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Hotelaria no Brasil – gestão equilibrada é o caminho da competitividade

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Manuel Gama, Presidente do FOHB e do Grupo Results (Travel Inn)

*Por Manuel Gama

É compreensível que diante de um cenário econômico controverso o status quo seja o de retração e pé no freio, embora especialistas em inovação digam que é justamente a oportunidade para fazer o inverso, momento de apostar na reinvenção para abrir margens de competitividade. No setor hoteleiro, que também enfrenta e já enfrentou tantas oscilações da economia, uma análise de cenário para ser mais assertiva precisa ser embasada em uma série de variáveis, algumas muito peculiares ao setor e outras que surgem como tendência e acompanham novidades em comportamento de consumo.

Com a benesse de atuar há mais de 40 anos no segmento hoteleiro, tenho condições de seguir nessa avaliação aplicando o equilíbrio e, ao mesmo tempo, o arrojo necessários para manter a competitividade de mercado. Como ser equilibrado? Antes de responder, vamos a um dado do estudo “Hotelaria em Números – Brasil 2015”, desenvolvido pela consultoria Jones Lang LaSalle Hotels, com o apoio do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). Segundo o levantamento, “os hotéis devem continuar a implantar até o fim de 2015 os programas de redução de custos iniciados em 2014”. Pronto, a questão do equilibro está respondida, mas não sem antes ressalvar que uma gestão de custos efetiva é aquela aplicada no dia a dia da operação e não apenas em momentos de extrema necessidade.

Se aplicarmos este conceito de gestão equilibrada à fatia do turismo corporativo – menos afetado neste primeiro semestre, o sentido fica ainda mais claro, especialmente quando a gestão hoteleira eficiente influencia diretamente na taxa de ocupação do empreendimento que está atrelado a um investimento imobiliário – caso dos condo-hotéis.

O conhecimento mostra que trabalhar intensamente o conceito de Revenue Management, que consiste num gerenciamento eficiente entre oferta e demanda das unidades com a flexibilidade necessária para manter a ocupação hoteleira e o REVPAR (índice que mede o equilíbrio entre taxa de ocupação e Diária média) no patamar ideal para os investidores é um ponto importante nessa maratona da competitividade.

E onde fica o arrojo? Em hotelaria, como já dito, passamos por diversos cenários hostis, como a crise de super oferta, buscamos a profissionalização do setor (e continuamos na busca), lidamos com novos players e tendências, como a mais nova sharing economy (economia de compartilhamento) e muito mais. E em todos os desafios a decisão de não parar no tempo, de manter os investimentos e os planos de expansão de unidades em cidades com grande potencial econômico e de negócios – como é o caso da Indaiatuba, no interior de São Paulo, tem se mostrado o caminho mais sábio para não perdermos oportunidade e competitividade.

* Manuel Gama é fundador e presidente da RESULTS – detentora da bandeira Travel Inn e presidente do FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil.

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