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Hotéis não entregues para a Copa do Mundo de 2014 voltam à mira da justiça

Medida cautelar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a empresários do setor imobiliário retomou uma batalha que completa quatro anos em 2018

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A Capital mineira foi uma das cidades que mais sofreram com legado da Copa do Mundo de 2014 - Crédito: Click Estúdio Profissional/Acervo Belotur

Enquanto o Brasil já vive a expectativa da participação da seleção nacional de futebol na Copa do Mundo da Rússia este ano, o legado da edição de 2014 realizada no País ainda está bastante presente. Alguns ainda calculam os louros da abertura de negócios para aquele período, e comemoram o sucesso que garantiram depois do último apito da competição. 

Já outros, acumularam frustrações de investimentos sem retorno ou se depararam com a inadimplência para projetos que deveriam ser lançados para suprir aquela demanda. A cidade de Belo Horizonte, capital mineira, é uma das cidades-sede que vive os prejuízos acarretados há quase quatro anos e ainda tem em seu território alguns empreendimentos para hotelaria que até hoje não foram abertos.

Levados pela possibilidade de retorno rápido com o mega evento esportivo que a cidade receberia, muitos investidores apostaram em projetos que foram lançados cerca de dois a três anos antes para hospedar os turistas durante a Copa do Mundo. Esta perspectiva foi aumentada também em virtude de uma ação da própria Prefeitura da cidade, que criou uma lei de incentivo — número 9.952/2010 — para a construção de novos hotéis. A lei previu o aumento do Coeficiente de Aproveitamento – limite de metros quadrados que podem ser construídos em um lote. 

Essa necessidade surgiu após a vistoria da FIFA (Federação Internacional de Futebol), que em 2011 detectou que a cidade não tinha o número de apartamentos de hotéis de categoria superior suficiente para que BH se habilitasse para uma eventual cerimônia de abertura da Copa, jogo de abertura, ou mesmo uma semifinal.

Outro aspecto que impulsionou esse imbróglio foi a própria recessão econômica pela qual o Brasil passou nos últimos anos. Investir em 2010 e 2011 ainda era vislumbrar um alto retorno do negócio. Mas não demorou muito para que as empresas se deparassem com restrição de crédito e muitos investidores ficassem inadimplentes, também afetados pela crise.

Escrito por Raiza O. Santos

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