HOME Matérias Entrevista Hplus, uma rede comprometida com gestão eficiente

Hplus, uma rede comprometida com gestão eficiente

505
1
SHARE

A rede hoteleira Hplus iniciou as atividades em 2002 no Distrito Federal com foco em hospedagem de duração superior a 30 dias.  Posteriormente focou também a hospedagem de curta duração e atualmente está fortemente consolidada em Brasília, de forma que já é a maior administradora de hotéis do Centro-Oeste. E oportunidades de crescimento em outras regiões do Brasil estão sendo analisadas.
Um dos segredos desta performance que Otto Sarkis, Diretor corporativo da Hplus atribui, é o custo de gestão que segundo ele, é menor em relação ao padrão internacional. Com isto, os hotéis podem trabalhar com tarifas reduzidas, mas proporcionando retorno maior para o investidor. Já do ponto de vista dos investidores, a Hplus não cobra taxa de gerenciamento, apenas participação no lucro líquido, o que eleva o grau de comprometimento com resultados. Confira a seguir a entrevista exclusiva.

Revista Hotéis — Como e quando surgiu a rede Hplus? Ela foi criada com quais objetivos e porque razão da escolha deste nome?
Otto Sarkis — A Hplus foi fundada em 2002, passando a ser a primeira empresa de administração de residenciais com serviços no Distrito Federal (hotéis para hospedagem superior a 30 dias). Em 2011 ingressamos na hotelaria tradicional, com hospedagens de curta duração. O nome Hplus faz junção ao H, de hotel e hotelaria, e o nome Plus, que significa “mais” e já é uma palavra consolidada entre os brasileiros. Simbolicamente, ela significa dar bom resultado para o hóspede e para o investidor.

Revista Hotéis — O que difere a rede Hplus das demais administradoras hoteleiras existentes no Brasil
Otto Sarkis — As outras administradoras hoteleiras trabalham com bandeiras no padrão internacional, já a Hplus trabalha com bandeiras genuinamente brasileiras. A empresa emprega duas estratégicas específicas para garantir o ritmo de resultados: empreendimentos de longa temporada, sob a bandeira Long Stay, e hotéis tradicionais, divididas por bandeiras distintas: Premium, Executive, Express e Express+, que permitem a Hplus atingir diferentes públicos.
O nosso custo de gestão é menor em relação ao padrão internacional, por isso os nossos hotéis podem trabalhar com tarifas reduzidas, mas proporcionando retorno maior para o investidor. Já do ponto de vista dos investidores, a Hplus não cobra taxa de gerenciamento, apenas participação no lucro líquido, o que eleva o grau de comprometimento com resultados.

Revista Hotéis — Como vocês estão posicionados no mercado e quais são as estratégias de crescimento da Hplus nos próximos anos? Franquia ou mesmo conversões fazem parte do crescimento ou vão manter o foco somente em administrar investimentos de terceiros?
Otto Sarkis — A Hplus está fortemente consolidada em Brasília, de forma que já é a maior administradora de hotéis do Centro-Oeste. Como estratégia de crescimento, a Hplus planeja se expandir para outros mercados emissores no Brasil, ainda sem definição. Por enquanto, nosso foco continua sendo na administração de investimentos de terceiros.

Revista Hotéis — Segundo dados da ABIH/DF, o Distrito Federal possui atualmente cerca de 25 mil unidades habitacionais, o que representa um aumento de 30% na oferta em relação a 2011 e ainda existem vários empreendimentos em curso. Como o Distrito Federal é o foco de atuação da Hplus, esta situação preocupa?
Otto Sarkis — Se formos parar para estudar estes dados, uma grande parte dessas unidades habitacionais vem dos empreendimentos inaugurados pela Hplus nos últimos anos. Atualmente, os nossos empreendimentos são os mais novos e os que apresentam o melhor custo-benefício no mercado em Brasília. Então não temos preocupação de uma situação de superoferta ofuscar sufocar os nossos empreendimentos.

Revista Hotéis — A taxa de ocupação em Brasília sofre uma grande queda nos finais de semana. Como vocês trabalham para combater este período de baixa ocupação?
Otto Sarkis — Nós já sabemos que nos finais de semanas há uma queda na ocupação, pois o mercado em Brasília é fortemente corporativo, por isso o nosso foco principal durante a semana. No fim de semana, oferecemos tarifas especiais com preço reduzido. Esta tarifa diferenciada é especialmente vantajosa aos turistas que visitam a capital do país, além de clientes que moram na cidade e buscam fazer um final de semana diferente e com muito conforto. Mas em geral, enxergamos a receita gerada no fim de semana como algo paralelo ao nosso principal foco, que é a semana.

Revista Hotéis — Recentemente a Hplus colocou em operação o Vista Park Sul Hplus Long Stay, um empreendimento com conceito de longa permanência. Por que resolveram apostar neste conceito e qual previsão fazem nos próximos anos?
Otto Sarkis — A inauguração do Vista Park Sul Hplus Long Stay reflete a necessidade de atender a um crescente mercado de executivos que se mudam para a capital, seja por tempo indeterminado ou por períodos específicos, mas que desejam fixar residência e até mesmo, em algumas ocasiões, transferir-se com a família, já que Brasília vem sendo apontada como uma das melhores cidades para se viver com qualidade de vida. Para nós, essa demanda ainda é crescente.

Revista Hotéis — Como vocês lidam com a pressão dos investidores por resultados e como é feita a distribuição dos lucros?
Otto Sarkis — Buscamos trabalhar com os nossos investidores com profissionalismo e transparência. Acreditamos que uma comunicação clara é essencial, de forma que mensalmente fazemos uma análise ampla do mercado, não escondendo quando há situações de desaquecimento. Nós trabalhamos no modelo SCP — Sociedade em Conta de Participação, na qual apuramos os resultados, após a dedução das despesas e impostos, e dividimos entre os sócios da SCP. Esforçamos ao máximo para trazer resultados aos nossos investidores, de forma que a Hplus não poderá, em nenhuma hipótese, apurar remuneração quando as operações não gerarem lucro aos investidores.

Revista Hotéis — Como você analisa as oportunidades do mercado de hotéis no Brasil nos próximos anos? Quais cidades a Hplus pretende estar presente?
Otto Sarkis — O projeto de expansão da Hplus é ao mesmo tempo ambicioso e cauteloso. Temos grande planos de chegar em Estados que são promissores para o setor, sem abrir mão de mercados já consolidados. Além disso, o nosso primeiro objetivo era nos consagrarmos como a primeira rede hoteleira do Centro-Oeste, o que já conseguimos.

Revista Hotéis — A falta de mão de obra qualificada preocupa? Como vocês lidam com este assunto, pois hoje em dia, serviços são os grandes diferenciais de um hotel.
Otto Sarkis — Nesse ponto, o setor de Recursos Humanos é um dos mais importantes para a Hplus, pois além do recrutamento, investimos no ensino e na profissionalização constante dos nossos colaboradores, de forma que acreditamos e investimos no potencial deles.

SHARE

1 COMENTÁRIO

  1. Uma pena que a Excelência descrita na reportagem não se aplique a todos os empreendimentos que a HPlus administra.
    Sou proprietária de um apartamento em um edifício que é administrado por eles. Quanta decepção! Fazem de tudo para privilegiar somente os que aderem a modalidade de pool, quem compra pra morar ou alugar sai no prejuízo. São prepotentes e arbitrários. Cobram uma fortuna de condomínio e deixam a desejar na manutenção e nos serviços. Talvez o edifício em.questão esteja sob administração de alguém que esteja agindo em desacordo com a proposta de gestão do grupo, acho que vale a pena checar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here


CAPTCHA Image
Reload Image