HOME Matérias Opinião Negócios da bola: a hora do turismo é agora

Negócios da bola: a hora do turismo é agora

2
0
SHARE

Para o turismo do Brasil, a Copa do Mundo em 2014 deve ser mais do que uma festa. Quer dizer, encarada como investimento nacional, para dar impulso ao esporte e, também, ao país como um todo, a exemplo do que fez a Alemanha, dona dos estádios considerados os melhores da Europa, porque são rentáveis arenas multifuncionais. Se pela grandeza do evento e o espírito do brasileiro podemos prever momentos de alegria, comemorações, disputa e mobilização de torcidas, por outro, recomenda o bom senso providências para que a organização da Copa seja impecável profissionalmente, sem furos nem improvisações.
Também para quem trabalha no segmento de turismo de negócios, essa será a grande oportunidade, impossível deixá-la passar sem tirar proveito máximo da divulgação do destino Brasil no mundo inteiro. E se o objetivo for ganhar dinheiro com o campeonato mundial de futebol, cuja expectativa é movimentar US$ 10 bilhões em investimento, a preparação precisa começar logo, pois, daqui a cinco anos temos obrigação de apresentar um país organizado, profissional e competente para sediar um dos maiores acontecimentos do mundo, que volta a ter o Brasil como sede após 64 anos. Ou, se considerarmos a Copa realizada na Argentina, apenas 36 anos da competição fora da América. Eis um tempo suficiente para termos assimilado experiências e acertarmos uma ação integrada, com meta única para o turismo de negócios e eventos, sob pena de sobrar para o segmento um jogo com bola murcha.
Para um Brasil que é o 7º destino internacional de eventos no mundo, de acordo com o ranking ICCA, no qual figuram em destaque algumas cidades brasileiras – São Paulo, Rio, Foz do Iguaçu, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, Fortaleza, Campinas – pelo número de eventos internacionais que atendem, não é demais assinalar que, embora haja muito a fazer, vale apostar na capacidade profissional dos nossos organizadores de eventos para garantir uma boa Copa.
Teremos que trabalhar com a certeza de que não apenas o esporte lucrará com o campeonato.  O Brasil precisa modernizar estádios, aeroportos, estradas, hospitais. Aumentar a oferta de hospedagem, assegurar capacidade de transmitir os eventos para as TVs de todo o mundo, tecnologia para suportar um grande volume de troca de informações, por telefone e internet. Todavia, são obras que ficam e qualificam o destino turístico.
Faltam ainda cinco anos para começar a Copa, mas a hora do turismo é agora. O primeiro passo é não dispersar inteligência, nem trabalhar isoladamente, forma eficiente e testada de assegurar dividendos para todo o conjunto formado pelos produtores de eventos e negócios. Louvável, dessa forma, a decisão dos Estados do nordeste brasileiro que vão sediar os jogos e optaram por tirar o máximo de proveito dos 600 mil turistas estrangeiros, número estimado de torcedores que virão assistir as partidas. E sem excluir nenhum dos nove Estados, pois há chance real de atuar como destino pré e pós eventos, mesmo fora do cenário das disputas. Traduzindo: o sol poderá brilhar para todos e muito além de 2014.

SHARE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here


CAPTCHA Image
Reload Image