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Legalização do jogo no Brasil é desejo de debate entre autoridades do turismo

Ministro do turismo e Herculano Passos querem retomar o tema sob o argumento de aumentar o desempenho da indústria no mercado internacional

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MInistro do Turismo Henrique Alves e o Deputado Herculano Passos. Foto: Jane Santin

Nesta última terça-feira (27), o Ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves esteve presente em um almoço promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo. Dentre outros temas mencionados na reunião, Alves defendeu que se inicie um debate sobre a legalização do jogo no País. Para o ministro, isso seria mais uma arma na batalha contra o baixo desempenho da indústria frente ao mercado internacional.

A proposta de Alves é apoiada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo no Congresso Nacional, deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), que, no início deste mês, teve aprovado pela Comissão de Turismo requerimento de audiência pública para debater a legalização dos cassinos no Brasil. “Queremos ouvir prós e contras, discutir amplamente, para poder avaliar se é uma boa solução para o país, especialmente como medida para superação da crise econômica pela qual estamos passando”, propôs o deputado.

Para Alves, é necessário que se faça um debate ético sobre o assunto. “Dos 194 países que fazem parte da ONU, 165 permitem o funcionamento desses estabelecimentos. Estamos enquadrados em um grupo de rejeição formado, basicamente, por países com cultura árabe/religião muçulmana. Agora eu pergunto: o que estamos fazendo lá? Me respondam, porque eu não sei, sinceramente”, argumentou o ministro, valorizando, por outro lado, a proibição de funcionamento dos bingos em território nacional, oficializada em 2000.

Durante o almoço, o chefe da pasta do turismo apresentou um estudo de caso sobre o resort Conrad Punta del Este Resort & Casino, no Uruguai, conhecido justamente por ser um ambiente propício para os amantes dos jogos de tabuleiro e cartas. “Eu sei que é um assunto polêmico, mas devemos iniciar esse debate. No Conrad, o principal visitante é o brasileiro. Por que não podemos aproveitar esse interesse do público e reverter em bons negócios para a iniciativa privada brasileira?”, questionou Henrique Eduardo Alves.

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