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Senac apresenta bebidas extintas na 17ª Festa do Vinho em MG

Público poderá conhecer fermentados à base de mel, laranja e pitanga em atividades gratuitas

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Começa hoje, sexta-feira (19), a 17ª Festa do Vinho em Catas Altas, na Serra do Caraça em Minas Gerais. O Evento, que ocorre até o dia 21 de maio, tem a proposta de valorizar o vinho de jabuticaba, típico da região. Nessa edição, serão apresentadas ao público outras bebidas fermentadas que, assim como o vinho de jabuticaba, fazem parte da história da região há centenas de anos.

As receitas, já extintas, foram resgatadas por meio do projeto Primórdios da Cozinha Mineira, realizado pelo Senac, com a proposta de reconhecer o potencial gastronômico local, retomar a produção das bebidas e gerar renda para a região. A Festa do Vinho, que acontecerá na Praça da Matriz da cidade, deve atrair 20 mil pessoas. O evento é realizado pela Prefeitura Municipal de Catas Altas e Emater.

Nos dias 20 e 21, serão realizadas oficinas gratuitas no SenacMóvel, a carreta escola do Senac. O público poderá conhecer os fermentados de laranja, pitanga e mel, a sua utilização em molhos, carnes, entradas e quitandas, experimentar a harmonização com petiscos e queijos regionais, além de aprender como utilizá-los em combinações doces e salgadas. Serão degustados, por exemplo, o arroz de bacalhau harmonizado com vinho de jabuticaba e feijão tropeiro com o fermentado de laranja. As inscrições serão feitas no local por ordem de chegada.

A especialista em pesquisas gastronômicas do Senac, Vani Pedrosa, explica que a região traz, em sua história, uma variedade de fermentados à base de frutas. “É a riqueza gastronômica da cidade. Na Normandia, por exemplo, temos bebidas mundialmente conhecidas, de pêra e maçã, que movimentam a economia de toda a região. A proposta de recuperar essas receitas é criar a mesma oportunidade para Catas Altas e os municípios que participam do projeto. Por isso estamos capacitando os produtores locais para a retomada da produção e apresentando ao público para gerar demanda. Trata-se de uma bebida muito versátil, que pode ser consumida individualmente, utilizada como insumo de outras receitas, inclusive da alta gastronomia, e harmonizadas com diversos pratos”, conta Vani. A capacitação dos produtores aconteceu na véspera do evento, com a participação dos chefs do Senac.

Ainda segundo Vani, essa atividade compõe um dos pilares do Primórdios da Cozinha Mineira, um projeto de extensão da Faculdade Senac que tem a proposta de pesquisar os hábitos alimentares, receitas e ingredientes que eram utilizados há 300 anos, durante o Ciclo do Ouro, na região entre as Serras da Piedade e do Caraça.

O estudo visa descobrir a forma como a região desenvolveu a gastronomia ao longo dos anos, o que envolve um trabalho de fundamentação histórica, pesquisa, resgate e retorno desses ingredientes e receitas para a região. O projeto abrange nove pilares:  horta histórica; pomar histórico; farinhas antigas, pães e quitandas; receitas tradicionais; queijaria; doçaria; bebidas alcoólicas, cafés e chás; carnes e outros derivados de animais; ambiente, utensílios e técnicas.

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