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Ricardo Amorim falou sobre oportunidades imobiliárias no ADIT Invest 2018

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Ricardo Amorim deu uma verdadeira aula magna de economia em sua palestra

“Não há nenhum mercado mais cíclico do que o imobiliário. Se está ruim, sempre pode ficar pior. Se está bom, tende a ficar melhor”. Assim, Ricardo Amorim iniciou sua palestra no ADIT Invest 2018, que ocorreu hoje na capital paulista, e acontecerá amanhã (24), na Amcham Brasil, zona Sul paulistana. O evento é promovido pelo ADIT Brasil e tem a Revista Hotéis como mídia oficial.

Amorim não está otimista quanto ao mercado imobiliário nos próximos meses, citando que a incerteza eleitoral atual gera alta no dólar e, consequentemente, alta nos juros, fatores que causam insegurança no momento de investir em imóveis. Assim que o novo Presidente for eleito, o especialista acredita que a confiança voltará, movimentando novamente o setor.

Sala cheia em palestra do economista Ricardo Amorim

De uns anos para cá, a crise, o desemprego e a falta de crédito fizeram com que houvesse muito mais imóveis à venda do que pessoas para comprar, ou seja, a oferta se tornou maior do que a procura. Sem falar nos mais de 20 milhões de brasileiros que caíram da classe média para a classe baixa, indivíduos que não têm poder de compra de imóveis.

O economista comentou sobre como as pessoas se sentem seguras para investir em imóveis no momento errado, justamente quando todos estão comprando e os preços estão altos. “Quando alguém fala sobre oportunidade, ela já passou”, complementando que “o preço de se sentir seguro, é perder dinheiro”.

Ricardo Amorim dividiu o baralho dos que podem ou não fazer as reformas que o País necessita, os de naipe em vermelho não farão as mudanças e os de preto, podem fazer, ou não, segundo o especialista

Amorim ainda comentou sobre como os países emergentes geram três vezes mais riqueza do que os Estados Unidos e Japão, por exemplo, e como, alguns anos atrás, se falava em ascensão econômica de países emergentes. Mas o Brasil, devido a questões políticas, acabou ficando de fora da lista dos emergentes. Já do ponto de vista econômico, Amorim acredita que o País está no rumo certo, apesar da crise, da incerteza política e das altas taxas de desemprego.