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Seminário CLIA Brasil: Cada 18 cruzeiristas geram um novo emprego no país

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Marco Ferraz, Presidente da CLIA Brasil, falou sobre a importância do evento para o setor de turismo - Foto: Divulgação

A CLIA Brasil – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos – promoveu na última quarta-feira, 30, em Brasília, o seminário “Cruzeiros Marítimos: o momento é esse”. O evento aconteceu na sede da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – e teve o objetivo de debater o potencial e o desenvolvimento do setor de cruzeiros no país. O seminário contou com a presença do ministro do Turismo, Marx Beltrão, do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, entre outras autoridades e empresários.

Na oportunidade, foram discutidos os principais pontos para fazer o setor crescer. Temas como o visto eletrônico para os turistas, transporte, portos e aeroportos foram abordados. Também foram debatidos temas como a regulação do trabalho a bordo e o serviço de praticagem marítima, entre outras questões do setor.

O Presidente da CLIA Brasil, Marco Ferraz, falou sobre a importância do evento para o setor. “Expor publicamente esses gargalos e reforçar os benefícios que o segmento traz para a economia nacional, principalmente diante de um público tão qualificado, com potencial de nos auxiliar, foi de suma importância. Estamos muito satisfeitos com esse evento e certos de que muitas ideias e caminhos foram abertos, em prol do crescimento do setor de cruzeiros no Brasil. Para se ter uma ideia, cada 18 cruzeiristas geram um novo emprego no país, segundo um estudo feito pela CLIA Brasil, em parceria com a FGV”, disse.

Motivos não faltam para acreditar nisso. Eleito pela segunda vez consecutiva pelo Fórum Econômico Mundial (WEF – sigla em inglês) como o país com maior número de atrativos turísticos em recursos naturais, de acordo com dados Ministério do Turismo, o Brasil ainda pode crescer muito no setor. “O turismo brasileiro pode gerar empregos rapidamente, basta que o governo saia à frente dos empresários”, afirmou o Ministro do Turismo, Marx Beltrão, que participou do encontro.

Renê Hermann, Presidente do Conselho de Administração da Clia Brasil; Alexandre Sampaio, Presidente da CETUR; Marco Ferraz, Presidente da CLIA Brasil; Marx Beltrão, Ministro do Turismo; Adalberto Tokarski, Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e Vinicius Lummertz, Presidente da Embratur – Foto: Divulgação

O ministro ainda mencionou que, mesmo em um cenário de retração, o setor de cruzeiros marítimos “contribuiu com R$ 1,911 bilhão na economia brasileira na temporada 2015/2016”. Para a alta temporada de 2017/2018, que começa em novembro, são esperados sete navios que transportarão 400 mil passageiros.

O setor cresce cerca de 4% ao ano, sendo que a média de crescimento mundial chega a 40%. Atualmente, 80 navios estão sendo construídos no mundo. A China tem 60 navios que fazem cruzeiros; a Austrália tem 36, enquanto o Brasil tem apenas sete. “Esses números mostram que ainda há muito a se fazer e justificam a necessidade da promoção de eventos como o que fizemos nesta quarta-feira”, finalizou Marco Feraz, presidente da CLIA Brasil.

Projeção de números

Nesta temporada, o Brasil terá sete navios que geram em média 24 mil empregos. Se o setor contasse com 20, como há oito anos, hoje teríamos cerca de 46 mil empregos num curto espaço de tempo. Como espera-se cerca de 400 mil passageiros na temporada 2017/2018, se tivéssemos 20 navios, esse número ultrapassaria mais de um milhão.

Cruzeiros no mundo

Os cruzeiros marítimos estão com força total ao redor do mundo. Apenas para este ano são esperados 25,8 milhões de cruzeiristas. Países que há muito tempos não faziam parte desse segmento estão crescendo, caso da China e Austrália. No Brasil vários motivos levaram à retração do segmento: infraestrutura, impostos e regulações.

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