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Turismo de saúde: como o setor hoteleiro pode aproveitar a oportunidade?

Dependendo do procedimento, o período de permanência do hóspede no hotel pode se estender por semanas ou meses

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Dentre os procedimentos mais procurados no Brasil estão os de ortopedia, ligados à coluna (72%), os oncológicos (72%), cirurgias plásticas (62%), cardiovascular (64%) e os de neurologia (52%) - Foto: Pixabay

O turismo é um mercado que envolve movimentação econômica, e é normal a preocupação das redes hoteleiras com o bem-estar de seus hóspedes. Porém, poucos estabelecimentos no Brasil estão prontos para receber os turistas-pacientes, aqueles que visitam o País para realizar consultas, tratamentos médicos ou mesmo cirurgias. Este é o turismo de saúde, que caminha para se tonar um setor de oportunidades.

“Estamos falando de um turista que chega ao Brasil acompanhado de um familiar, faz o seu tratamento e tem, no hotel, um complemento da sua recuperação, permanecendo nele por dias, semanas ou até meses”, afirma a Presidente da ABRATUS – Associação Brasileira de Turismo de Saúde -, Julia Lima. Para isso acontecer, no entanto, os hotéis precisam estar preparados – o que não significa exatamente ter uma estrutura hospitalar em seu quarto, mas sim um ambiente que favoreça a sua plena recuperação e que seja de fácil mobilidade para ele.

Dependendo do procedimento, o período no hotel pode se estender por semanas ou meses, e é essencial que, neste percurso, as redes de hotelaria possam oferecer o melhor para que este turista se sinta em casa. Em outras palavras, para que o turismo de saúde avance com toda a potência de que é capaz, é preciso ter conscientização e acessibilidade. O mesmo vale para a estrutura apresentada nas cidades, grandes polos de medicina, saúde e bem-estar no Brasil. “Esses turistas vêm ao nosso país porque encontram alta qualidade nos serviços, segurança no tratamento, bons preços e muito entretenimento. São entre 11 e 14 milhões de viajantes pelo mundo em busca desses procedimentos”, conta Julia.

Dentre os procedimentos mais procurados no Brasil estão os de ortopedia, ligados à coluna (72%), os de oncologia e tratamento para câncer (72%), cirurgias plásticas (62%), cardiovascular (64%) e os de neurologia (52%). Sendo que 26% gastam em média entre 10 mil e 20 mil dólares, e 25% gastam entre 20 mil e 50 mil dólares. 86% desses turistas vêm acompanhados por parentes ou familiares.

“A ABRATUS criou um programa de certificação em Wellness justamente para suportar o desenvolvimento do atendimento hoteleiro e da rede de serviços em bem estar, cosmética e estética”, relata Julia. Os prestadores de serviços nestas áreas interessados em receber pacientes devem procurar a entidade para se tornarem afiliados através do site. Está na hora dos hotéis se adequarem a esta nova realidade e a se desenvolverem e se expandirem no segmento de turismo de saúde em um país tão vasto como o Brasil, que oferece estrutura física e “emocional”, através da medicina natural, spas, relaxamento e contato direto com a natureza.