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Maksoud Plaza (SP) inaugura suíte com conceito artístico

Instalação de arte percorre os nove ambientes de uma das suítes presidenciais do hotel paulistano

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Vernissage da SuiteDreams 2117, de Fernando Morozini no Maksoud Plaza - Foto: Fernando Cavalcanti

A convite do Hotel Maksoud Plaza, o artista plástico e fotógrafo Felipe Morozini criou a Suíte Dreams 2117, inaugurada no último dia 25 de junho com o conceito de “Instalação Habitável”. Para sua realização, foi utilizada uma suíte com nove cômodos e 126 m² no 21° andar do tradicional hotel paulistano, que sempre teve forte conexão com a arte.

Cada ambiente foi recriado e transformado em arte sem perder o conforto de uma suíte presidencial. Morozini brinca com situações e signos contemporâneos para proporcionar ao visitante uma experiência única de imersão à fantasia, a um universo lúdico e único que aguça todos os sentidos.

Ainstalação tem a sala transformada em floresta, com plantas naturais, que exala aromas e sons de animais e cachoeira. “A floresta foi colocada no primeiro cômodo para que as pessoas possam entrar na obra através da poesia visual”, explica o artista. Sobre a cama da suíte, que preserva o aconchego dos lençóis de algodão egípcio, um letreiro em neon estabelece comunicação com o hóspede: “Você é um pouco de mim”.

Em uma mesa, dez câmeras observam o visitante e fragmentam seu corpo – um questionamento sobre selfies, privacidade e a imagem de cada um. Óculos especiais também serão oferecidos para que a experiência seja ainda mais incomum.

Entre os ambientes, os banheiros foram escolhidos para experiências cromoterápicas. Cada um – são três ao todo – tem uma cor específica: azul, vermelho e rosa. “É uma experiência vivenciar cores inteiras e trabalhar ludicamente essa sensação”, explica Morozini. Entre as experiências com cores, um quarto completamente branco – do piso ao teto – completa a paleta do artista. Entre os objetos brancos do quarto, uma polaroide para que o hóspede possa registrar e revelar suas sensações instantaneamente.

Os principais materiais utilizados na instalação são o espelho, o neon e a natureza. Segundo o artista, a obra discute a memória, a carga afetiva que o lugar tem, o entendimento de que as coisas não são só coisas a partir do momento em que o hóspede chega à suíte. “Sou sobrevivente, um sonhador, não faço cenografia, sonho com arte, sonho em poder melhorar o mundo esteticamente”, reflete o artista a respeito de sua inspiração para a instalação habitável.

 

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