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Parques temáticos com propriedades compartilhadas é debatido no ADIT Share

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Renomados profissionais do setor debaterem com bastante propriedade o tema

Direto de Campinas (SP) – Terminou agora há na 3ª edição do ADIT Share um painel que abordou os parques como âncoras para as propriedades compartilhadas. A Revista Hotéis já havia feito uma matéria bem ampla e abrangente sobre o tema na edição de julho, conforme pode ser acessada através do link http://migre.me/raLJ9 e serviu de inspiração para a elaboração deste painel por parte da ADIT Brasil. Os desafios de viabilidade, implantação e gestão foram temas debatidos pelos seguintes painelistas: o Arquiteto Carlos Mauad, o Diretor do Grupo Ferrasa, Newton Ferrata, Alain Baldacci, Diretor do Wet’n Wild e Gustavo Rezende, Diretor comercial do Grupo GR. Quem fez a moderação deste painel foi Juliano Macedo, Gerente de novos negócios da rede de hotéis Mabu.

O arquiteto Mauad, começou o painel fazendo uma apresentação de alguns trabalhos que já desenvolveu em parques temáticos e aquáticos de vários resorts no Brasil, como o Enotel, Rio Quente, Mabu, Costa do Sauípe, Grupo Ferrasa, entre outros, e os desafios enfrentados e conquistas. Ele citou como grande desafio a implantação de um parque aquático em Sauípe numa área de preservação ambiental de 200 mil m2 que está sendo implantado numa parte do campo de golfe que foi reduzido de 18 para 9 buracos. “O objetivo deste projeto é reduzir o mínimo o impacto com o meio ambiente. Criamos uma sinergia contando com um rio lento com mais de 500 metros e vários equipamentos formando vilas e criando atrações”, revela Mauad.

Newton Ferrata destacou em sua palestra o mais recente investimento do Grupo Ferrasa que é a construção do Hot Beach Parque aquático, em Olímpia (SP) que é uma âncora para um hotel que está sendo construído no modelo de condo hotel com 464 apartamentos. Segundo ele, existe um custo elevado na comercialização deste empreendimento, ainda mais no atual momento econômico. “O fluxo de entrada de dinheiro é diferente da demanda e é necessário aporte próprio. Entregar no mínimo o que prometeu e se puder surpreender o cliente, é o melhor dos números. Adotamos utilizar o sistema de fração imobiliária, o cliente só paga quando utilizar. Toda administração do complexo aquático e do hotel será própria, com 100% da operação para que possamos manter a qualidade e o atendimento ao cliente”, enfatizou Ferrata.

O Diretor do Grupo GR, Gustavo Rezende apresentou os vários empreendimentos que possuem em cidades como Olímpia (SP), através do Royal Thermas Resort & Spa que já tem em operação 456 unidades habitacionais, mas o projeto prevê 967 unidades hoteleiras quando a obra estiver totalmente concluída. “Fomos convidados em 2009 a construir o Royal Thermas Resort & Spa ao lado do Thermas Parque dos Laranjais e estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados. Isto nos motivou a empreender também em Gramado (RS) através da implantação do Gramado Termas Resort e Spa, ao lado do Snowland (o primeiro parque de neve das Américas). As vendas do empreendimento nos surpreendeu, pois tínhamos previsão de comercializar as unidades em dois anos, mas elas foram comercializadas em apenas oito meses. Com isto, vamos lançar em breve um segundo resort no mês que vem e participar também de um parque aquático de águas quentes. Acreditamos muito neste nicho de mercado entre parques inseridos junto aos meios de hospedagens e esta simbiose se faz de forma bastante saudável”, destaca Rezende.

Baldacci destacou que parques temáticos já é um conceito bem consolidado no exterior, como nos Estados Unidos, com os parques da Disney e a integração com os hotéis é uma necessidade para uma operação de resultados. “É uma ocupação saudável do tempo livre que reúne toda a família em atividade lúdica e saudável para todas as faixas etárias. Mas é necessário uma renovação constante do produto e a implantação de novas atrações com frequência”, alerta Baldacci que deixou uma boa dica para os participantes do painel. “Desenvolver um projeto para atender pessoas com deficiência física é um nicho que não é atendido hoje em dia no Brasil, mas é necessário que este produto seja muito seguro e atrativo”.

E em relação ao crescimento de parques temáticos no Brasil, Baldacci vê com muito otimismo, pois segundo ele os parques recebem 12 milhões ano de visitantes por ano. “Pode parecer um número elevado, mas somente a Disney recebe 130 milhões por ano. E os gargalos são conhecidos para incrementar os parques no Brasil e esbarra na: redução dos impostos na importação dos brinquedos, pois não temos tecnologia no Brasil para fabricação e os impostos que são abusivos”.

A equipe da Revista Hotéis está hospedada a convite do ADIT Brasil no Royal Palm Plaza Resort, onde acontece o ADIT Share.

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