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Perspectivas econômicas para América Latina são apresentadas no LASOS

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Gustavo Cañonero: "O crescimento dos países da América Latina sempre foi atrelada ao valor das commodities no mercado mundial"

Direto de Buenos Aires – Argentina – Gustavo Cañonero, Sócio Diretor do Grupo SBS abordou este tema agora a pouco na 5ª edição do LASOS – Latin American Shared Ownership Summit, evento que é promovido pela RCI – Resort Condominiums International até amanhã no  hotel InterContinental de Buenos Aires, no centro da capital portenha, prossegue até amanhã, com promoção da  RCI – Resort Condominiums International reúne 248 profissionais do setor de tempo compartilhado em amplos debates. Gustavo Cañonero tem um bom curriculum profissional já tendo atuado em várias instituições financeiras mundiais e até mesmo no FMI – Fundo Monetário Internacional. Ele começou sua palestra destacando que o crescimento dos países da América Latina sempre foi atrelada ao valor das commodities no mercado mundial. A dívida pública, controle inflacionário, estabilidade política e econômica e o incremento das exportações determinam a competitividade destes países.

Nos dados apontados por ele, existem muitos avanços em relação ao desenvolvimento humano com a taxa de mortalidade infantil caindo, assim como os índices de pobreza. Com isto os países se tornaram mais competitivos. E ele citou estes países. “O Brasil está começando a se recuperar de uma longa recessão, mas ainda está longe de alcançar as condições de crescimento de países como o México, Chile, Argentina ou mesmo Colômbia estão alcançando. Mas o Brasil está conseguindo uma estabilidade econômica boa, com inflação em queda, ao contrário de países como a Argentina, mas ambos países tem em comum um grande déficit fiscal, ao contrário do Chile”, revelou.

A palestra de Gustavo Cañonero foi dividida em quatro temas

E uma preocupação de Cañonero é a dívida previdenciária existente no Brasil que poderá atingir em breve 25% do PIB e o da Argentina deverá chegar aos 15%. Mas estes dois países possuem dívidas externas muito baixas e o Chile é que mais preocupa, seguido de Colômbia e México. E quando o assunto é competitividade, falta melhorar o aspecto macro econômico na Argentina, assim como no Brasil. Neste ranking o Chile tem o melhor indicador na região, seguido pelo México que fez bons acordos comerciais algum tempo atrás.

As eleições presidenciais na região nos próximos meses e anos, pode mudar o quadro atual. Para Cañonero, o México é a grande incógnita, pois a sua política está indo para o populismo e isto pode reduzir a eficiência. “Reduzir a informalidade nos mercados de trabalho, oportunidade para as mulheres, investir nos mercados de educação e redução da corrupção são pontos que devem ser abordados na agenda de qualquer um dos novos governantes na região”,  assegurou Cañonero.

Perspectivas dos países latino americanos apresentadas na palestra de Gustavo Cañonero

E as grandes oportunidades apresentadas por ele na região da América Latina, estão no Brasil. “A política deve permanecer com os esforços na área fiscal, mesmo com um governo sem forte mandato político. O novo governo deve resgatar esta confiança na população, mas já deu grande contribuição na estabilidade econômica. Na Argentina as eleições em breve podem definir os novos rumos de recuperação da economia, mas é um país que apresenta um bom potencial de crescimento nos últimos anos”, concluiu Cañonero.

A reportagem da Revista Hotéis viaja a Buenos Aires e se hospeda no hotel InterContinental a convite da RCI para cobrir este evento.

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