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O que se pode esperar de São Paulo, uma das megacidades do mundo

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Michel Tuma Ness: "uma metrópole 24 horas no ar, com um estilo de vida que conjuga trabalho e lazer como se fossem as duas faces da mesma moeda"

Artigo de Michel Tuma Ness*

Como sempre, a principal metrópole brasileira, o mais importante polo comercial, financeiro e industrial da América Latina e uma das quatro maiores cidades do mundo, esbanja dinamismo. São Paulo continua a ser um ótimo lugar para fechar negócios, para mostrar produtos, para fazer com que algo ressoe na caixa de ressonância brasileira e latino-americana. Porém, cada vez mais, os visitantes percebem que, ao lado do trabalho. São Paulo oferece um universo de cultura e lazer comparável ao dos maiores centros urbano.

São cinemas, museus, teatros, áreas do patrimônio histórico-cultural, festas populares, parques, casas de espetáculos, parques temáticos e centenas de praças para o observar paulistano. E milhares de restaurantes, hotéis, dezenas de espaços para eventos, shoppings centers, ruas comerciais especializadas e milhares de ruas, para constatar que, hoje, como ontem, São Paulo não pode parar.

A cada ano, cerca de 45 milhões de visitantes vêm à cidade, para alavancar os negócios ou estreitar os contatos profissionais, para fazer compras nos centros comerciais ou shoppings centers e usufruir de uma vida cultural em dia, como se faz no mundo.

E comprovar que São Paulo é a grande cidade brasileira, uma metrópole 24 horas no ar, com um estilo de vida que conjuga trabalho e lazer como se fossem as duas faces da mesma moeda. Capital de um Estado do tamanho do Reino Unido, com uma população próxima à da Espanha e que gera quase metade da economia brasileira. São Paulo tornou-se também um dos principais destinos turísticos do País.

Vista do Vale do Anhangabaú, cartão postal de São Paulo – Foto: Embratur

São Paulo, na razão direta de sua grandeza e importância, é a metrópole que mais promove eventos na América do Sul. Anualmente, cerca de 90 mil – congressos, feiras nacionais e internacionais, convenções de categorias profissionais e seminários temáticos, são realizados na cidade, uma média superior a 200 por dia (segundo a definição, eventos são encontros que se valem de equipamentos e prestação de serviços especializados, reunindo mais de 50 pessoas). Em São Paulo, qualquer tipo de evento, aberto ao público ou exclusivo, tem sucesso garantido. São 180 grandes feiras, a exemplo dos tradicionais Salão do Automóvel ou Condex/Sucesu, da área de informática e telecomunicações, também há feiras industriais dos setores da alimentação, da construção, couro, eletrônico, farmacêutico, etc. Entre os fatores que contribuem para o êxito, estão a infraestrutura existente, a hotelaria privilegiada, a vida vibrante da cidade, além do profissionalismo do setor, que hoje conta com milhares de empresas que empregam milhares de pessoas. É um mercado que movimenta R$ 5 bilhões por ano e atrai perto de 15 milhões de pessoas do Brasil e exterior, aos principais centros de convenções, como o Anhembi, o maior pavilhão de exposições da América Latina e quinto do mundo. Mas há mais espaços: Expo Center Norte, Frei Caneca, Imigrantes, Rebouças etc., totalizando mais de 300 mil metros quadrados que a cidade disponibiliza para congressos e feiras de todas as dimensões. Como exemplo, vale lembrar o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, o segundo maior do mundo, que reúne milhares de pessoas. Entre os eventos que atingem um público ainda mais amplo, movimentando toda a cidade, estão o Carnaval e o Grande Prêmio de Fórmula 1, que ocorre no segundo semestre.

Se cada congresso e cada feira são, como se afirma, provas da sociedade viva, São Paulo vive em estado de festa. Tudo o que existe para ser comprado pode ser comprado em São Paulo. A cidade possui um dos maiores parques industriais do mundo e apresenta uma atividade comercial compatível, pois indústria e comércio costumam caminhar juntos, comparáveis às maiores às maiores metrópoles do mundo. São centenas de milhares de pontos comerciais, movimentando algo em torno de U$$ 1,3 bilhão por ano. Encontra-se de tudo, dos mais variados preços, modelos e procedências. Há mais de 60 shoppings centers, do pioneiro Iguatemi (o primeiro a ser erguido e ainda um dos aristocráticos), às unidades mais modernas, espalhadas pelos bairros e centros vizinhos, polos comerciais especializados – elétricos e eletrônicos, ferragens e máquinas, luminárias, madeiras, moda, móveis, vestidos de noivas, lojas e magazines, feiras de artesanato e antiguidades.

Quem quiser conhecer um pouco mais a alma paulista, basta ir às compras. Nos shoppings, o espaço dos jovens e de quem quer, da maneira mais segura possível, encontrar tudo em um só lugar. Antes ou depois das compras, nada como um cinema para ver o filme da “hora” ou um restaurante para testar o paladar. Nas ruas dos Jardins, uma sucessão de lojas requintadas, com as mais badaladas grifes nacionais e internacionais. A esquina das ruas Haddock Lobo e Oscar Freire é exclusivíssima. Na Liberdade, a Chinatown paulistana, com lanternas e portais nipônicos nas ruas, destacam-se as lojas de artigos e restaurantes orientais e os famosos karaokês. Na Rua 25 de Março, a maior concentração atacadista e varejista do Brasil, encontram-se lojas de armarinhos, brinquedos e tecidos. Na Rua Santa Efigênia, o mais importante centro eletro-eletrônico da America Latina, com aproximadamente 300 lojas. No Bom Retiro e Brás, centenas de lojas de roupas e confecções.

Ir às compras em São Paulo é viver São Paulo, onde o difícil não é andar, mas decidir, entre tanta oferta, o que comprar. Basta afirmar que São Paulo possui mais de 3.500 restaurantes.

É um número com constante mutação e a cidade é considerada uma das maiores mesas do planeta. Fiel à sua vocação, já se diz que a praia do paulistano são os restaurante e os shoppings. O Mercado Municipal, de venerável arquitetura, foi inteiramente reformado, para abrigar um centro gastronômico com seis novos estabelecimentos. Cosmopolita de raiz, São Paulo se acostumou a experimentar junto com os pratos da terra ou da culinária oriental, os sabores mais exóticos, provenientes da China, Coréia, Índia, Japão, Tailândia, Vietnã, Líbano, etc.

Em São Paulo vivem brasileiros de todos os Estados. Assim, ao lado de clássicos da cozinha nacional, a exemplo de churrascos, festival de carnes cuja fartura costuma impressionar os visitantes estrangeiros, e das feijoadas, alquimia gastronômica que surpreende pela originalidade e sabor, não é difícil encontrar especialidades baianas, capixabas, mineiras, paraenses ou, de uma maneira geral, nordestinas, pois São Paulo, sabe-se, é a maior cidade nordestina do Brasil.

Entre as culinárias, destaca-se a italiana, que tem bons endereços cheios de estrelas ou mais simples. Mas há ainda excelentes restaurantes franceses, com a sofisticação de uma culinária única e japoneses. Nos últimos anos, o número de sushi-bares superou o de churrascarias ! E restaurantes alemães, árabes, escandinavos, espanhóis, gregos, portugueses etc.

Saída da Avenida Dr. Arnaldo para Avenida Paulista – Crédito: Raiza Oliveira

A mesa paulista oferece de tudo. Fast-food internacional? Peixes e frutos do mar? Pratos naturais e vegetarianos? A resposta é sim. Mas há mais, muito mais. De uma simples pizza para reunir os amigos (há mais variedade do que na própria Itália), aos pratos de grande requinte, como o clássico francês, o Coq au Vin; do italianíssimo Tortellloni e Abóbora e Amêndoas ao nipônico Tsubo Yaki, passando por pratos alemães, argentinos, chinesses, espanhóis, portugueses, etc.

São Paulo, caso raro entre as metrópoles do mundo, surgiu em torno de uma escola. São Paulo é, ninguém duvida, a capital brasileira do trabalho, mas, como todo o direito e sem qualquer sentimento de culpa, também se diverte e relaxa.

Há um lugar para cada público: bares, botecos, choperias, pub’s, boates, charutarias, discotecas, cafés, casa de chá, docerias, sorveterias, e não se preocupem, que a última novidade internacional logo chega, pois a cidade está ligada em tempo real com o mundo.

Bares que não fecham nunca, discotecas que reverberam o último hit, café para jogar conversa fora ou saber as novidades, choperias lotadas, karaokês animados, pubs acolhedores … DJs criativos. A partir da happy-hour, a noite paulistana brilha com intensidade sem igual, principalmente em redutos famosos como Bixiga, um dos bairros boêmios da cidade. Lá, ao lado de cantinas e teatros, muitos bares e cafés, e sons que se confundem: baião, choro, jazz, latino, rock. No Itaim e no Jardins, a balada se faz sofisticada e exclusiva, na medida exata da elegância e do requinte da região.

São Paulo vibra! Descubra São Paulo!

*Michel Tuma Ness é Presidente Fenactur – Federação Nacional de Turismo e Vice-Presidente CNTur – Confederação Nacional de Turismo

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