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Validade do visto dos profissionais de cruzeiros marítimos aumenta para 180 dias

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A temporada 2018/2019 de cruzeiros começa em novembro e terá sete navios de cabotagem, com viagem com início e fim nos portos nacionais (Foto: Divulgação)

Foi publicado hoje publicado no Diário Oficial da União o Decreto 9.500 assinado pelo Presidente Michel Temer que editou e altera legislação anterior que regulamenta a Lei de Migração. A principal alteração diz respeito ao visto de visita emitido para realização de atividades artísticas ou desportivas, para a realização de auditoria e de consultoria, ou para atuação como marítimo nas embarcações. O Decreto aumentou de 90 para 180 dias a validade do visto dos profissionais que trabalham nos navios em viagem de longo curso. O texto afasta o risco do Brasil ter uma temporada reduzida de 120 para 90 dias em 2018/2019. Pelas estimativas da entidade que representa os navios de cruzeiros, Clia Brasil, com base na última temporada, caso a duração da estada dos navios na costa brasileira fosse encurtada, a economia nacional perderia 7 mil empregos e R$ 450 milhões.

Marco Ferraz, Presidente da CLIA Brasil. Foto – Divulgação

Para os cruzeiros marítimos, o aumento na validade do visto para marítimos representa uma redução no custo operacional com taxas em R$ 5 milhões.  “Essa era uma demanda histórica, que ajuda a simplificar a nossa operação e, consequente, facilita a busca por novos navios para a próxima temporada. É mais um entrave que, com a ajuda fundamental do Ministério do Turismo, com a ajuda da Casa Civil e a atuação determinante da Presidência da República a gente consegue superar”, comentou Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil.

Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz – Crédito: Divulgação

A temporada 2018/2019 de cruzeiros começa em novembro e terá sete navios de cabotagem, com viagem com início e fim nos portos nacionais, e 29 embarcações de longo curso, com escalas no país. Em média os navios permanecem 120 dias em operação no Brasil. Uma eventual redução para 90 dias representaria uma perda de 25% na movimentação econômica e geração de emprego. De acordo com estudo da FGV, um cruzeirista gasta mais de R$ 500 em cada escala. “Não podemos nos dar ao luxo de perder esses empregos e a injeção desses recursos na nossa economia. Temos a obrigação moral de abrir postos de trabalho e criar alternativas para a população. O turismo tem diversas soluções nesse sentido”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

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