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Viajantes de negócios apontam onde e como se sentem mais seguros

No Brasil, 55% dos viajantes brasileiros são inseguros com relação a estações de transporte coletivo

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Infográfico da CWT mostra as preferências dos viajantes a negócio no que se refere a segurança - Divulgação

Pesquisa da CWT – Carlson Wagonlit Travel -, principal empresa do mundo especializada em gestão de viagens de negócios, apresentou as preferências em segurança nos locais e situações pelos quais os turistas passam durante uma viagem com esta finalidade.  O estudo constatou que viajantes de negócios sentem-se mais apreensivos nas estações de trem ou metrô do que em aeroportos e preferem táxi a aplicativos de carona.

Os viajantes ficam mais preocupados com possíveis ameaças nas estações de trem e metrô (50% dos consultados), percorrendo determinado trajeto a pé (42%), utilizando serviços de carona por aplicativo (39%), ônibus (39%), táxis (36%) e trens (35%).

Essas são seis das dez principais áreas de preocupação – a frente de aeroportos (34%), aviões (31%), saídas para jantar (30%) ou estadias em hotéis (27%). Viajantes de negócios brasileiros se sentem bastante inseguros em metrôs e estações de trem (55%), e ao caminhar (52%), do que quando estão no hotel (21%), por exemplo.

Vice-Presidente da CWT Solutions Group, Christophe Renard declarou que os gerentes de viagens devem concentrar seus programas de segurança no que os viajantes mais se preocupam. “Coisas pequenas como fornecer instruções claras sobre como sair do aeroporto, indicar fornecedores confiáveis, além de dicas básicas sobre como lidar com situações perigosas – tudo isso pode fazer uma grande diferença”, sugeriu.

Serviços de carona por aplicativos x Táxis

Os serviços de carona por aplicativos tornaram-se bastante comum nos últimos anos, isolando táxis tradicionais. Embora façam pouca distinção entre os dois, os viajantes ainda se sentem um pouco mais seguros nos táxis. Passageiros da Ásia-Pacífico são os mais preocupados em geral: 43% se sentem em situação de risco usando serviços de compartilhamento de viagens e 39% quando pegam um táxi.

Nas Américas, os números são 40% e 39%, respectivamente, e na Europa, 34% e 28%. No caso do Brasil, 35% dos viajantes de negócios possuem maior desconfiança com serviços de carona, enquanto 36% se sentem vulneráveis quanto à segurança pessoal quando estão utilizando táxis.

Posicionamento feminino

As mulheres que viajam a negócios na Europa e na Ásia-Pacífico são mais propensas a se sentirem inseguras quando em serviços de transporte compartilhado ou táxis do que os homens. Com relação ao compartilhamento de viagens, 56% das mulheres da região Ásia-Pacífico se sentem bastante apreensivas em relação a 38% dos homens.

No caso de serviços de táxi, a margem cai para 48% e 35%, respectivamente. Na Europa, as diferenças entre as sensações de insegurança são menos pronunciadas. Para caronas, os números são 38% para mulheres versus 31% para homens. Para táxis, é de 36% contra 22%. Já nas Américas, não há diferença estatística entre os gêneros.


Embora o compartilhamento de viagens esteja associado à geração mais jovem, os resultados mostram que esses viajantes estão mais preocupados com a segurança pessoal. A geração millennial, em todas as regiões, é a mais preocupada, seguida pelos viajantes da geração X e os baby boomers.

Na Ásia-Pacífico, metade dos viajantes millenials fica preocupada quando usa um serviço de carona compartilhado, seguido por 44% da geração X e 35% registrado entre os boomers. Nas Américas, as porcentagens são de 47% para os millenials, 42% para a geração X e 29% para os boomers. Na Europa, os números caem para 44%, 34% e 21%, respectivamente.

Diferenças por gênero e gerações

Segundo a pesquisa, as diferenças de gênero parecem rastrear as diferenças observadas entre as gerações. Isso pode ser porque os homens são mais propensos a viajar para negócios quanto mais velhos eles ficam, mas o oposto é o caso das mulheres. Quanto mais jovens as mulheres, maior a probabilidade de viajarem a negócios.

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