recursos para o setor, comércio e turismo, envoltos por capacitação profissional e investimentos por parte do governo como caminhos para o desenvolvimento. “É necessária a implantação de Centros de Eventos menores, para que trabalhem juntamente às iniciativas público-privadas para que esta expansão ocorra”, acrescentou Sampaio.

Wilson Poit destacou que a cidade de São Paulo fará parte em breve de uma edição do Guia Michelan, assim como terá roteiros de City Tour para fomentar ainda o turismo. A renovação dos pavilhões do Anhembi também foi ressaltada por Poit para alavancar ainda o turismo de negócios da capital paulista. Já Walendowsky mencionou a política de Santa Catarina voltada ao turismo que é um dos grandes alavancadores da economia do estado que poderia ser ainda maior se houvesse menos burocracia por parte do governo federal. “Desde 1997 estamos tentando uma integração regional aérea com países do Mercosul, mas esbarramos em muita burocracia. Outro gargalo do nosso crescimento é que faz 20 anos que iniciou a duplicação da BR 101 e até hoje não está pronto, assim como a ampliação do aeroporto de Florianópolis que teve o projeto concluído em 2004 e hoje só temos 5% da obra concluída”, enfatizou.

O Comandante Décio Corrêa em seu debate revelou que o Brasil possui um dos cinco maiores sistemas de avião do mundo e a segunda maior infraestrutura aeroportuária do mundo, perdendo tão somente para os Estados Unidos. Mas carece de regulação no setor, o que estrangula o crescimento das companhias aéreas, principalmente as regionais. “Falta conhecimento e sensibilidade de nossas autoridades para entender o setor aeronáutico no Brasil e a importância que ele tem para alavancar diversos setores da economia”.

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