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Rota religiosa do México é apresentada no Encontro Empresarial de Turismo Religioso

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Sergio Miguel Palma Peniche: "O turismo religioso se assemelha ao turismo cultural ou de lazer, mas exige mais cuidados, pois lida com a fé das pessoas"

Direto de Aparecida (SP) – O Diretor-geral da Ruta de San Juan Diego – o mais conceituado roteiro religioso do México, Sergio Miguel Palma Peniche, terminou agora à pouco uma palestra no primeiro Encontro Empresarial de Turismo Religioso. O evento é promovido pelo SinHoRes -Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico, com apoio de outros sindicatos e da BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. O seminário que está acontecendo na Pousada do Bom Jesus é voltado para operadores de turismo, empresários e lideranças religiosas e tem o objetivo de fomentar a visitação à Basílica de Nossa Senhora Aparecida e projetá-la como destino mundial de peregrinação, a exemplo de dos santuários de Fátima (Portugal), Lourdes (França) e Guadalupe (México).

Peniche começou sua palestra explicando que o turismo religioso se assemelha ao turismo cultural ou de lazer, mas exige mais cuidados, pois lida com a fé das pessoas que muitas vezes não poupa esforços para alcançar os objetivos. Ele citou a peregrinação que os fiéis fazem pelo Caminho de Santiago, na Espanha, e que já acontece há mais de 1000 anos. Peregrinações também foram citadas por ele como um dos fatores responsáveis pela fundação da Cidade do México. Em 1531, com a aparição de Nossa Senhora de Guadalupe a um indígena, fomentou a religião que teve um incremento por parte dos colonizadores espanhóis. “Dos três lugares católicos mais visitados no mundo, dois estão nas Américas. Os dados que temos de 2007, indicam que Guadalupe recebeu 15 milhões de visitantes, Notre Dame, na França com 10 milhões e Aparecida (SP), com 8 milhões de visitantes. San Juan de Los Lagos, também no México, está com um número crescente de visitantes, mas não cresce mais por não ter uma estrutura adequada para receber”, destacou Peniche.

Vender rota é melhor do que destino, pois vai gerar uma maior arrecadação. Esta é a opinião de Peniche que elencou as principais ameaças para o turismo religioso. Falta de operadores preparados, carência de guias preparados, falta de infraestrutura, de produto religioso, pouco tempo dos fieis nas centrais da fé, pouca promoção da rota, falta de relacionamento entre o Estado e a iniciativa privada e a insegurança.

Peniche enxerga uma similaridade muito grande entre Aparecida e Guadalupe, pois ambas cidades possuem uma paixão e veneração pela Virgem Maria, além de Brasil e México terem as maiores populações católicas do mundo, mas adianta: “Para fomentar este produto tem de haver uma efetiva participação da iniciativa pública e privada, assim como da igreja, mas Aparecida já sai na frente, pois conta com bons guias, hotéis e estrutura para receber os turistas”, concluiu Peniche.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a convite do SinHoRes – Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Aparecida e Vale Histórico e se hospeda na Pousada do Bom Jesus.

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