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Imóveis cadastrados no Airbnb não pagam impostos e nem são fiscalizados

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Presidente da Associação de Hotéis do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, chama atenção para o prejuízo da atividade para o setor

Prática polêmica no setor de acomodações do mundo inteiro, o Airbnb ganhou as manchetes nos últimos dias após o Sebrae, em concordância com os pleitos das lideranças nacionais do turismo e hotelaria, voltar atrás em convênio realizado com a plataforma de hospedagem. A empresa alegou que o Sebrae agiu por pressão de grandes empresários do ramo, prejudicando pequenos comerciantes e empreendedores, e acusou a ABIH Nacional de estar praticando reserva de mercado.

No Rio de Janeiro, onde a rede hoteleira investiu mais de 10 bilhões de reais e dobrou a oferta de 30 mil para 60 mil quartos, em função dos esforços para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016, o tema ganha ainda mais evidência.

O Presidente da Associação de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, fez coro ao posicionamento da entidade nacional e chamou atenção para o prejuízo da atividade para o setor hoteleiro. “A hotelaria investiu pesado para atender a uma demanda da ampliação da oferta de leitos, tem uma carga tributária altíssima e gera, somente no Rio de Janeiro, pelo menos 180 mil postos de trabalho, segundo estimativa recente do SindHotéis-RJ. Além da altíssima arrecadação de ISS gerada para os cofres municipais. Isso vale também para pousadas, albergues, aparts e todos os outros meios de hospedagem que trabalham na legalidade”, pontua.

Alfredo Lopes diz ainda que: “Diante de uma crise política e financeira, na qual o setor registra ocupação média abaixo de 50% e altíssima ociosidade de leitos, ainda precisamos enfrentar essa concorrência desleal de uma plataforma milionária, que reúne imóveis que não recebem nenhuma fiscalização e capacitação, não pagam impostos e cujos rendimentos não geram nenhum benefício à economia do turismo receptivo onde atua. Não se promove competitividade sem equiparação fiscal e fomentando atividades informais”, categorizou o empresário.

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