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Segurança e Gestão de Crises na hotelaria compõem palestra na HFN

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Inbal Blanc: "Investir em segurança não é um custo, mas sim uma necessidade"

Direto de Olinda (PE) – Encerrando o 2º dia de palestras do Fórum de Hospedagem e Alimentação, espaço de conteúdo para hotéis dentro da HFN – Hotel & Food Nordeste, Inbal Blanc, CEO da SEGURHOTEL; e Otávio Novo, CEO da Novo8, palestraram sobre Segurança na Hotelaria e Gestão de Crises, respectivamente.

Inbal Blanc, especialista na implementação de segurança em empreendimentos hoteleiros desde 2010, abriu sua apresentação citando os ataques terroristas que ocorreram em Paris, o destino mais visitado do mundo. Inbal comentou que a cidade perdeu em média 1 milhão de turistas, causando um prejuízo de 750 milhões de euros, somente no primeiro trimestre de 2016. “Por isso a importância da segurança no setor turístico”, disse. Outro exemplo foi o resort cinco estrelas da Tunísia, na África, que sofreu um ataque terrorista em junho de 2015. Um homem armado entrou no local com uma metralhadora e abriu fogo, matando ao menos 37 pessoas e ferindo outras 36. O fato causou o efeito “hotel fantasma”, não só no empreendimento como na Tunísia em geral.

E a realidade sobre a segurança na hotelaria no Brasil? Blanc citou diversos exemplos da insegurança, como o caso da modelo e apresentadora Ana Hickmann, atacada por um homem armado em um hotel de Belo Horizonte (MG) em 2016. Além disso, mostrou o caso de um repórter da Globo News que entrou sem se identificar e circulou com facilidade pelos corredores e andares em quatro hotéis de Copacabana, no Rio de Janeiro. “O turismo no Rio perdeu R$ 320 milhões devido à falta de segurança e fechou 12 mil vagas de empregos formais em 2017”, resultado direto da violência, completou.

E a solução? De acordo com o especialista, é preciso investir na tríade pessoas + tecnologia + procedimentos. Por exemplo, no caso de pessoas, é preciso conscientizar os colaboradores do estabelecimento para que analisem o comportamento dos hóspedes e avisem no caso de qualquer atitude suspeita. “É fundamental que o turista se sinta seguro tanto na cidade que está visitando quanto no hotel”, enfatizou.

Gestão de Crises no setor hoteleiro 

Dando sequência à palestra, Otávio Novo, CEO da Novo8, subiu ao palco para falar sobre Gestão de Crises. De 2010 a 2016, Novo foi Gestor de Segurança, Riscos e Crises, em 300 hotéis com 15 mil funcionários em nove países.

Otávio Novo: “A segurança deve ser tratada com primazia nos hotéis”

O especialista iniciou sua apresentação falando sobre a cadeia produtiva do turismo, composta por: comercialização, atrativos, alimentação, hospedagem, transportes e apoio turístico, tópicos que afetam diretamente o setor. “Mas o principal é a segurança. Todo turista quer voltar para a casa em segurança depois das férias ou da viagem a trabalho”. Sobre riscos de operação de um hotel ou restaurante, Otávio afirmou que existem, catalogados, 200 riscos, como roubos, acidentes, ciberataques, incêndios, intoxicação alimentar, ataques terroristas, óbito, sequestro, desastres naturais, dentre muitos outros.

Para resolver a questão, segundo ele, é necessário começar pela análise de riscos, ou seja, conhecer as ameaças. Depois, fazer a definição de procedimentos. “A camareira, por exemplo, precisa estar ciente que não pode abrir a porta para ninguém que esteja sem a chave do quarto do hotel”, disse. Outras questões são treinamentos e soluções, realizar a gestão de crise e atualizar os conceitos de prevenção. “A gestão de crise prevê três grandes valores: pessoas, negócios e reputação, realizando procedimentos como alerta, ações emergenciais, centralizar informações, estabelecer estratégias e tomar decisões apuradas”, completou.

Os principais riscos apontados por Otávio Novo que podem acontecer em hotéis

A reportagem da Revista Hotéis viaja para cobrir o evento em razão de ser parceira da HFN e se hospeda no hotel Luzeiros Recife.