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Tema “Inovação na hotelaria” abre terceiro dia de palestras no Conotel 2017

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Painel sobre inovação reuniu empresas de gestão de energia e soluções tecnológicas para inovar na hotelaria

O Presidente da ABIH Nacional, Dilson Jatahy Fonseca Jr abriu o terceiro e último dia do Conotel 2017, que acontece no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital de São Paulo. O executivo destacou a decisão da realização das próximas edições do evento: em 2018, o Congresso acontecerá em Fortaleza (CE), e em 2019, será realizado em Goiânia (GO).

O presidente da entidade explicou que a mudança foi necessária para levar o conteúdo do evento para todo o Brasil, aproximando os hoteleiros da entidade. “Estamos planejando uma entidade para o futuro, para ter uma representatividade no turismo como um todo. Foi uma disputa muito bonita, pois muitos representantes das regionais desejam sediar o evento. Estamos muito felizes”, destacou.

Em seguida, foi aberto o terceiro ciclo de palestras do encontro, que recebeu Julio Consentino, Diretor da Rentv; Rosy Motta, da Lamiecco; o engenheiro Carlos Barbosa de Almeida, Diretor Comercial da EPS e Luis Franco, da Evolutix, mediado por João Taylor, Diretor Executivo do Jornal Mercado & Eventos.

Consentino deu início ao tema definindo inovação como uma questão de sobrevivência. Baseado na experiência de 53 anos da Rentv, o executivo falou sobre a evolução do aparelho de televisão, que nos últimos tempos tem perdido espaço para as novas tecnologias. “Precisamos dar foco a novos serviços, pois a nova geração já não tem mais uma TV nos seus quartos. Buscamos assim, trazer inovação em nossos produtos”, destacou.


Investindo neste conceito, a empresa apostou no segmento de academias e Fitness Centers de hotéis, que abriu a possibilidade de implantação de um novo tipo de produto tecnológico. Um dos hotéis onde a empresa levou sua solução foi no novo Mama Shelter, nova unidade hoteleira da AccorHotels no Rio de Janeiro, que tem a proposta de aliar tecnologia à hospedagem tradicional. “Sou usuário de equipamentos de academias e não gostaríamos de oferecer produtos ‘caseiros’, e sim profissionais”, comentou Julio.

Ele mencionou o valor da diária média em 2001 na cidade de São Paulo, que era muito menor comparado com hoje: naquela época, girava em torno de R$ 99, comparado com os R$ 251 de hoje. Para ele, este é um dos empecilhos para investimentos no setor. “O tamanho da banda de internet é um dos maiores insumos do hotel. É algo que devemos dar atenção”.

Rosy Motta, Diretora da Lamiecco – empresa de revestimentos ecológicos – falou sobre “Megatendências na hotelaria”, e abriu sua fala com um vídeo que destacou alguns conceitos deste assunto, como reciclagem, aproveitamento de insumos, utilização de processos limpos, e outros processos utilizados pela empresa. “Os novos consumidores buscam e abrem uma oportunidade para as novas tecnologias não só na hotelaria, como em outros setores. Observei no mercado europeu uma forte tendência de retrofit verde, que tem impacto comercial, financeiro e também ao meio ambiente”, explicou Rosy.


Ela aponta que um dos desafios é aplicar as inovações necessárias para acompanhar a tendencia de “Gestão sustentável” com práticas eficientes. “Ela passa por um conceito. Não basta utilizar lampadas de LED, toalhas de material reciclável. É preciso pensar verde, ter uma atitude e prestação de serviços com o menor uso de recursos possíveis”.

O retrofit verde aplica melhorias para atingir um padrão sustentável na revitalização e manutenção prediais e mobiliárias. “Precisamos pensar em tecnologia sem desprezar a preservação. Temos que nos repensar como negócio para esta geração Millenials, acompanhar esta mudança dos últimos 20 anos. Adaptar nossos hotéis para as necessidades da geração que vive de propósitos para sobreviver. Não podemos esperar   para fazer e atrair este público com qualidade e critérios”, mencionou.

A Lamiecco realizou pelo Brasil alguns projetos de retrofit verde, e aplicou revestimentos em áreas de paredes, móveis, buffet, mesas, e outros, o que promoveu a redução de custo fixo com limpeza e restaurações.

Previsão de conflitos com tecnologia

Em seguida, o engenherio Carlos Barbosa, Diretor de Automação Predial da EPS falou sobre inovações tenológicas na gestão de hotelaria utilizando a plataforma PSIM. A empresa presta serviços de facilities, manutenção predial e gestão operacional e de ativos. Ele contextualizou o cenário de sistemas isolados em silos, com controle de acesso, utilidades prediais, ativos e TI, dentre outros sistemas de forma cruzada aos gestores.

Com o sistema PSIM, é possível relacionar as informações de localização, data, severidade e sensores (presença, por exemplo) dos eventos (conflitos e problemas técnicos), e elas são apresentadas ao operador. Cada uma delas terá um relatório detalhado, para que se tenha a gestão da situação, possibilitando ações preventivas. “O PSIM supera a sobrecarga de informações, prevê o que acontece, evita o acúmulo de eventos, permite balancear cargas de trabalho, possibilita o melhor uso dos sistemas existentes, foca nos incidentes reais, reduz custos nos atendimentos dá tratativas consistentes e suporta ciclo contínuo de melhorias. O sistema pode ajudar de acordo com cada necessidade do cliente, e cada um terá um workflow segundo o que necessita”, explicou o executivo.

Gestão de energia

Luis Franco, da Evolutix falou sobre algumas tendências em relação a economia de energia, que está aliada ao maior conforto do hóspede. A empresa conta com projeto em hotéis brasileiros, como o Hilton Barra, no Rio de Janeiro, que possui gestão energética para hotéis que gerencia o ar condicionado e luzes do quarto, oferecendo economia de energia. A média de economia de energia chega a 42 % na conta mensal, de acordo com o CEO da empresa, Pedro Moreira.

Outra solução da empresa é a possibilidade de ativar e solicitar serviços, como modificar a temperatura do quarto, acender e apagar luzes do quarto pelo próprio smartphone, o que gera receita para o hotel e promove facilidade e comodidade ao cliente. “O diferencial é o Recovery Time, onde o usuário (gestor) programa o desligamento do ar condicionado. Para se ter uma ideia, foi comprovada a economia de aproximadamente 7% na conta de energia a cada grau de temperatura modificado. A plataforma ainda trabalha com o aplicativo; um software que identifica se o hóspede está ou não no quarto. Assim, o hotel controla detalhadamente o uso de energia transformando-o em um hotel inteligente”, explicou Luis Franco.

Outro projeto que está sendo feito pela empresa de gestão energética é no Belmond Copacabana Palace Hotel, icônico empreendimento que recebeu o sistema em torno de 15 dias. Mas, segundo ele, não apenas hotéis de luxo podem receber a tecnologia. “É possível customizar o sistema de gestão. Verificamos quanto está sendo gasto em cada espaço do hotel, e produzimos um orçamento adaptado ao que o empreendimento precisa. O sistema indifere ao tamanho do hotel”, comentou.

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